Opinião
14 de agosto de 2026- Visualizações: 1370
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Perdão genuíno
Pecados reais requerem perdão genuíno, ao invés de um perdão sem sentido
Por Martinho Lutero
“Visto que continuavam a interrogá-lo, ele se levantou e lhes disse: “Se algum de vocês
estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela.” (Jo 8.7)
A pobre mulher que foi pega em adultério estava terrivelmente necessitada. Sua situação não era brincadeira. Ela foi levada ao juiz e sentenciada segundo a lei: “Apedrejamento até à morte”. Isso não era música aos seus ouvidos. O coração dela congelou de medo. Sua esperança consistia no homem que estava escrevendo no chão. Contudo, ela se surpreendeu quando ele disse: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela”.
São pecadores como essa mulher que pertencem ao reino de Cristo. Ele não quer pecadores que se recusam a admitir que são pecadores. Eles pensam que, por não terem pecados visíveis, não precisam da ajuda de Deus. Eu costumava agir assim quando era monge. Eu dizia: “Hoje nada fiz de mau. Fui obediente ao meu superior, jejuei e orei. Portanto, que Deus seja misericordioso comigo”. Eu pensava que Deus devia me perdoar por pecados que eu não considerava realmente pecaminosos. Na verdade, esses pecados não eram realmente pecados. Sim, eu os estava inventando.
Pecados que nós mesmos inventamos são estúpidos. A compaixão divina não está preocupada com pecados inventados. Eles precisam ser verdadeiros – tais como não temer, confiar ou crer em Deus e não fazer o que a lei de Moisés ordena. Em outras palavras, pecados reais quebram a lei de Deus, a qual ninguém pode ignorar. São esses que requerem perdão genuíno, ao invés de um perdão sem sentido. Voltemos à mulher pega em adultério. Ela não foi apanhada em algum pecado imaginário, mas em adultério. Assim, devemos nos guardar contra pecados reais, sem nos esquecermos de que é para esses pecadores que o evangelho é estendido.
Artigo publicado no devocionário Somente a Fé – Um ano com Lutero, de Martinho Lutero (Ultimato).
Imagem: O Perdoador do Pecado – Vá, e não peque mais, baseada na obra de Edward Henry Corbould
REVISTA ULTIMATO – PERDOA-NOS, COMO NÓS PERDOAMOS
A mais comprometedora petição ensinada por Jesus é essa: Deus pede de nós aquilo que pedimos a ele.
O tema do perdão se espalha por toda a Escritura e rege a relação do ser humano com Deus. É provavelmente o conceito que mais realiza conexões com temas da teologia. Sem a menção ao perdão não se discursa sobre o acesso a Deus, a obra da salvação, o objetivo da graça divina nem sobre Jesus encarnado, o amor de Deus, o resgate, a restauração, a missão da igreja etc.
Este é o assunto da matéria de capa da Ultimato 420. Clique aqui e saiba mais. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» Somente a Fé – Um ano com Lutero, Martinho Lutero
» A Vida Em Cristo, John Stott
» Culpa e Graça, Paul Tournier
» O perdão anuncia coisas estupendas, blog Ultimato
» O custo do perdão, por Robert L. Koo
Por Martinho Lutero
“Visto que continuavam a interrogá-lo, ele se levantou e lhes disse: “Se algum de vocêsestiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela.” (Jo 8.7)
A pobre mulher que foi pega em adultério estava terrivelmente necessitada. Sua situação não era brincadeira. Ela foi levada ao juiz e sentenciada segundo a lei: “Apedrejamento até à morte”. Isso não era música aos seus ouvidos. O coração dela congelou de medo. Sua esperança consistia no homem que estava escrevendo no chão. Contudo, ela se surpreendeu quando ele disse: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela”.
São pecadores como essa mulher que pertencem ao reino de Cristo. Ele não quer pecadores que se recusam a admitir que são pecadores. Eles pensam que, por não terem pecados visíveis, não precisam da ajuda de Deus. Eu costumava agir assim quando era monge. Eu dizia: “Hoje nada fiz de mau. Fui obediente ao meu superior, jejuei e orei. Portanto, que Deus seja misericordioso comigo”. Eu pensava que Deus devia me perdoar por pecados que eu não considerava realmente pecaminosos. Na verdade, esses pecados não eram realmente pecados. Sim, eu os estava inventando.
Pecados que nós mesmos inventamos são estúpidos. A compaixão divina não está preocupada com pecados inventados. Eles precisam ser verdadeiros – tais como não temer, confiar ou crer em Deus e não fazer o que a lei de Moisés ordena. Em outras palavras, pecados reais quebram a lei de Deus, a qual ninguém pode ignorar. São esses que requerem perdão genuíno, ao invés de um perdão sem sentido. Voltemos à mulher pega em adultério. Ela não foi apanhada em algum pecado imaginário, mas em adultério. Assim, devemos nos guardar contra pecados reais, sem nos esquecermos de que é para esses pecadores que o evangelho é estendido.
Artigo publicado no devocionário Somente a Fé – Um ano com Lutero, de Martinho Lutero (Ultimato).
Imagem: O Perdoador do Pecado – Vá, e não peque mais, baseada na obra de Edward Henry Corbould
REVISTA ULTIMATO – PERDOA-NOS, COMO NÓS PERDOAMOSA mais comprometedora petição ensinada por Jesus é essa: Deus pede de nós aquilo que pedimos a ele.
O tema do perdão se espalha por toda a Escritura e rege a relação do ser humano com Deus. É provavelmente o conceito que mais realiza conexões com temas da teologia. Sem a menção ao perdão não se discursa sobre o acesso a Deus, a obra da salvação, o objetivo da graça divina nem sobre Jesus encarnado, o amor de Deus, o resgate, a restauração, a missão da igreja etc.
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Saiba mais:
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» A Vida Em Cristo, John Stott
» Culpa e Graça, Paul Tournier
» O perdão anuncia coisas estupendas, blog Ultimato
» O custo do perdão, por Robert L. Koo
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