Opinião
27 de março de 2026- Visualizações: 807
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Nada pode nos separar do amor de Deus
Não porque somos fortes, mas porque somos amados e pertencemos ao Senhor
Por Ronaldo Lidório
Basta um telefonema na madrugada, um exame alterado, uma palavra dura dentro de casa, uma crise inesperada no trabalho ou uma decepção que não prevíamos, para nos lembrarmos de algo que preferimos esquecer: a vida, nesta terra, é frágil. Nossa força física é frágil. Nossas emoções são frágeis. Os cenários ao nosso redor são frágeis. Relações que pareciam firmes podem ser abaladas. Planos cuidadosamente construídos podem se romper em poucos instantes. Vivemos, de fato, cercados por limites, incertezas e mudanças.
Essa fragilidade, porém, não precisa nos lançar no desespero. Ao contrário, ela pode nos relembrar aquilo que é inabalável. Quando tudo ao redor parece instável, a Palavra nos chama a firmar o coração em Deus, em quem ele é e no que ele faz. Nossa segurança não está na ausência de lutas, mas na presença do Senhor. Nossa esperança não está em uma vida sem dor, mas no amor perfeito de Deus por nós em Cristo Jesus.
É justamente isso que o apóstolo Paulo declara com santa convicção: “Porque eu estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8.38, 39).
Que afirmação arrebatadora! Paulo não diz que não haverá dor, oposição, perdas ou angústias. Ele mesmo conhecia tudo isso muito bem. Mas afirma, com plena certeza, que nenhuma dessas coisas tem poder para romper o vínculo eterno entre Cristo e os seus. O amor de Deus não é frágil como os afetos humanos. Não oscila com as circunstâncias. Não enfraquece com o tempo. Não é vencido pela morte, nem abalado pelo sofrimento. É um amor firme, soberano, eterno e pactual, derramado sobre nós em Cristo Jesus.

Por isso, antes mesmo de concluir esse raciocínio, Paulo declara: “Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Rm 8.37). Observe bem: não é fora dessas coisas, mas em todas estas coisas. Em meio à dor, à aflição, à perda e ao medo, permanecemos guardados no amor de Deus.
Mais que vencedores, não porque somos fortes, mas porque somos amados. Não porque controlamos a vida, mas porque pertencemos ao Senhor.
Talvez hoje você esteja sentindo o peso da fragilidade da vida. Então, lembre-se: o que sustenta você não é a firmeza das circunstâncias, mas a fidelidade do Deus que o ama. Descanse nessa verdade. Abrace essa promessa. E siga adiante com paz no coração. Em Cristo Jesus, nada poderá separá-lo do amor de Deus.
Artigo publicado originalmente no perfil do autor no Instagram. Reproduzido com permissão.
Imagem: Unsplash.
REVISTA ULTIMATO – GENEROSIDADE - "HÁ MAIOR FELICIDADE EM DAR DO QUE EM RECEBER! (ATOS 20.35)
A generosidade é paradoxal! Que dá recebe em troca. E é multifacetada, podendo apresentar-se de muitas formas, e não apenas na doação de recursos materiais e dinheiro.
Deus conta com a generosidade na relações humanas e nas relações dentro da igreja. Ela é um elemento previsto por ele para o bem comum e para o avanço de sua obra.
É disso que trata a edição 418. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» O Cultivo da Vida Cristã – Meditações em 1 João, Robert Koo
» Súplicas de Um Necessitado – Oração e vigilância, Elben César
» Pessoas: Humanas e Divinas – Ensaios sobre a natureza e o valor das pessoas, Peter van Inwagen
» Uma oração no tempo do sofrimento, por Ronaldo Lidório
Por Ronaldo Lidório
Basta um telefonema na madrugada, um exame alterado, uma palavra dura dentro de casa, uma crise inesperada no trabalho ou uma decepção que não prevíamos, para nos lembrarmos de algo que preferimos esquecer: a vida, nesta terra, é frágil. Nossa força física é frágil. Nossas emoções são frágeis. Os cenários ao nosso redor são frágeis. Relações que pareciam firmes podem ser abaladas. Planos cuidadosamente construídos podem se romper em poucos instantes. Vivemos, de fato, cercados por limites, incertezas e mudanças.Essa fragilidade, porém, não precisa nos lançar no desespero. Ao contrário, ela pode nos relembrar aquilo que é inabalável. Quando tudo ao redor parece instável, a Palavra nos chama a firmar o coração em Deus, em quem ele é e no que ele faz. Nossa segurança não está na ausência de lutas, mas na presença do Senhor. Nossa esperança não está em uma vida sem dor, mas no amor perfeito de Deus por nós em Cristo Jesus.
É justamente isso que o apóstolo Paulo declara com santa convicção: “Porque eu estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8.38, 39).
Que afirmação arrebatadora! Paulo não diz que não haverá dor, oposição, perdas ou angústias. Ele mesmo conhecia tudo isso muito bem. Mas afirma, com plena certeza, que nenhuma dessas coisas tem poder para romper o vínculo eterno entre Cristo e os seus. O amor de Deus não é frágil como os afetos humanos. Não oscila com as circunstâncias. Não enfraquece com o tempo. Não é vencido pela morte, nem abalado pelo sofrimento. É um amor firme, soberano, eterno e pactual, derramado sobre nós em Cristo Jesus.

Por isso, antes mesmo de concluir esse raciocínio, Paulo declara: “Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Rm 8.37). Observe bem: não é fora dessas coisas, mas em todas estas coisas. Em meio à dor, à aflição, à perda e ao medo, permanecemos guardados no amor de Deus.
Mais que vencedores, não porque somos fortes, mas porque somos amados. Não porque controlamos a vida, mas porque pertencemos ao Senhor.
Talvez hoje você esteja sentindo o peso da fragilidade da vida. Então, lembre-se: o que sustenta você não é a firmeza das circunstâncias, mas a fidelidade do Deus que o ama. Descanse nessa verdade. Abrace essa promessa. E siga adiante com paz no coração. Em Cristo Jesus, nada poderá separá-lo do amor de Deus.
Artigo publicado originalmente no perfil do autor no Instagram. Reproduzido com permissão.
Imagem: Unsplash.
REVISTA ULTIMATO – GENEROSIDADE - "HÁ MAIOR FELICIDADE EM DAR DO QUE EM RECEBER! (ATOS 20.35)A generosidade é paradoxal! Que dá recebe em troca. E é multifacetada, podendo apresentar-se de muitas formas, e não apenas na doação de recursos materiais e dinheiro.
Deus conta com a generosidade na relações humanas e nas relações dentro da igreja. Ela é um elemento previsto por ele para o bem comum e para o avanço de sua obra.
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Saiba mais:
» O Cultivo da Vida Cristã – Meditações em 1 João, Robert Koo
» Súplicas de Um Necessitado – Oração e vigilância, Elben César
» Pessoas: Humanas e Divinas – Ensaios sobre a natureza e o valor das pessoas, Peter van Inwagen
» Uma oração no tempo do sofrimento, por Ronaldo Lidório
Ronaldo Lidório é teólogo e antropólogo, missionário (APMT e WEC) entre grupos pouco ou não evangelizados. É organizador de Indígenas do Brasil -- avaliando a missão da igreja e A Questão Indígena -- Uma Luta Desigual.
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