Por Escrito
13 de julho de 2022- Visualizações: 6090
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Reencontro
Por Levi M. Agreste da Silva
Bom te ver, velho amigo.As estações andaram frias,
não achava meu casaco.
Os dedos sólidos não giravam a maçaneta.
- mas não foi o motivo da desvisita.
Bom mesmo te ver, de verdade.
O mundo me atarefou.
Pilhas de livros não lidos descansam na mesa.
A louça suja gritava por atenção.
- mas não foi por isso que não vim.
Bom estar aqui, de coração.
As luzes deslumbrantes me cegaram parcialmente.
Mal ouvia minha própria voz,
enrolado nos lençóis quentes da cama.
- mas não é essa a razão do atraso.
Faltei por medo.
Sabia que se viesse,
seria feliz
seria leve
seria doce.
Contudo, também sei
que me reconheceria em você
que veria tudo o que deixei de ser
e ficaria triste
pesado
amargo.
Finalmente, vim.
E sinto que vou me acostumar
a esse amor desconfortável.
- Levi M. Agreste da Silva, licenciado em Letras pela Unicamp, professor de Língua Portuguesa. umanovaviagem.blogspot.com
UMA CONVERSA SOBRE A MORTEA despeito da quase onipresença da morte, geralmente fugimos desse assunto. Alguns estudiosos declaram que a morte é o principal tabu dos tempos modernos; procura-se viver como se ela não existisse. O psiquiatra espanhol Pablo Martínez chama de “aspirinas existenciais” as formas que as pessoas encontram para não pensarem na morte nem no sentido da vida, especialmente formas de entretenimento.
É disso que trata a matéria de capa da edição 391 da revista Ultimato. Para assinar, clique aqui.
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