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Palavra do leitor

Thank God It Doomsday ou Graças a Deus, é o Dia do Juízo Final: Homer Simpson e Deus: o que dizer?

Texto de João 19: 30

O personagem Homer, da série Os Simpsons, descreve um indivíduo sem muita ou nenhuma expressão. Por mais engraçado que possa ser, o personagem como pai de uma família nada convencional, com seus hábitos toscos, com suas leituras pueris ou banais da vida, com seus pontuais momentos de arroubos ou merecedor de um encômio ou elogio. Decerto, ao falar sobre Homer Simpson se observa o quanto sua compreensão (se é que há alguma) no tocante ao sagrado e aos princípios da tradição judaico-cristã sempre com os epítetos do sarcasmo. Diga-se de passagem, em vários episódios da série, quando se apresenta os encontros entre Homer e Deus, categoricamente, observa-se as respostas do mesmo por alcunhar ir à igreja aos domingos e o evangelho como entediante e deslocado da realidade.

Além do mais, para Homer, o culto não passa de um encontro destoado da vida, como ela é. A tal turno ou por sua vez, parece considerar quem vai a igreja, como pessoas que interpretam seus papeis de pessoas devotas, sacrossantas, comprometidas em fazer o bem e o que é certo, quando, após o encontro dos ponteiros ou ao término do culto, removem suas máscaras ou maquiagens dominicais e reassumem os comportamentos de um Deus viável, tão somente, na próxima semana, na sexta-feira santa, no domingo de páscoa, no natal, em mais uma celebração litúrgica e nada mais. Não para por aqui, Homer retrata os mosaicos de, em muitas situações, o sagrado não passar mesmo de um quebra galho, de um amuleto, de um talismã, de um voto, de uma promessa, de uma sorte, de um escoramento e como se pudéssemos movimentá-lo para nossos caprichos, melindres, convicções, manipulações, anseios. Indo ao episódio "Thank God It Doomsday ou Graças a Deus, é o Dia do Juízo Final", Homer, ao chegar no céu, constata sua família sobre os tentáculos de satanás, a qual os torturava e os atormentavam. De imediato, Homer exige uma intervenção do Criador e nada se notou, ou seja, permaneceu indiferente e a resposta não pode ser outra, senão iniciar um tumulto sem precedentes no céu, no paraíso, até alcançar a alteração da decisão do todo poderoso.

Atentemos como um personagem abeluca ou estúpido, alienado e desprovido de senso consegue determinar as rotas de como Deus deve agir, proceder e se portar? O tresloucado Homer parece dispor de meios eficientes e eficazes para conduzir os rumos de como Deus deve se mover!

Quiçá, também, não atuamos dessa maneira, a cada momento de manifestação da fé, como se dispuséssemos de meios para obrigar o sagrado a seguir nossas ordens?

Deveras, assim não são as infindáveis campanhas, revelações, profecias, promessas e que mais tem engendrado ou gestado pessoas com distúrbios mentais, com profundas rupturas na alma, com marcas de desesperança, aprisionadas em culpas e maldições intermináveis?

É bem verdade, os defensores do neoateísmo celebravam de que os sustentáculos de seus pressupostos evolucionistas, de seus processos do acaso, da ciência como um mantra irredutível, expressamente, tornar-nos-iam livres e libertos de deuses, de mitos, de deidades, do evangelho e não se percebe isso. Presumidamente, os indivíduos aparentemente desvencilhados da espiritualidade não conseguiram enfrentar e sobrepujar ou lidar com os vazios da vida. Somos uma geração refém de calmantes, de tranquilizantes, de terapias, de estimulantes e, ainda assim, receosa de si mesma, de se escutar, de está em silêncio, de imaginar, de conhecer verdades absolutas. Cabe salientar, Homer e sua família, conforme discorrido na série, são membros de uma comunidade protestante e se comprova o quanto os assuntos do reino de Deus são matérias não condizentes com a semana, a partir do término do culto, e o bar do Moe, as aparições do Palhaço Krusty, as rosquinhas recheadas são significativos, úteis e interessantes do que uma vida de oração, d que seguir um padrão de moralidade mais elevado e de uma vida pelo qual possamos expandir os nossos potenciais para ser sal da terra e luz do mundo, para ser imagem ou representantes e semelhança (em racionalidade, moralidade, relacionamento e responsabilidade).

Dou mais uma pinçada, não fomos chamados para sermos uma versão de Homer, com suas ferramentas de coações e persuasões. Por fim, fomos chamados para viver o ministério da aceitação, a qual não exige de que faça para ser aceito, porque fomos aceitos, mediante a consumação firmada, ali, na Cruz que está vazia, no túmulo que está vazio para vivenciarmos esse novo tempo e a criação de novas realidades, sem maquinações e sim com Aquele que se importou conosco e se importa, sem favores do toma cá e me dá lá, porque tudo já se ajustou em Jesus, o Cristo.
São Paulo - SP
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