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09 de julho de 2008- Visualizações: 2431
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A fome no mundo
(ENVOLVERDE) Ganha espaço no noticiário de hoje a repercussão, durante a cúpula dos países mais ricos, de um estudo do Banco Mundial afirmando que a produção de biocombustíveis forçou um aumento de 75% nos preços mundiais de alimentos nos últimos seis anos.
A fonte da informação era um jornal, o britânico The Guardian, que no dia 4 de julho havia publicado uma reportagem citando o estudo, que contraria os dados divulgados pelos governos dos Estados Unidos e da Europa.
O jornal circulou entre os jornalistas presentes ao evento. Os jornalistas questionaram autoridades e especialistas, e o estudo acabou se tornando o tema central dos debates.
Assim, uma notícia de jornal acabou influenciando a pauta da cúpula dos países ricos e produziu a repercussão que é amplificada hoje pela imprensa.
Mas nem todos os jornais se preocuparam em destacar os dados contidos no estudo original divulgado por The Guardian.
O estudo do Banco Mundial condena especificamente a produção de combustíveis a partir de milho e sementes oleaginosas, como é feita nos Estados Unidos e na Europa, minimizando os efeitos do etanol fabricado no Brasil a partir da cana-de-açúcar.
Mas apenas o Globo reproduziu a defesa do etanol brasileiro feita pelo secretário-geral da ONU, o coreano Ban Ki-moon.
Segundo a Folha de S. Paulo, a questão brasileira, discutida publicamente pelo presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, é garantir que o biocombustível seja produzido de forma sustentável, ou seja, que não substitui a produção de alimentos nem destrói o patrimônio natural.
A questão será respondida pelo Brasil num seminário internacional marcado para novembro, conforme anunciou o secretário-geral da ONU.
O ponto central do encontro, destacado por toda a imprensa, é o risco de um desastre de proporções globais, que poderia aumentar a miséria no mundo.
Segundo a FAO, órgão da ONU dedicado à agricultura e alimentação, existem hoje 850 milhões de pessoas submetidas permanentemente à subnutrição.
A crise de alimentos pode aumentar esse contingente de miseráveis em 100 milhões.
Essa é a notícia que pode mudar alguma coisa.
Fonte: www.envolverde.ig.com.br
A fonte da informação era um jornal, o britânico The Guardian, que no dia 4 de julho havia publicado uma reportagem citando o estudo, que contraria os dados divulgados pelos governos dos Estados Unidos e da Europa.
O jornal circulou entre os jornalistas presentes ao evento. Os jornalistas questionaram autoridades e especialistas, e o estudo acabou se tornando o tema central dos debates.
Assim, uma notícia de jornal acabou influenciando a pauta da cúpula dos países ricos e produziu a repercussão que é amplificada hoje pela imprensa.
Mas nem todos os jornais se preocuparam em destacar os dados contidos no estudo original divulgado por The Guardian.
O estudo do Banco Mundial condena especificamente a produção de combustíveis a partir de milho e sementes oleaginosas, como é feita nos Estados Unidos e na Europa, minimizando os efeitos do etanol fabricado no Brasil a partir da cana-de-açúcar.
Mas apenas o Globo reproduziu a defesa do etanol brasileiro feita pelo secretário-geral da ONU, o coreano Ban Ki-moon.
Segundo a Folha de S. Paulo, a questão brasileira, discutida publicamente pelo presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, é garantir que o biocombustível seja produzido de forma sustentável, ou seja, que não substitui a produção de alimentos nem destrói o patrimônio natural.
A questão será respondida pelo Brasil num seminário internacional marcado para novembro, conforme anunciou o secretário-geral da ONU.
O ponto central do encontro, destacado por toda a imprensa, é o risco de um desastre de proporções globais, que poderia aumentar a miséria no mundo.
Segundo a FAO, órgão da ONU dedicado à agricultura e alimentação, existem hoje 850 milhões de pessoas submetidas permanentemente à subnutrição.
A crise de alimentos pode aumentar esse contingente de miseráveis em 100 milhões.
Essa é a notícia que pode mudar alguma coisa.
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