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08 de agosto de 2007- Visualizações: 4263
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24 países têm paridade de gênero na escola
(Envolverde) De 141 países e territórios, 117 não conseguiram obter proporção igual de homens e mulheres no ensino primário e secundário.
A eliminação da desigualdade de gênero na educação, prevista no terceiro dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, foi atingida por apenas 24 dos 141 países e territórios para os quais há dados de 2005, apontam os números atualizados da Divisão de Estatísticas das Nações Unidas. Em 117 nações, a proporção de meninos matriculados no ensino primário e secundário era maior que a de meninas — já descontadas eventuais diferenças no número de homens e mulheres na população.
A igualdade entre os gêneros nos dois níveis ensinos (equivalentes ao fundamental e ao médio no Brasil) faz parte da meta do terceiro Objetivo do Milênio: eliminar a disparidade entre os sexos no ensino primário e secundário, se possível até 2005, e em todos os níveis de ensino, a mais tardar até 2015. A maioria dos países e territórios que a alcançou fica na América (Bahamas, Barbados, Bermudas, Equador, Honduras, Jamaica, Montserrat, Peru e Suriname), na Ásia (Armênia, Geórgia, Brunei, Cingapura, Japão, Mongólia), na Europa (Luxemburgo, Suécia, Dinamarca e Noruega) e na Oceania (Kiribati, Samoa e Nova Zelândia). Apenas dois países são da África: Lesoto e Namíbia.
O site oficial de estatísticas da ONU para os Objetivos do Milênio só têm dados do Brasil relativos a 2004, que apontam que o país cumpriu a meta para o ensino médio, mas não para o fundamental. Informações da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2005, porém, indicam que a proporção de mulheres que freqüentam a escola é maior que a dos homens em todos os níveis de ensino, superior inclusive (veja quadro ao lado). “A meta não corresponde muito à nossa realidade. Nossos dados mostram que a paridade de gênero existe. Não só isso, mas que as mulheres apresentam melhor desempenho e freqüência”, afirma Nina Madsen, assistente de programa do UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) no Brasil. “A discussão agora tem que ser outra. A da qualidade da escola, da formulação de conteúdo, dos parâmetros didáticos, da formação dos professores e do próprio sistema educacional”, comenta.
Para avaliar quais nações e territórios alcançaram a meta, a ONU usa a razão de mulheres para cada homem matriculado na escola. Um indicador maior que 0 e menor que 1 aponta que há mais meninos nas salas de aula do que meninas. Quando a razão é 1, o número de matriculados é o mesmo para os dois gêneros e, quando é maior que 1, há mais alunas que alunos.
Os 24 países apresentaram razão igual ou superior a 1 tanto no ensino primário como no secundário. Em sete deles, as mulheres já freqüentam mais as aulas nos dois níveis. “Isso também é uma questão de gênero, e temos que nos preocupar quando os meninos estão saindo da escola”, afirma Natália de Oliveira Fontoura, técnica do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) para estudos de gênero. “Eles abandonam a escola porque assumem responsabilidades mais cedo, têm que ter renda e trabalho antes que as meninas. Por isso, essa desigualdade se aprofunda mais conforme a escolaridade vai aumentando”, diz.
Considerando-se apenas o ensino secundário, a razão é maior do que 1 em 19 dos 24 países. “As políticas públicas têm que ter um olhar de gênero, não apenas olhar para as meninas”, avalia Natália.
Ensino secundário
Os dados da ONU mostram que a igualdade de gênero a favor das mulheres é maior no ensino secundário. Dos 141 países e territórios para os quais há dados de 2005, 72 já apresentam índices iguais ou superiores a 1. Na Colômbia, por exemplo, a razão de mulheres no ensino secundário é de 1,11 — ou seja, há 11% a mais de alunas do que de alunos. No primário, a razão é 0,98 — ou seja, há 2% a menos de mulheres.
No ensino primário, a situação das mulheres é igual ou melhor do que a dos homens em 43 países e territórios. Em alguns, a razão é favorável às mulheres apenas nesse nível, como no Irã — em que a razão é de 1,22 no primário e de 0,94 no secundário. A mesma situação se repete em outros 18 países, 10 deles no Oriente Médio e na África.
Brasil
No site oficial de estatísticas sobre os Objetivos do Milênio, os dados mais recentes do Brasil são de 2004. Eles indicam que no ensino primário a razão entre mulheres e homens era de 0,93 — ou seja, havia 7% a menos de alunas do que de alunos. No ensino médio, o cenário se inverte: a razão é 1,1 (10% a mais de mulheres).
Para monitorar a meta de igualdade de gênero no ensino, o governo brasileiro usa a razão entre as taxas de freqüência à escola de mulheres e homens. Os dados de 2005 da PNAD mostram que a razão era de 1,006 no ensino fundamental, 1,231 no ensino médio e 1,308 no superior.
