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Opinião

“Até aqui nos ajudou o Senhor”

Ebenézer leva-nos a olhar para trás e reconhecer que em meio a terríveis batalhas Deus não se ausentou. A olhar para o presente e ver a sua misericórdia e graça. E a olhar para os dias à nossa frente: ele esteve conosco até hoje e amanhã não será diferente.

Por Ronaldo Lidório

Um dos relatos mais trágicos do Antigo Testamento encontra-se nos primeiros capítulos do primeiro livro de Samuel. O povo de Deus foi atacado e derrotado pelos filisteus próximo à Ebenézer, um vilarejo de Efraim. Mais de 30 mil pessoas foram mortas e a arca da aliança levada pelos inimigos, causando grande comoção em todo o povo. O sacerdote Eli, recebendo notícias do fracasso na batalha, da morte de seus filhos e da perda da arca do Senhor, caiu e morreu. Sua nora, movida por dores de parto deu à luz um filho e o chamou Icabode, que significa “foi-se a glória de Israel” (1Sm 4).

Em meio à tragédia, veio a Palavra de Deus a Samuel, que exortou o povo a converter-se ao Senhor de todo o coração, rejeitar os deuses, consertar a vida e servir o Eterno para terem vitória (1Sm 7.3). Assim aconteceu, vindo a derrotar os inimigos de forma impressionante.

Samuel, pois, ergue um memorial ao Senhor e o chama Ebenézer, que significa “pedra de ajuda”. Esse é o nome do vilarejo próximo ao qual o povo estava quando foi atacado e abatido, vindo a perder a Arca Sagrada. Samuel olha para trás, lembra-se da amarga derrota e reconhece a vitória dada por Deus no presente. Toma uma pedra como memorial e lhe dá um nome (Ebenézer) e também um significado: “Até aqui nos ajudou o Senhor” (1Sm 7.12).

Talvez pareça estranho dar ao memorial de vitória o nome do local da derrota, o vilarejo Ebenézer. Poderíamos imaginar que o nome mais apropriado fosse Mispá, onde Samuel sacrificou ao Senhor e o povo se encontrava quando, atacado novamente pelos filisteus, obteve estrondosa vitória. Ou ainda Bete-Car, onde os últimos inimigos foram perseguidos e derrotados. Mas o nome do memorial foi Ebenézer, onde sofreram a primeira e terrível derrota. Ao erigir o memorial, parece-me que Samuel enxerga a mão de Deus não apenas na vitória, mas também na derrota. Não apenas no consolo, mas na disciplina. Não apenas quando ele abraça, mas também quando corrige.

Ebenézer leva-nos a olhar para trás e reconhecer que em meio a terríveis batalhas, dias de derrota e perguntas não respondidas, Deus não se ausentou. Esteve conosco nos dias bons e maus. Sua mão trouxe sobre nós consolo e também disciplina. Sua presença nos acolheu e confrontou. As tragédias nos levaram ao pranto, porém em tudo “... nos ajudou o Senhor”.

Ebenézer nos leva a olhar também para o dia presente, dizendo “até aqui...”. Até o dia de hoje vemos a sua misericórdia e graça, sua paciência e bênção, sua proteção e guarda. Nossos corações são convidados à gratidão, adoração e profundo contentamento, pois ele está conosco agora.

Curiosamente, Ebenézer nos leva a olhar também para os dias que virão. A própria expressão (“até aqui...”) indica uma jornada ainda incompleta, dias e tempos à nossa frente. Ele esteve conosco até hoje e amanhã não será diferente. Podemos contar com a sua misericórdia e perdão. Também com o seu ensino e disciplina. Nenhuma tragédia, porém, será maior do que a bondade do Senhor em nossas vidas.

Ebenézer (“até aqui nos ajudou o Senhor”) é um chamado para a gratidão, o contentamento, o quebrantamento e a fé. O Eterno guarda o caminho!
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Ronaldo Lidório é teólogo e antropólogo, missionário (APMT e WEC) entre grupos pouco ou não evangelizados. É organizador de Indígenas do Brasil -- avaliando a missão da igreja e A Questão Indígena -- Uma Luta Desigual.
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