Palavra do leitor
04 de março de 2026- Visualizações: 1167
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Estaria eu envelhecendo?
Passei pela primeira infância, infância, adolescência, juventude e idade adulta e posso dizer que, sem perceber, transitei pelos anos como se fosse um relâmpago, sempre me dedicando ao trabalho.
Pela graça de Deus, pude galgar elevados degraus de uma carreira bem sucedida e rápida no Banco da Lavoura [em 1970 mudou a razão social para Banco Real].
A título de ilustração, revelo que o contador da agência, da época em que fui admitido, foi promovido com transferência; sete anos depois ele passou pela cidade e entrou na agência para rever as velhas amizades.
Ele me viu na mesa do contador, que ocupara antes, e ficou a caminhar de um lado para o outro nervosamente, e, enfim, perguntou a um colega: "quem é o contador atualmente?" e recebeu como resposta: "O Edmar"; ele espantadíssimo falou: "O menino!" – sim, o menino de 16 anos, que ele admitiu, como contínuo.
Deus tem os seus propósitos em todas as coisas que nos ocorrem, e foi assim que fui cumprindo, no meu dia a dia, cada plano que Ele tinha e tem em relação à minha vida.
Passei pelas décadas de minha existência sem perceber que elas estavam acontecendo – depois dos 40, até recentemente, eu sempre sentia [achava] que tinha uns 38 anos – pelo menos era como o meu corpo "me sentia".
Agora, com quase 85, meu corpo e mente já caíram na realidade: não sou mais um menino com energia suficiente para proceder como sempre me era habitual.
A Palavra de Deus ensina que "Os anos de nossa vida chegam a setenta, ou a oitenta para os que têm mais vigor; entretanto, são anos difíceis e cheios de sofrimento, pois a vida passa depressa, e nós voamos" (Salmo 90.10, NVI); outra tradução diz que "o que passa disso [70/80] é enfado e cansaço".
Pela veracidade da Escritura Sagrada, mais uma vez posso jubilar-me; tenho, todavia, que orar como Davi: "Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem" (Salmo 23.4, NVI)
Termino este texto fazendo minhas as palavras do Missionário Cristão, Dr. Stanley Jones, que dedicou mais de 50 anos de sua vida levando o evangelho ao povo da Índia – voltou aos EEUU para um tratamento, após um AVC, mas retornou à Índia para terminar ali os seus dias, quando disse em seu último livro – A Resposta Divina – pág. 116:
"Se no final, ao chegar lá, eu descobrir que não há céu, direi: ‘bem universo você me desapontou, você dava a impressão do eterno e do real, mas vejo que não há céu, nada além de um zero, um vazio. Mas não me arrependo de ter sido um cristão’. Dê-me a oportunidade de fazer as minhas escolhas e eu direi: ‘Com ou sem céu, sou um cristão por convicção e escolha’. Não é preciso haver céu para que eu me alegre nisso."
Mesmo que não seja verdade tudo o que creio e "prego" [mas é], ao final da vida quero também dizer: "Se eu puder começar tudo de novo, e escolher o que seguir, ainda assim eu quero ser um cristão!"
Parafraseando Samuel, acrescento: "Ebenezer – até aqui me ajudou o Senhor" (1 Samuel 7.12b).
Pela graça de Deus, pude galgar elevados degraus de uma carreira bem sucedida e rápida no Banco da Lavoura [em 1970 mudou a razão social para Banco Real].
A título de ilustração, revelo que o contador da agência, da época em que fui admitido, foi promovido com transferência; sete anos depois ele passou pela cidade e entrou na agência para rever as velhas amizades.
Ele me viu na mesa do contador, que ocupara antes, e ficou a caminhar de um lado para o outro nervosamente, e, enfim, perguntou a um colega: "quem é o contador atualmente?" e recebeu como resposta: "O Edmar"; ele espantadíssimo falou: "O menino!" – sim, o menino de 16 anos, que ele admitiu, como contínuo.
Deus tem os seus propósitos em todas as coisas que nos ocorrem, e foi assim que fui cumprindo, no meu dia a dia, cada plano que Ele tinha e tem em relação à minha vida.
Passei pelas décadas de minha existência sem perceber que elas estavam acontecendo – depois dos 40, até recentemente, eu sempre sentia [achava] que tinha uns 38 anos – pelo menos era como o meu corpo "me sentia".
Agora, com quase 85, meu corpo e mente já caíram na realidade: não sou mais um menino com energia suficiente para proceder como sempre me era habitual.
A Palavra de Deus ensina que "Os anos de nossa vida chegam a setenta, ou a oitenta para os que têm mais vigor; entretanto, são anos difíceis e cheios de sofrimento, pois a vida passa depressa, e nós voamos" (Salmo 90.10, NVI); outra tradução diz que "o que passa disso [70/80] é enfado e cansaço".
Pela veracidade da Escritura Sagrada, mais uma vez posso jubilar-me; tenho, todavia, que orar como Davi: "Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem" (Salmo 23.4, NVI)
Termino este texto fazendo minhas as palavras do Missionário Cristão, Dr. Stanley Jones, que dedicou mais de 50 anos de sua vida levando o evangelho ao povo da Índia – voltou aos EEUU para um tratamento, após um AVC, mas retornou à Índia para terminar ali os seus dias, quando disse em seu último livro – A Resposta Divina – pág. 116:
"Se no final, ao chegar lá, eu descobrir que não há céu, direi: ‘bem universo você me desapontou, você dava a impressão do eterno e do real, mas vejo que não há céu, nada além de um zero, um vazio. Mas não me arrependo de ter sido um cristão’. Dê-me a oportunidade de fazer as minhas escolhas e eu direi: ‘Com ou sem céu, sou um cristão por convicção e escolha’. Não é preciso haver céu para que eu me alegre nisso."
Mesmo que não seja verdade tudo o que creio e "prego" [mas é], ao final da vida quero também dizer: "Se eu puder começar tudo de novo, e escolher o que seguir, ainda assim eu quero ser um cristão!"
Parafraseando Samuel, acrescento: "Ebenezer – até aqui me ajudou o Senhor" (1 Samuel 7.12b).
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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