Fonte: www.envolverde.ig.com.br
A eliminação da desigualdade de gênero na educação, prevista no terceiro dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, foi atingida por apenas 24 dos 141 países e territórios para os quais há dados de 2005, apontam os números atualizados da Divisão de Estatísticas das Nações Unidas. Em 117 nações, a proporção de meninos matriculados no ensino primário e secundário era maior que a de meninas — já descontadas eventuais diferenças no número de homens e mulheres na população.
A igualdade entre os gêneros nos dois níveis ensinos (equivalentes ao fundamental e ao médio no Brasil) faz parte da meta do terceiro Objetivo do Milênio: eliminar a disparidade entre os sexos no ensino primário e secundário, se possível até 2005, e em todos os níveis de ensino, a mais tardar até 2015. A maioria dos países e territórios que a alcançou fica na América (Bahamas, Barbados, Bermudas, Equador, Honduras, Jamaica, Montserrat, Peru e Suriname), na Ásia (Armênia, Geórgia, Brunei, Cingapura, Japão, Mongólia), na Europa (Luxemburgo, Suécia, Dinamarca e Noruega) e na Oceania (Kiribati, Samoa e Nova Zelândia). Apenas dois países são da África: Lesoto e Namíbia.
O site oficial de estatísticas da ONU para os Objetivos do Milênio só têm dados do Brasil relativos a 2004, que apontam que o país cumpriu a meta para o ensino médio, mas não para o fundamental. Informações da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2005, porém, indicam que a proporção de mulheres que freqüentam a escola é maior que a dos homens em todos os níveis de ensino, superior inclusive (veja quadro ao lado). “A meta não corresponde muito à nossa realidade. Nossos dados mostram que a paridade de gênero existe. Não só isso, mas que as mulheres apresentam melhor desempenho e freqüência”, afirma Nina Madsen, assistente de programa do UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) no Brasil. “A discussão agora tem que ser outra. A da qualidade da escola, da formulação de conteúdo, dos parâmetros didáticos, da formação dos professores e do próprio sistema educacional”, comenta.
Para avaliar quais nações e territórios alcançaram a meta, a ONU usa a razão de mulheres para cada homem matriculado na escola. Um indicador maior que 0 e menor que 1 aponta que há mais meninos nas salas de aula do que meninas. Quando a razão é 1, o número de matriculados é o mesmo para os dois gêneros e, quando é maior que 1, há mais alunas que alunos.
Os 24 países apresentaram razão igual ou superior a 1 tanto no ensino primário como no secundário. Em sete deles, as mulheres já freqüentam mais as aulas nos dois níveis. “Isso também é uma questão de gênero, e temos que nos preocupar quando os meninos estão saindo da escola”, afirma Natália de Oliveira Fontoura, técnica do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) para estudos de gênero. “Eles abandonam a escola porque assumem responsabilidades mais cedo, têm que ter renda e trabalho antes que as meninas. Por isso, essa desigualdade se aprofunda mais conforme a escolaridade vai aumentando”, diz.
Considerando-se apenas o ensino secundário, a razão é maior do que 1 em 19 dos 24 países. “As políticas públicas têm que ter um olhar de gênero, não apenas olhar para as meninas”, avalia Natália.
Ensino secundário
Os dados da ONU mostram que a igualdade de gênero a favor das mulheres é maior no ensino secundário. Dos 141 países e territórios para os quais há dados de 2005, 72 já apresentam índices iguais ou superiores a 1. Na Colômbia, por exemplo, a razão de mulheres no ensino secundário é de 1,11 — ou seja, há 11% a mais de alunas do que de alunos. No primário, a razão é 0,98 — ou seja, há 2% a menos de mulheres.
No ensino primário, a situação das mulheres é igual ou melhor do que a dos homens em 43 países e territórios. Em alguns, a razão é favorável às mulheres apenas nesse nível, como no Irã — em que a razão é de 1,22 no primário e de 0,94 no secundário. A mesma situação se repete em outros 18 países, 10 deles no Oriente Médio e na África.
Brasil
No site oficial de estatísticas sobre os Objetivos do Milênio, os dados mais recentes do Brasil são de 2004. Eles indicam que no ensino primário a razão entre mulheres e homens era de 0,93 — ou seja, havia 7% a menos de alunas do que de alunos. No ensino médio, o cenário se inverte: a razão é 1,1 (10% a mais de mulheres).
Para monitorar a meta de igualdade de gênero no ensino, o governo brasileiro usa a razão entre as taxas de freqüência à escola de mulheres e homens. Os dados de 2005 da PNAD mostram que a razão era de 1,006 no ensino fundamental, 1,231 no ensino médio e 1,308 no superior.
Fonte: www.envolverde.ig.com.br
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