Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Capa

Não havendo adesões não há guerra

Se você não se deixar enganar, se você não cair em armadilha, se você não se permitir chantagear, se você não acreditar em mentira — a guerra ficará sempre mais distante.

Não se surpreenda. Essa análise é chocante, mas está nas enciclopédias. Abra o verbete “guerra” na Enciclopédia Delta Universal e veja o que está ali:

Quando uma nação entra em guerra, seu governo sempre enuncia as razões que o levam a isso. Isso é necessário para que o povo se una no esforço de guerra. As razões apresentadas, entretanto, não são necessariamente as causas reais. Por exemplo, o governo dos EUA declarou que a interferência britânica na navegação comercial norte-americana e o aprisionamento de seus marinheiros eram as razões para a guerra de 1812 entre os dois países. Uma causa que não foi declarada era o desejo que alguns norte-americanos tinham de estender seu território por terras em poder dos britânicos e de seus aliados espanhóis na América do Norte. Esta foi uma das causas importantes da guerra, mas não foi declarada como razão. As causas da guerra podem ser egoístas e torpes, mas as razões declaradas são em geral sublimes e nobres. Em uma guerra, ambos os lados podem ter razões que consideram válidas. (Volume 7, p. 3.869.)

Essa Enciclopédia (edição de 1980) é baseada na World Book Encyclopedia, revista e ampliada anualmente nos Estados Unidos desde 1917.

Para contar com o apoio de toda a nação, os governos precisam primeiro fazer uma guerra de propaganda, geralmente bem-sucedida. A partir daí os jovens se alistam e todo mundo se dispõe a dar a sua quota de sacrifício. Os mortos se tornam heróis de guerra. Os que são mais corajosos e matam mais recebem medalhas. E por aí vai. Quando a guerra termina, a propaganda já não é necessária. No lugar dela, começa a ser escrita a história da guerra. Documentos secretos são localizados e estudados. Então vêm os segredos da guerra, as mentiras da guerra, o escândalo da guerra, as tragédias da guerra, as conseqüências da guerra e também as lições da guerra.

Mas, estranhamente, ninguém aprende essas lições. Com a maior facilidade, em pouco tempo, outra guerra surge no horizonte e enche outra vez a terra de sangue. Às vezes, no mesmo palco da guerra anterior e entre os mesmos beligerantes, como aconteceu na Europa na primeira metade do século passado. A Segunda Grande Guerra começou no dia 1º de setembro de 1939, apenas 20 anos, 9 meses e 21 dias depois da assinatura do armistício que pôs fim à Primeira Grande Guerra, “na 11ª hora do 11º dia do 11º mês de 1918”. Em última análise, só há uma explicação para essa cadeia de guerras que ocupa as páginas da história desde o assassinato de Abel: “O mundo inteiro jaz no Maligno” (1 Jo 5.19). (A Tradução Ecumênica da Bíblia prefere dizer “O mundo inteiro jaz em poder do Maligno”; a Bíblia de Jerusalém, a Nova Versão Internacional e a Tradução da CNBB traduzem “O mundo inteiro está sob o poder do Maligno”.) É melhor confessar de uma vez por todas que o nosso mundo é perverso, como Paulo declarou aos gálatas (Gl 1.4). É irremediavelmente perverso porque aqueles que o habitam são perversos, como dizia Sêneca, o conselheiro de Nero: “Vivemos entre perversos, sendo nós mesmos perversos”. Ou como observou sarcasticamente o escritor Luís Fernando Veríssimo: “O mundo não é ruim, só é muito mal freqüentado”.

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.