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Opinião

C. S. Lewis em tempo de eleição: Os cristãos e as alianças políticas

Por Paulo F. Ribeiro

Três posições básicas podem ser identificadas.

Na primeira, cristãos devotos são convencidos de que o bem-estar social só pode fluir da vida cristã. E, uma vida cristã só pode ser promovida na comunidade por um Estado autoritário, que é contra qualquer forma de liberalismo. Consideram o fascismo não tanto um mal – como uma coisa boa pervertida – e consideram a democracia uma anomalia, cuja vitória seria uma derrota para o cristianismo; e são tentados a aceitar assistência fascista.

Na segunda, outros cristãos profundamente conscientes da Queda e, portanto, convencidos de que nenhuma criatura humana é confiável – com mais do que o poder mínimo sobre seus companheiros –, vê na democracia a única esperança de liberdade cristã. Eles são tentados a aceitar ajuda de defensores do status quo, cujos motivos comerciais ou imperiais dificilmente chegam próximo ao cristianismo.

Na terceira posição, alguns também cristãos sinceros, cheio de promessas proféticas e certos de que o "Jesus histórico" – há muito traído pelos apóstolos, pelos padres, pastores e pelas igrejas –, exige de nós uma revolução, são tem,tados a aceitar ajuda de incrédulos que se professam abertamente inimigos de Deus.

Em qual dessas posições nos enquadramos como eleitores?

O princípio que divide os cristãos dos seus aliados políticos não são teológicos. Tal grupo de cristãos não terá autoridade para falar em nome do cristianismo; não terá poder ou habilidade política para controlar o comportamento de seus aliados incrédulos. Mas haverá uma novidade real e mais desastrosa. Não será simplesmente uma parte da cristandade, mas uma parte reivindicando ser o todo. Pelo simples ato de reivindicar que estão agindo em nome de Deus acusam os outros de apostasia e traição.

A tentação de reivindicar para nossas opiniões políticas um grau de certeza e autoridade que pertencem somente à fé cristã, é mortal. E, quando o disfarce for revelado e o partido ganhar as eleições, estes vão revogar leis morais e justificar o que quer que os líderes comandem.

Se algum dia cristãos puderem ser levados a pensar em traição e assassinatos como meios legítimos de estabelecer o regime que desejam e, forjar julgamentos para manter o poder político, certamente será esse o processo. A história das pseudo-cruzadas do final da Idade Média deve ser lembrada.

E, ao fazer sua escolha de candidato lembre-se do conselho: “Não existe nenhum ponto neutro no universo: cada centímetro quadrado ao nosso redor e cada fração de segundo de nossas vidas está em disputa, para ser reivindicado pelo Bem ou pelo mal. ”

Tentar evitar esse dilema – ficando no meio – é arriscar ser dilacerado e dividido para sempre em dois seres, permanentemente em guerra, vacilando entre duas influências. Por que até mesmo ao tentar não escolher (não votar ou anular o voto) é escolher.

Não há neutralidade na vida. Todos os dias, em todos os momentos e com todas as escolhas que fazemos – sobre o que fazer conosco naquele momento, como gastar esse momento – estamos declarando nossa lealdade a algo ou alguém.

Enfim, mesmo com nossas atuais opções – longe dos nossos ideais e da condição da nação cada vez mais sombria – não fico pessimista. Como dizia Robinson Cavalcanti: “Não há lugar para pessimismo ou para temor quando se tem o compromisso com a eternidade, e não com a antiguidade”.

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Doutor em engenharia elétrica pela Universidade de Manchester, na Inglaterra, é pesquisador e professor na Universidade Federal de Itajubá, MG. É originário do Vale do Pajeú e é torcedor do Santa Cruz.
  • Textos publicados: 6 [ver]

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