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Novos acordes

Por Carlinhos Veiga

Quando comecei a coluna “Novos acordes”, há mais de 15 anos, eu tinha o objetivo de divulgar artistas cristãos e seus trabalhos, especialmente novos lançamentos, baseado no tripé: produção independente, qualidade musical e brasilidade. Desde então, muita coisa mudou no mercado da música. Antigamente, os artistas me enviavam seus trabalhos. Eram vários álbuns todo mês. Hoje, preciso estar atento às redes sociais e às plataformas de música digital, buscando acompanhar as novidades no mercado. Raros CD’s chegam até as minhas mãos. Poucos discos físicos são produzidos. Há uma forte tendência ao seu desparecimento. Segundo dados do relatório Nielsen em 2019 – pesquisa e informação de mercado –, o streaming atualmente é responsável por 78% do consumo de música nos Estados Unidos. Certamente aqui também ele representa uma grande porcentagem.

Por um lado, essa nova tendência possibilitou ao artista divulgar o seu trabalho sem ficar à mercê das grandes gravadoras. Assim, o músico independente talentoso e inovador, mesmo com limitações financeiras, pode produzir suas músicas num home studio e divulgá-las na internet para todo o planeta.

A predominância da música digital e a mudança do mercado abriram um oceano de opções para o consumidor de música. Muitas pessoas já não sabem mais o que ouvir, tamanha a diversidade de opções. O ouvinte não permanece mais tanto tempo ouvindo um único álbum ou artista, nem mesmo uma música muito longa. Em vez de ouvir um álbum, ele busca playlists, ou cria a sua própria, compartilhando-a em seus perfis. A tendência atual é que os artistas voltem aos singles.

É preciso relembrar que o primeiro formato de distribuição de música, nos primeiros 50 anos de gravação, era o single, em cilindros de cera e depois em vinil. No lado A trazia a música principal, e no lado B outra, sem tanto apelo. Só depois, com o desenvolvimento tecnológico, é que foi criado o LP. Hoje, com o streaming, estamos voltando ao primeiro estágio.

Migrar de CD’s para singles tem se tornado uma tendência mundial. Até pouco tempo atrás o artista produzia um single para dizer: “Está chegando, em breve, um novo trabalho”. Hoje, prefere lançar vários singles antes de um novo CD ou EP. Percebe-se que as músicas estão cada vez mais curtas, com introduções e finais breves, com refrãos fortes no começo, para garantir a permanência do ouvinte até o final da canção. Outra tendência são as fusões de gêneros, a mistura de estilos e as participações especiais, numa tentativa de atrair públicos diversos.

Como exemplo dessa nova tendência, listo alguns singles lançados recentemente. Eles estão disponíveis em todas as plataformas de música digital:


Paulo Nazaré lançou no final de 2019, pela Ciriguela Sound, a canção “Agora”, de sua autoria, acompanhado somente pela guitarra.


Estevão Queiroga divulgou no início deste ano a “(Amanhe)ceu”, pela Talentos Digital.


Deise Jacinto e Gabriel Iglesias gravaram juntos “Herança”, lançado pela Manga Pitanga.




Guilherme Kerr produziu “Claro retrato”, em parceria com Cassio Coutinho.



Bons sons!

Carlinhos Veiga é pastor, músico e jornalista.

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