Opinião
29 de maio de 2026- Visualizações: 632
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Um veneno da moda: a manipulação em massa
Quando os venenos se tornam moda, eles não deixam de matar
Por Paulo Ribeiro
C. S. Lewis escreveu certa vez, em Prefacio ao Paraíso Perdido (de John Milton): “Quando os venenos se tornam moda, eles não deixam de matar.”
É difícil não pensar em fake news e manipulação em massa ao ler esta frase hoje.
Um dos maiores perigos da desinformação não é apenas a existência da falsidade, ela sempre existiu, mas o fato de ela se tornar socialmente popular, emocionalmente gratificante, politicamente útil ou conveniente para determinados grupos. Quando isso acontece, a sociedade gradualmente perde sua imunidade racional contra o engano.
As pessoas passam a propagar informações não porque sejam verdadeiras, mas porque reforçam a ideologia ou medo. A falsidade então deixa de parecer venenosa. Ela se transforma em entretenimento, arma política ou moeda social.
E as consequências podem deixar o campo abstrato e atingir diretamente a vida humana. Quando pessoas rejeitam vacinas eficazes ou ingerem substâncias perigosas por motivações ideológicas ou políticas, a realidade física reaparece de forma implacável. A morte não negocia com narrativas.
Mas o alerta de Lewis permanece profundamente atual: os venenos não perdem sua natureza destrutiva simplesmente porque se tornam populares.
Uma sociedade continuamente exposta à distorção da informação acaba perdendo a confiança não apenas nas instituições e na mídia, mas na própria realidade. E quando a realidade compartilhada se fragmenta, o diálogo, os processos democráticos e até mesmo a coesão social começam a se deteriorar.
Talvez um dos grandes desafios da civilização moderna seja este: Como preservar a honestidade intelectual em uma era em que a manipulação se propaga mais rapidamente do que a reflexão?
Imagem: Pixabay.
REVISTA ULTIMATO – A ARTE PRECISA DE JUSTIFICATIVA?
Os artigos da edição 419 de Ultimato ressaltam a “beleza de Deus” e o fato de termos sido feitos à sua imagem e semelhança, o que torna a arte (sua apreciação ou o fazer artístico) disponível para todos – “Sejam encanadores, coletores de lixo, taxistas ou CEOs, somos chamados pelo Grande Artista a cocriar. O Artista nos chama, a nós, artistas com ‘a’ minúsculo, para cocriar, para compartilhar a ‘irrupção celestial’ na terra quebrada” (Makoto Fujimura).
Clique aqui e saiba mais. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» Surpreendido Pela Alegria, C. S. Lewis
» O Evangelho em uma Sociedade Pluralista, Lesslie Newbigin
» As fake news e a igreja, entrevista com Marcos Bontempo
» O perigo de pensar, por Manoel Oliveira
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C. S. Lewis escreveu certa vez, em Prefacio ao Paraíso Perdido (de John Milton): “Quando os venenos se tornam moda, eles não deixam de matar.”É difícil não pensar em fake news e manipulação em massa ao ler esta frase hoje.
Um dos maiores perigos da desinformação não é apenas a existência da falsidade, ela sempre existiu, mas o fato de ela se tornar socialmente popular, emocionalmente gratificante, politicamente útil ou conveniente para determinados grupos. Quando isso acontece, a sociedade gradualmente perde sua imunidade racional contra o engano.
As pessoas passam a propagar informações não porque sejam verdadeiras, mas porque reforçam a ideologia ou medo. A falsidade então deixa de parecer venenosa. Ela se transforma em entretenimento, arma política ou moeda social.
E as consequências podem deixar o campo abstrato e atingir diretamente a vida humana. Quando pessoas rejeitam vacinas eficazes ou ingerem substâncias perigosas por motivações ideológicas ou políticas, a realidade física reaparece de forma implacável. A morte não negocia com narrativas.
Mas o alerta de Lewis permanece profundamente atual: os venenos não perdem sua natureza destrutiva simplesmente porque se tornam populares.
Uma sociedade continuamente exposta à distorção da informação acaba perdendo a confiança não apenas nas instituições e na mídia, mas na própria realidade. E quando a realidade compartilhada se fragmenta, o diálogo, os processos democráticos e até mesmo a coesão social começam a se deteriorar.
Talvez um dos grandes desafios da civilização moderna seja este: Como preservar a honestidade intelectual em uma era em que a manipulação se propaga mais rapidamente do que a reflexão?
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REVISTA ULTIMATO – A ARTE PRECISA DE JUSTIFICATIVA?Os artigos da edição 419 de Ultimato ressaltam a “beleza de Deus” e o fato de termos sido feitos à sua imagem e semelhança, o que torna a arte (sua apreciação ou o fazer artístico) disponível para todos – “Sejam encanadores, coletores de lixo, taxistas ou CEOs, somos chamados pelo Grande Artista a cocriar. O Artista nos chama, a nós, artistas com ‘a’ minúsculo, para cocriar, para compartilhar a ‘irrupção celestial’ na terra quebrada” (Makoto Fujimura).
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» O Evangelho em uma Sociedade Pluralista, Lesslie Newbigin
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» O perigo de pensar, por Manoel Oliveira
Doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade de Manchester, na Inglaterra, foi Professor em Universidades nos Estados Unidos, Nova Zelândia e Holanda, e Pesquisador em Centros de Pesquisa (EPRI, NASA). Atualmente é Professor Titular Livre na Universidade Federal de Itajubá, MG. É originário do Vale do Pajeú e torcedor do Santa Cruz.
>> http://lattes.cnpq.br/2049448948386214
>> https://scholar.google.com/citations?user=38c88BoAAAAJ&hl=en&oi=ao
Pesquisa publicada recentemente aponta os cientistas destacados entre o “top” 2% dos pesquisadores de maior influência no mundo, nas diversas áreas do conhecimento. Destes, 600 cientistas são de Instituições Brasileiras. O Professor Paulo F. Ribeiro foi incluído nesta lista relacionado a área de Engenharia Elétrica.
>> http://lattes.cnpq.br/2049448948386214
>> https://scholar.google.com/citations?user=38c88BoAAAAJ&hl=en&oi=ao
Pesquisa publicada recentemente aponta os cientistas destacados entre o “top” 2% dos pesquisadores de maior influência no mundo, nas diversas áreas do conhecimento. Destes, 600 cientistas são de Instituições Brasileiras. O Professor Paulo F. Ribeiro foi incluído nesta lista relacionado a área de Engenharia Elétrica.
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