Opinião
28 de outubro de 2025- Visualizações: 2627
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Quando a obediência gera vida
Deus conhece o caminho, mesmo quando nós não o vemos
Por Vitor Xavier Benetollo
Vivemos numa época em que o barulho parece definir poder. A voz mais alta é vista como sinônimo de força. Mas a Bíblia nos lembra de uma verdade contraintuitiva: o poder não é de quem grita mais, é de quem escuta mais.
A vida do Servo descrito por Isaías 50 a 52, mostra alguém que não buscou holofotes, mas que aprendeu primeiro a ouvir. Ele não apenas discursou palavras de sabedoria, mas tinha o ouvido desperto para escutar a voz do Pai. Essa escuta o levou a obedecer, e a obediência o conduziu ao sofrimento. No Getsêmani, em silêncio e oração, Jesus venceu onde todos nós falhamos. A vitória do Reino nasceu não de gritos, mas da escuta fiel.
A grande tentação, desde sempre, é tentar iluminar nosso caminho com fogo próprio.
Quando a espera parece longa e o silêncio de Deus incomoda, buscamos atalhos. Sara e Abraão fizeram isso ao tentar antecipar a promessa de Deus por meio de Agar. O resultado foi divisão, dor e consequências que ecoam até hoje.
Também nós acendemos nossos fogos particulares:
• quando transformamos ministério em autopromoção, confiando no carisma em vez da Palavra;
• quando usamos relacionamentos como solução rápida para solidão, em vez de esperar o tempo de Deus;
• quando manipulamos situações na família ou no trabalho para controlar resultados, em vez de confiar.
A luz que fabricamos dura pouco e acaba nos queimando. E o alerta é claro: “Vocês que vivem em sua própria luz e se aquecem em seu próprio fogo. Esta é a recompensa que receberão de mim: em breve cairão em grande tormento” (Is 50.11).

Mas existe outro caminho. A vida de fé não é um palco sempre iluminado, mas uma estrada em que, muitas vezes, só vemos alguns passos adiante. Confiar em Deus no escuro é obediência que gera vida. Não é cegueira ingênua, mas confiança de que Ele conhece o caminho, mesmo quando nós não o vemos.
É isso que diferencia a fé de autossuficiência: a fé aceita caminhar no escuro, apoiada em Deus, enquanto a autossuficiência prefere fabricar sua própria luz.
Diante da tentação de desistir, de viver paralisados pela culpa ou pelo desânimo, a mensagem bíblica é clara: “Desperte, desperte!” (Is.51:17). O convite não é apenas para se levantar do pó, mas para celebrar que a condenação já passou. O cálice foi bebido, o preço foi pago, a vitória é real.
Essa palavra atravessa os séculos: Deus não apenas consola, Ele marcha à frente. Não caminhamos sozinhos. A restauração não é apenas promessa futura, é realidade presente em Cristo.
É como uma célula pequena e quase desanimada, uma igreja enfraquecida ou uma família reconstruindo a vida após perdas. Onde só vemos ruínas, Deus vê sementes de esperança. Onde só há pó, Ele diz: “Desperte, porque eu já venci.”
O caminho de Cristo mostra que a obediência, mesmo quando leva ao sofrimento, nunca é em vão. Ele escutou, obedeceu e hoje nos convida a confiar, mesmo nas trevas.
A questão é: em qual luz estamos andando? A que fabricamos, que se apaga rápido, ou a de Deus, que nos guia mesmo quando não vemos tudo claro?
Não precisamos fabricar luz. Precisamos despertar para a luz que já brilhou em Cristo.
Imagem: Unsplash.
REVISTA ULTIMATO – JESUS, A LUZ DO MUNDO
Jesus, o clímax da narrativa da redenção, é a luz do mundo. Não há luz que se compare a ele. Sua luz alcança todo o mundo.
Além de anunciar-se como Luz, Jesus declara que os seus seguidores são a luz do mundo. “Pois Deus que disse: ‘Das trevas resplandeça a luz’, ele mesmo brilhou em nosso coração para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo” (2Co 4.6).
