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Palavra do leitor

Orbe XXI

"Nada há de novo debaixo do céu …" (Ec 3)

Estamos em pleno século 21, contagem de tempo também conhecida como "Era de Aquarius", ou "Nova" Era. Esta segundo estudiosos é atmosfera tendenciosa que forja mudanças sob alegação de "o que está aí não presta mais. É urgente mudar tudo, e nós temos a formula".

Apregoam "nova" espiritualidade, sugerem mudanças generalizadas propondo expandir todo potencial humano "acorrentado" por circunstâncias existenciais, fundamentalismos e arcaísmos e assim "liberar as feras" anímicas cruzando limites da ordem, no intento escuso de atingir o "eu das profundezas"; a auto divinização. Isso se alinha com a proposta feita no Éden; "…sereis como Deus" (Gn 3.5) um embuste de sete mil anos sendo oferecido como "coisa nova" para uma geração que se diz "evoluída", todavia alberga latente o mesmo desejo arcaico do antropo endeusamento.

Condenam qualquer hermenêutica que interprete a Verdade, particularmente nos casos em que fere melindres da consciência já tornada vulnerável por uma "eugenia" avessa. A Bíblia é contra o pecado que implica violência à VIDA, entretanto, neste tempo, falar de pecado equivale molestar a dignidade humana. Em outras palavras, trata-se de espiritualidade que esconde o lixo debaixo do tapete, e incrementa alienação profunda. Uma forma de "dignidade" que defende a inviolabilidade com fito de blindar a insanidade sob a capa do "direito natural".

É como se alguém aconselhasse doentes evitarem exames clínicos, de maneira que não tendo consciência de sua enfermidade; "privem"-se do sofrimento. Afinal, conscientizar alguém do próprio mal é equivalente à tortura psicológica; crime de danos morais. Este estado de coisas tem mais a ver com bebedeira que dignidade; um bacanal aquecido pelo vinho do sensualismo, que mata o espírito dos ébrios libertinos descambando para o ecletismo temulento. O cristianismo nominal segue análogo incremento, diferindo apenas na forma e semântica, porém não na essência, (Ler Jd 1.19).

A espiritualidade Aquariana muda o foco da palavra que enfatiza "buscai o Senhor enquanto se pode achar…" (Is 55.6-13) e tacitamente apregoa "Sejamos buscadores de nós mesmos" Induzem uma religiosidade laica, que não depende de igrejas, sistemas dogmáticos e ideias, confiantes no humano e convencidos que, entre homem e Deus não pode nem deve existir "intermediário". Entretanto, a Bíblia assevera: "Há um só mediador entre Deus e os homens; Jesus Cristo homem" (1Tm 2.5)

Semelhante balbúrdia aconteceu na igreja de Corinto, quando o espírito faccioso gerou conflitos e entre os sectários estava a "elite" que se julgava acima da ordem eclesiástica. A discussão era esta: " "Eu sou de Paulo"; outro declara: "sou de Apolo"; e outro: "sou de Pedro"; e ainda: "Eu sou de Cristo! " (1Coríntios 1.12) Estes também rejeitavam intermediários e lideranças.

O ecletismo da Nova Era labora por incorporar o "melhor" de todas religiões. Este objetivo está em plena gestação e dará à luz outra espiritualidade que se manifestará em sentido pleno, no zênite desta "Nova" Ordem; em outras palavras, é o místico estético sincrético solapando a unidade da fé.

Entretanto, pretender unidade na diversidade é um paradoxo, afinal cria-se ilusão dialética que sobrevive à sombra do equívoco linguístico; de maneira que "união" tenha conotação de unidade; isso é sofisma. Num saco de batatas todas estão unidas, entretanto embora do mesmo gênero diferem entre si, porém é possível obter-se unidade quando processadas na forma de purê. O verdadeiro cristianismo tem o Espírito Santo.

Portanto a unidade genuína só é possível nos moldes bíblicos: Jesus Cristo orou por esta unidade: "Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste" (Jo 17.20-23).

Portanto, a "Nova" Era, o ecumenismo, o ecletismo e congêneres são uma configuração moderna de um capiroto domesticado ou Adão de roupa nova, no princípio de Aleister Crowley: "faze o que tu queres deve ser o todo da lei".

Esta máxima é conhecida como "Lei do Thelema". O termo significa "vontade ou desejo", portanto, implica que a vontade humana, segundo o livro deve ser lei absoluta. Este princípio resultará em anarquismo social e caos; ingredientes necessários, para o reset global da Nova Ordem. Esta é em parte, a tônica e essência da orbe do século 21.
Caxias Do Sul - RS
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