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Marcos Noronha – tudo no mundo tem duas histórias: a que se vê e a que anda escondida em veios ocultos

Se não tivesse morrido em 1998, o ex-bispo da diocese de Itabira, MG, estaria com a idade de 74 anos. Mineiro de Areado, Marcos Antônio Noronha foi ordenado aos 23 anos e sagrou-se bispo aos 41. Numa visita de quatro meses a Roma, por ocasião da quarta e última sessão do Concílio Vaticano II (setembro a dezembro de 1965), Noronha se fez uma pergunta: “É esta a Igreja de Cristo?”. De linha progressista, o jovem bispo queria muito uma igreja menos burocrática e menos poderosa, mais envolvida com o povo.

A época era muito difícil e vários setores da Igreja Católica e da igreja protestante estavam comprometidos com a repressão política. No final de 1967, o núncio apostólico Dom Umberto Mosconi se encontrou com o bispo Noronha em Três Corações, Minas Gerais, e disse-lhe sem mais nem menos: “Há uma queixa na Secretaria de Estado do Vaticano, segundo a qual V. Exa., durante a assembléia dos bispos, em São Paulo, dormiu com duas freiras e uma moça”. Nesse exato momento, o caldo entornou e Noronha respondeu ao núncio: “Não quero mais nada na Igreja de Roma”. Ele era inocente. Só mais tarde descobriu-se que a calúnia fora provocada por “um erro de nomes e de alguma vingança política”.

No dia de finados de 1970, Noronha oficializou sua renúncia ao episcopado e tornou-se professor e diretor da faculdade de Ciências e Letras de Guaxupé. Seis anos depois, mudou-se para Belo Horizonte, onde se casou e exerceu cargos importantes na Fundação João Pinheiro, na Secretaria da Educação e na Secretaria de Planejamento do Estado de Minas Gerais.

O livro que ele escreveu (Marcos Noronha e a Igreja) foi publicado pela Editora Vozes em 2001, três anos depois de sua morte.

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