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Opinião

Cuide da grama

Por Billy Lane

A vida humana é frequentemente comparada na Bíblia com uma planta que precisa de cuidado para crescer. Assim, os Salmos 1 diz que a pessoa que medita na lei do Senhor é como a árvore plantada junto às águas. Jesus fala da semente da Palavra que cai em solo (coração) fértil e produz fruto. Paulo também compara a obra do Espírito Santo em nós a um fruto que produz amor, alegria, paz etc. Por outro lado, o mal, a desgraça e a perversidade são comparados a uma raiz, planta ou fruto amargo. Assim também o Reino e a Igreja são muitas vezes retratados como uma videira ou uma semente que precisa de cuidado.

Estratégias de crescimento

Provavelmente por esse motivo as estratégias de crescimento de igreja se apoiam nessas figuras. Dois autores muito populares hoje enfatizam que a igreja é feita para crescer assim como uma planta. Rick Warren (A igreja com propósito) diz que a pergunta que todo pastor deve fazer não é “o que fará a nossa igreja crescer?”, e sim, “o que está impedindo o crescimento de nossa igreja?”. Com isso ele quer dizer que se a igreja não está crescendo é porque algo está errado, há empecilhos bloqueando o seu crescimento. Em outras palavras, é preciso arrancar o mato. Semelhantemente, Christian Schwarz (O desenvolvimento natural da igreja) fala de “liberar o potencial natural que Deus já colocou na igreja” eliminando fatores que impedem o crescimento da igreja. Em ambos os casos, o esforço do pastor e da liderança será identificar os fatores que impedem o crescimento da igreja e zelar pela saúde da igreja.

De fato, uma das figuras mais comuns do povo de Deus na Bíblia é a da planta. No Antigo Testamento Israel é frequentemente comparado a uma videira. No Novo Testamento o reino de Deus é uma semente, uma planta, uma videira. Por isso também, a figura da planta é usada para tratar do crescimento da igreja.

Não se preocupe com o mato, cuide da grama

Em contraste com essa visão, gosto da abordagem de Leith Anderson (A church for the 21st century [Uma igreja para o século 21), um pastor e autor norte americano menos conhecido do público brasileiro. Ele conta que anos atrás comprou uma casa durante o inverno na região norte dos EUA. Ele se preocupou em verificar se tudo estava funcionando na casa e nem pensou no gramado. Como sabemos, para o americano, o gramado da casa é muito importante. Quando chegou a primavera descobriram que a grama estava tomada de mato. Ele chamou uma empresa de jardinagem ver o que fazer e dar um orçamento. A empresa nem quis pegar o serviço! O gramado estava em péssimas condições. Daria muito trabalho para restaurá-lo. Depois, um conhecido da igreja se ofereceu para passar um trator, arrancar tudo e plantar grama nova. Mas o pastor não estava pronto para um tratamento tão radical. Finalmente, ele consultou um velho fazendeiro que lhe disse, “Não se preocupe em arrancar todo o mato. Cuide da grama, que a grama tomará conta do mato”. Foi o que ele fez. Demorou um tempo, mas o gramado foi revitalizado.

A vida tem muito disso. Estamos muitas vezes preocupados em tirar o mato seja de nossa vida ou da igreja ou comunidade da qual participamos. Isso significa que gastamos boa parte do nosso tempo e esforço tentando eliminar os problemas que nos impedem de desenvolver ao máximo nosso potencial. Isso é muito lógico e parece fazer todo o sentido. Se estamos enfermos, precisamos saber o que está causando a enfermidade e eliminar aquilo. Mas na realidade, mesmo conhecendo a causa, nem sempre conseguimos erradicá-la. Precisamos cuidar das defesas do corpo.

Para não perder de vista a alegria

Na realidade pastoral isso significa também que o pastor gasta boa parte de seu tempo e de sua energia física e emocional com os problemas que afetam a saúde orgânica e espiritual da igreja e não lhe sobra tempo para cuidar da grama, de fazer as coisas agradáveis e se alegrar no crescimento daquelas pessoas que estão ansiosas por amadurecer na fé. Ficamos tomados pelos problemas e perdemos de vista a alegria da vida e do crescimento.

Não é diferente em nossa vida particular. Somos abatidos pelas dificuldades e problemas e nos esquecemos das coisas que nos alegram e das pessoas que desejam florescer. Se quisermos seguir o conselho do velho fazendeiro amigo de Leith Anderson, sugiro que nesse ano que se inicia você invista seu tempo e energia cuidando da grama e ajudando ela a florescer.
Pastor presbiteriano, doutor em Antigo Testamento e diretor acadêmico da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina (PR).
  • Textos publicados: 21 [ver]

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