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Palavra do leitor

De quem é a tragédia de Congonhas?

É muito difícil encontrar algo positivo em tragédias como: Tsunami, World Trade Center e Congonhas. O que normalmente paira sobre todos é a perplexidade, a indignação, a revolta e a dor. São mães, pais, amigos, esposas, maridos e até estranhos, de todos os cantos, chorando por aqueles que se tornaram vítimas do maior acidente aéreo do Brasil. 

Em pleno PAN, esse é um recorde que jamais gostaríamos de ostentar, e por isso, infelizmente, mesmo com todas as vitórias conseguidas no PAN, acordamos na quarta-feira dia 18, com um gosto amargo de derrota e certamente mais pobres e tristes. Entretanto, à medida que o choque inicial dá lugar à procura por vítimas, surgem histórias de pessoas comuns que se tornam personagens importantes daqueles momentos desesperadores. Pessoas como o Sr. José Antônio Rodrigues Santos Silva, um cristão, gerente da TAM, que estava no prédio para uma reunião e foi um dos que perderam a vida para ajudar outros. Ele chegou a usar o celular e disse a um dos filhos: "Um avião caiu em cima da gente e eu tô aqui ajudando as pessoas." José Antônio inalou muita fumaça, sofreu queimaduras, não suportou e faleceu.

Em um mundo individualista e materialista onde as pessoas não passam de um amontoado de genes e egos, atitudes como a do Sr. José Antônio se tornam um fio de esperança em meio a um caos social e político. Estamos chocados, arrasados com o desastre e, é bom que estejamos, mas essa não é a maior tragédia do Brasil nem do mundo. A maior tragédia é, na verdade, a falta de amor, a indiferença que se torna cada vez mais visível nas relações interpessoais. Um exemplo claro disso se mostra nos gestos do assessor especial da presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, ao ver levantada a possibilidade de falha mecânica no Airbus-A320 da TAM, classificados pelo senador Pedro Simon como: "...uma das cenas mais dantescas, mais cruéis que eu já vi. A nação inteira chorando e o Palácio festejando, querendo dizer que a culpa não é do governo. Claro que a culpa é do governo. Essa série de absurdos que está acontecendo é culpa do governo. Mesmo que não fosse, comemorar é uma bofetada no povo brasileiro."

Felizmente, assim como Sr. José Antônio, existem milhares, graças a Deus, espalhados pelo mundo, gente que não tem cargo político, são anônimos, mas que contribuem para a humanização do mundo. Talvez nunca virarão manchete, a não ser que surjam tragédias como a de Congonhas em São Paulo, mas isso não importa.

Infelizmente a conclusão a que somos obrigados a chegar é que: as tragédias exercem o papel de humanizar as pessoas, embrutecidas pela ganância e sede de poder, por isso, é bom refletirmos no que disse o sábio Salomão em Eclesiastes 7.2: "Melhor é ir à casa onde há luto do que ir a casa onde há banquete; porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração".

Portanto, a tragédia de Congonhas é de todos nós! Ela expõe a nossa fragilidade e arrogância, e nos convida a uma reflexão e aprendizado para que no futuro ou no presente, acontecimentos assim não sejam necessários para que exercitemos a solidariedade, a capacidade de chorar e se indignar, e acima de tudo, amar a Deus e ao próximo.
Patos De Minas - MG
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