É disso que trata a edição 415 de Ultimato. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
O Caminho do Coração – Meditações diárias, Ricardo Barbosa
Não Perca Jesus de Vista, Elben César
Por Vitor Xavier Benetollo
Vivemos numa época em que o barulho parece definir poder. A voz mais alta é vista como sinônimo de força. Mas a Bíblia nos lembra de uma verdade contraintuitiva: o poder não é de quem grita mais, é de quem escuta mais. A vida do Servo descrito por Isaías 50 a 52, mostra alguém que não buscou holofotes, mas que aprendeu primeiro a ouvir. Ele não apenas discursou palavras de sabedoria, mas tinha o ouvido desperto para escutar a voz do Pai. Essa escuta o levou a obedecer, e a obediência o conduziu ao sofrimento. No Getsêmani, em silêncio e oração, Jesus venceu onde todos nós falhamos. A vitória do Reino nasceu não de gritos, mas da escuta fiel.
A grande tentação, desde sempre, é tentar iluminar nosso caminho com fogo próprio.
Quando a espera parece longa e o silêncio de Deus incomoda, buscamos atalhos. Sara e Abraão fizeram isso ao tentar antecipar a promessa de Deus por meio de Agar. O resultado foi divisão, dor e consequências que ecoam até hoje.
Também nós acendemos nossos fogos particulares:
• quando transformamos ministério em autopromoção, confiando no carisma em vez da Palavra;
• quando usamos relacionamentos como solução rápida para solidão, em vez de esperar o tempo de Deus;
• quando manipulamos situações na família ou no trabalho para controlar resultados, em vez de confiar.
A luz que fabricamos dura pouco e acaba nos queimando. E o alerta é claro: “Vocês que vivem em sua própria luz e se aquecem em seu próprio fogo. Esta é a recompensa que receberão de mim: em breve cairão em grande tormento” (Is 50.11).

Mas existe outro caminho. A vida de fé não é um palco sempre iluminado, mas uma estrada em que, muitas vezes, só vemos alguns passos adiante. Confiar em Deus no escuro é obediência que gera vida. Não é cegueira ingênua, mas confiança de que Ele conhece o caminho, mesmo quando nós não o vemos.
É isso que diferencia a fé de autossuficiência: a fé aceita caminhar no escuro, apoiada em Deus, enquanto a autossuficiência prefere fabricar sua própria luz.
Diante da tentação de desistir, de viver paralisados pela culpa ou pelo desânimo, a mensagem bíblica é clara: “Desperte, desperte!” (Is.51:17). O convite não é apenas para se levantar do pó, mas para celebrar que a condenação já passou. O cálice foi bebido, o preço foi pago, a vitória é real.
Essa palavra atravessa os séculos: Deus não apenas consola, Ele marcha à frente. Não caminhamos sozinhos. A restauração não é apenas promessa futura, é realidade presente em Cristo.
É como uma célula pequena e quase desanimada, uma igreja enfraquecida ou uma família reconstruindo a vida após perdas. Onde só vemos ruínas, Deus vê sementes de esperança. Onde só há pó, Ele diz: “Desperte, porque eu já venci.”
O caminho de Cristo mostra que a obediência, mesmo quando leva ao sofrimento, nunca é em vão. Ele escutou, obedeceu e hoje nos convida a confiar, mesmo nas trevas.
A questão é: em qual luz estamos andando? A que fabricamos, que se apaga rápido, ou a de Deus, que nos guia mesmo quando não vemos tudo claro?
Não precisamos fabricar luz. Precisamos despertar para a luz que já brilhou em Cristo.
- Vitor Xavier Benetollo é engenheiro mecânico formado pela EESC-USP e atua na área de planejamento financeiro dentro do agronegócio. É membro da Igreja Evangélica dos Cristãos de São Paulo.
Imagem: Unsplash.
REVISTA ULTIMATO – JESUS, A LUZ DO MUNDOJesus, o clímax da narrativa da redenção, é a luz do mundo. Não há luz que se compare a ele. Sua luz alcança todo o mundo.
Além de anunciar-se como Luz, Jesus declara que os seus seguidores são a luz do mundo. “Pois Deus que disse: ‘Das trevas resplandeça a luz’, ele mesmo brilhou em nosso coração para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo” (2Co 4.6).
É disso que trata a edição 415 de Ultimato. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
O Caminho do Coração – Meditações diárias, Ricardo Barbosa
Não Perca Jesus de Vista, Elben César
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