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Svalbard – uma igreja para os outros
Para a Igreja de Svalbard, seus membros, pessoas ao redor e toda a criação importam
Por Ariane Gomes
Svalbard, cidade com menos de dois mil habitantes na Noruega, é o assentamento humano permanente mais ao norte do planeta. Localizado a meio caminho do Polo Norte, o local é famoso por sua natureza extrema, abrigando milhares de ursos polares e o renomado Cofre Global de Sementes.
É nessa região que também está a Igreja de Svalbard, ligada à Igreja da Noruega (luterana), uma comunidade que inspira a vida cristã em vários aspectos.
Sempre aberta – além do serviço religioso semanal, a Igreja de Svalbard está sempre aberta para moradores, mineradores que trabalham na região, pesquisadores e turistas.
Um local aquecido – na Igreja de Svalbard é sempre possível se aquecer, tomar café, conversar, ler um livro ou simplesmente conviver. Isso faz dela um ponto de encontro fundamental frente ao isolamento, ao frio e à ausência prolongada de luz, que tendem a levar as pessoas à solidão.
Em missão – mais de 70% das pessoas que passam pela igreja ao longo do ano não são residentes locais. E “todos os domingos, quando nos reunimos para o culto, uma parte das nossas orações é sempre em relação às mudanças climáticas e suas ameaças” (Siv Limstrand, pastora). Para a Igreja de Svalbard, seus membros, pessoas ao redor e toda a criação importam.
O gesto dessa igreja faz lembrar um trecho de um dos sermões de John Stott: “Sonho com uma igreja que seja acolhedora – cuja comunhão seja calorosa e receptiva [...] que ofereça amizade aos solitários, apoio aos fracos e aceitação aos que são desprezados e rejeitados pela sociedade, cujo amor derrame sobre o mundo exterior o amor atraente, contagioso e irresistível do próprio Deus”.
Imagem: Flickr
REVISTA ULTIMATO – VIVEMOS UMA EPIDEMIA DE SOLIDÃO?
A epidemia de solidão é um fenômeno global que ultrapassa fronteiras, níveis de renda, faixa etária e sofisticação tecnológica. Que consequências este cenário tem para a missão da igreja no mundo?
Talvez a solidão seja uma grande oportunidade de voltar às verdades mais básicas do evangelho: encarnação e presença.
Esta oração pode e deve ser feita por todos nós: “Deus de toda amabilidade e beleza, até a mais humilde criatura encontra seu lar perto de ti. Que a tua igreja seja um lugar de segurança para todo viajante que te busca, todo crente que em ti confia e todo discípulo que te segue”. Saiba mais aqui.
Saiba mais:
» A Igreja – Uma comunidade singular de pessoas, John Stott
» Quando a igreja abraça a cidade, Vários autores
» O sonho de Stott, Prateleira
Por Ariane Gomes
Svalbard, cidade com menos de dois mil habitantes na Noruega, é o assentamento humano permanente mais ao norte do planeta. Localizado a meio caminho do Polo Norte, o local é famoso por sua natureza extrema, abrigando milhares de ursos polares e o renomado Cofre Global de Sementes.É nessa região que também está a Igreja de Svalbard, ligada à Igreja da Noruega (luterana), uma comunidade que inspira a vida cristã em vários aspectos.
Sempre aberta – além do serviço religioso semanal, a Igreja de Svalbard está sempre aberta para moradores, mineradores que trabalham na região, pesquisadores e turistas.
Um local aquecido – na Igreja de Svalbard é sempre possível se aquecer, tomar café, conversar, ler um livro ou simplesmente conviver. Isso faz dela um ponto de encontro fundamental frente ao isolamento, ao frio e à ausência prolongada de luz, que tendem a levar as pessoas à solidão.
Em missão – mais de 70% das pessoas que passam pela igreja ao longo do ano não são residentes locais. E “todos os domingos, quando nos reunimos para o culto, uma parte das nossas orações é sempre em relação às mudanças climáticas e suas ameaças” (Siv Limstrand, pastora). Para a Igreja de Svalbard, seus membros, pessoas ao redor e toda a criação importam.
O gesto dessa igreja faz lembrar um trecho de um dos sermões de John Stott: “Sonho com uma igreja que seja acolhedora – cuja comunhão seja calorosa e receptiva [...] que ofereça amizade aos solitários, apoio aos fracos e aceitação aos que são desprezados e rejeitados pela sociedade, cujo amor derrame sobre o mundo exterior o amor atraente, contagioso e irresistível do próprio Deus”.
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REVISTA ULTIMATO – VIVEMOS UMA EPIDEMIA DE SOLIDÃO?A epidemia de solidão é um fenômeno global que ultrapassa fronteiras, níveis de renda, faixa etária e sofisticação tecnológica. Que consequências este cenário tem para a missão da igreja no mundo?
Talvez a solidão seja uma grande oportunidade de voltar às verdades mais básicas do evangelho: encarnação e presença.
Esta oração pode e deve ser feita por todos nós: “Deus de toda amabilidade e beleza, até a mais humilde criatura encontra seu lar perto de ti. Que a tua igreja seja um lugar de segurança para todo viajante que te busca, todo crente que em ti confia e todo discípulo que te segue”. Saiba mais aqui.
Saiba mais:
» A Igreja – Uma comunidade singular de pessoas, John Stott
» Quando a igreja abraça a cidade, Vários autores
» O sonho de Stott, Prateleira
Ariane Gomes atua como coordenadora de produção de Ultimato e gestora de conteúdo do Portal Ultimato.
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