Apoie com um cafezinho
Ol? visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Opinião

O descanso e as terras livres (Levítico 25), por Milton Schwantes

Os escritos bíblicos enfatizam a ideia de um amplo acesso à terra e de uma vida digna nela. Alguns diriam que essa é uma compreensão apenas do Primeiro Testamento; no Segundo, no Novo Testamento, essa já não seria uma ênfase importante. De fato, embora no Segundo Testamento a terra continue a ter sua função, esta já não é decisiva como no Primeiro Testamento. Com a economia grega, o problema da escravização dos corpos tornou-se o assunto principal da vida. Aliás, em torno dele se trava a Guerra dos Macabeus, no início do segundo século antes de Cristo, e a Guerra Judaica, de 66 a 70 depois de Cristo. A rigor, a questão da escravidão, especificamente, não é, por assim dizer, a terra, mas o corpo. E nesse sentido, sim, o Segundo Testamento, em termos hermenêutico-sociais, não trata de um assunto distinto do Primeiro; trata-o em outro contexto social.

Mas não é possível aqui tratar de questões tão amplas como a que acaba-se de apontar. É preciso justamente restringir. Este texto aborda tão-somente uma passagem bíblica específica: Levítico 25. Por meio dela introduz-se e evoca-se algumas perspectivas interessantes, inclusive a da escravidão, tão relevante uma vez que o contexto é o mundo persa e a passagem às condições da economia grega. Afinal, a temática de Levítico 25 não está muito distante de Neemias 5!

A insistência no descanso aos sábados
O descanso é um assunto central na Bíblia. No decorrer dos séculos, tornou-se típico para a experiência do povo de Deus.

Pode-se dizer que Jesus também “descansou” em um dia específico. Ressuscitou no primeiro dia da semana, que para nós tornou-se o domingo. Ao vencer o poder da morte, Jesus venceu os poderes contrários ao descanso da criação de Deus, das pessoas. O trabalho incessante tende à escravidão. Domingos e sábados são ocasiões para se reativar a memória da liberdade.

Nesse sentido, é muito significativo que o Antigo Testamento tenha interpretado o sábado radicalmente como dia de descanso. O dia do Senhor tornou-se dia especial de descanso e liberdade para pessoas, animais e plantas. A Bíblia não o interpreta como dia de atividades religiosas. Antes, porém, o entende como dia da “preguiça”, sem atividade, nem mesmo religiosa, muito menos sacrificial.

As formulações literárias mais antigas, entre as quais Êxodo (23.12-13), incluem no descanso sabático animais, escravos e filhos de escravas. Os socialmente mais fragilizados também participam do descanso aos sábados, que torna-se um tempo de festa de experiências de igualdade.

Em Êxodo (34.21) há uma interessante atualização da norma sabática. Valida-se a exigência de descanso também para os sábados que caem nos períodos da aradura e da colheita, embora nessas atividades possa haver necessidade de trabalho também no sábado, para terminar algum serviço iniciado.

primeira | anterior | Página: 1/6 | próxima | última

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Leia mais em Opinião

Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.