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11 de julho de 2013- Visualizações: 3627
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Indígenas terena têm rede de igrejas evangélicas
Os indígenas da etnia terena são os fundadores e principais coordenadores da Uniedas (União das Igrejas Evangélicas da América do Sul). A denominação conta apenas com pastores indígenas, está presente em várias comunidades da etnia e vem se expandindo para outros Estados.
A Uniedas foi criada em 1972 com a ajuda de missionários alemães. De linha batista tradicional, atualmente tem 25 igrejas e 8 congregações, das quais 22 estão em Mato Grosso do Sul. As outras estão em comunidades indígenas de Mato Grosso e de Rondônia, todas fundadas por pastores terenas.
Em Campo Grande, três igrejas são mantidas em áreas de maior concentração terena. “Dez, vinte anos atrás, o índio era muito discriminado. Às vezes, quando ia a uma igreja, não se sentia bem, daí a necessidade”, diz o pastor Ricardo Poquiviqui. Seus cultos na capital costumam reunir 60 pessoas nos fins de semana, a maioria terenas.
A celebração é feita em português, principalmente pela perda da língua entre os jovens. O idioma terena aparece em cantos e na Bíblia, que chegou a ser traduzida.
Apesar da crescente disputa por terras em Mato Grosso do Sul, a Uniedas tem uma participação discreta. “Trabalhamos muito na questão da orientação, de suporte espiritual, até porque não temos grandes recursos financeiros”, afirma Rute Poquiviqui, membro da igreja e estudante de direito.
O pastor Ricardo diz que as ocupações são fruto do maior acesso à educação superior pelas novas gerações e da demora nos processos. “Estamos cansados de reuniões. Já falamos com todo mundo que tínhamos de falar. É deputado, governador, ministro, não tem mais com quem falar. É por isso que estourou.”
No início de junho, um impasse entre fazendeiros e terenas, que ocupavam a fazenda Buriti, em Sidrolândia (MS), gerou conflitos e a morte de um indígena.
Com informações do jornal Folha de S. Paulo e do G1.
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Em Campo Grande, três igrejas são mantidas em áreas de maior concentração terena. “Dez, vinte anos atrás, o índio era muito discriminado. Às vezes, quando ia a uma igreja, não se sentia bem, daí a necessidade”, diz o pastor Ricardo Poquiviqui. Seus cultos na capital costumam reunir 60 pessoas nos fins de semana, a maioria terenas.
A celebração é feita em português, principalmente pela perda da língua entre os jovens. O idioma terena aparece em cantos e na Bíblia, que chegou a ser traduzida.
Apesar da crescente disputa por terras em Mato Grosso do Sul, a Uniedas tem uma participação discreta. “Trabalhamos muito na questão da orientação, de suporte espiritual, até porque não temos grandes recursos financeiros”, afirma Rute Poquiviqui, membro da igreja e estudante de direito.
O pastor Ricardo diz que as ocupações são fruto do maior acesso à educação superior pelas novas gerações e da demora nos processos. “Estamos cansados de reuniões. Já falamos com todo mundo que tínhamos de falar. É deputado, governador, ministro, não tem mais com quem falar. É por isso que estourou.”
No início de junho, um impasse entre fazendeiros e terenas, que ocupavam a fazenda Buriti, em Sidrolândia (MS), gerou conflitos e a morte de um indígena.
Com informações do jornal Folha de S. Paulo e do G1.
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