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Notícias

Diálogos de Esperança realiza 122ª live e se despede do público

Foram quase seis anos de transmissões com 183 pessoas entrevistadas (101 mulheres e 82 homens)

O Diálogos de Esperança chegou ao seu capítulo final. Após quase seis anos, o projeto realizou uma live de despedida na última sexta-feira, dia 13, com uma hora de duração e transmitida no Youtube da Editora Ultimato. 

Os âncoras Claudia Moreira e Valdir Steuernagel receberam os teólogos Erica Neves e Ziel Machado para uma conversa sobre a importância de promovermos diálogos em tempos de encruzilhadas morais, políticas e espirituais. 

Números e temas
Cláudia trouxe alguns números do projeto: 122 lives, 248 conversas, 183 pessoas entrevistadas (101 mulheres e 82 homens), com alguns convidados retornando múltiplas vezes. Os temas abordados incluíram esperança, pandemia, arte, guerra, paz, racismo, juventude, envelhecimento, desigrejados, violência contra mulher no contexto evangélico, meio ambiente, justiça, igreja, cansaço e oração, Bíblia, “bets”, imigrantes e refugiados, IA, voto, polarizações e a busca pela unidade, entre outros. 

A voz de Jeremias na encruzilhada
Valdir compartilhou um texto bíblico de Jeremias 6 sobre encruzilhadas, que o acompanhou durante a pandemia: 

Assim diz o SENHOR:
“Parem nas encruzilhadas e olhem ao redor,
perguntem qual é o caminho antigo, o bom caminho;
andem por ele e encontrarão descanso para a alma.
Vocês, porém, respondem:
‘Não é esse o caminho que queremos seguir’.
Coloquei sobre vocês vigias que disseram:
‘Fiquem atentos ao som da trombeta’.
Vocês, porém, respondem:
‘Não vamos prestar atenção’. (Jeremias 6: 16-17)

Valdir destacou que vivemos num momento de encruzilhada, não apenas no Brasil, mas globalmente, com guerras no Irã, Líbano, Estados Unidos e Israel. 


As encruzilhadas nos obrigam a parar, observar perigos e possibilidades antes de discernir a direção, sendo essencial para viver conscientemente na história, disse Ziel. “Estar atento significa ver o mundo como ele é, não como gostaríamos que fosse”, completou Erica. Cláudia destacou que na encruzilhada devemos escolher entre ser servido e servir, entre raiva e amor, ódio e compaixão. 

Dormindo ou acordado?
Ziel Machado usou o exemplo do Getsêmani, onde Jesus orou e, em seguida, quando foi preso pelos guardas, conseguiu discernir o momento histórico, enquanto os discípulos dormiram e não o compreenderam. Ele alertou que quando a Igreja dorme em vez de orar, não consegue discernir momentos cruciais da história. 

O diálogo como caminho
Érica destacou os desafios particulares do nosso tempo: polarizações, dificuldade de ouvir o diferente, câmaras de eco, pós-verdade, rompimentos de laços sociais por questões políticas, algoritmos ditando consumo, e a dificuldade de conversar olho no olho. Ela enfatizou a necessidade de recuperar a habilidade de sentar-se, conversar e dialogar, especialmente num tempo tão polarizado. 

Três autores que nos ajudam a compreender a atualidade
Valdir mencionou três autores que os tem ajudado a compreender a época atual: Byung-Chul Han (“Sociedade do Cansaço”), Achille Mbembe (Necropolítica) e Pankaj Mishra ("The Age of Anger" sobre vivermos num tempo de raiva). Estes conceitos ajudam a pintar o quadro da realidade atual. 

Gratidão
Tanto os participantes quanto o público expressaram palavras de gratidão a Deus pela existência do Diálogos de Esperança. 
Logo no início, Claudia afirmou que o Diálogos é um projeto “que nos enche de alegria por trazer à tona temas tão importantes para a Igreja Brasileira, dando voz a pessoas que precisavam (e precisam) falar: homens e mulheres, jovens e adultos, com sotaques regiões diferentes, de culturas eclesiásticas diferentes, mas com a graça de viver o Evangelho como dádiva e como missão em seu contexto e em suas circunstâncias”. 
“Em tempos conturbados como este, agradeço à equipe do Diálogos pela forma como abordou os temas (de um jeito que pouca gente fala). O projeto faz diferença no meio evangélico”, disse Katsue Takeda, líder na área de missões. 
“Terminamos com gratidão por todos que participaram das diferentes formas. A gente continua querendo ser esse teimoso da esperança. A esperança é essa flor que brota no asfalto rachado, como uma surpresa. A esperança cristã é essa esperança que acolhe, é a esperança da graça”, conclui Valdir.

Confira alguns comentários do público:

“Obrigada por todos esses momentos bons que Diálogos de Esperança!” (@angelamaringoli4427)

“Que Deus multiplique os Diálogos de Esperança!” (@CassianoLuz)

“A despedida não é ruim. É o término de um ciclo que permite um olhar para trás com gratidão” (@robertkoo3249)

“Tempo especial, gente especial. Gracioso ouvir vocês” (@Netobenicio)

“Parabéns pelas lives! Muitas reflexões desafiadoras!” (@antonialeonora)

Como o Diálogos abençoou a Ultimato
Segundo Klênia Fassoni, diretora da Editora Ultimato e uma das idealizadoras do projeto, o Diálogos contribuiu com a editora para:
Exercitarmos o diálogo, não só nas lives, mas entre nós [o grupo] e com os que participaram dos programas e os que nos assistiram;
Crescermos na nossa rede de contatos para muito além do nosso círculo;
Alargarmos a nossa visão do Reino de Deus, a partir do conhecimento de outras pessoas, grupos e novas experiências
Por perseverarmos nos objetivos e princípios a que nos propomos no início, como a presença de mulheres em todas as lives e o critério de não convidar “estrelas”, acabamos identificando muitas pessoas que estavam ‘escondidas’ e tinham muito a colaborar;
Aprendemos a trabalhar em parceria e em unidade;
Enriquecemos a pauta da revista e do Portal Ultimato com temas e autores a partir das lives.

Klênia agradeceu por “ter crescido na Esperança” e se despediu com a oração de Paulo: 
“Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz por crerem nele, para que vocês transbordem na esperança e no poder do Espírito Santo”. (Rm 15.13)

O Diálogos de Esperança foi uma iniciativa conjunta da Aliança Evangélica, Tearfund, Editora Ultimato, Visão Mundial e Editora Vida & Caminho.


Ouça todas as lives do Diálogos de Esperança AQUI.

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