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Opinião

Nossos filhos estão emburrecendo

É necessário limitar o uso de telas pelos filhos e isso começa pelo exemplo dos próprios pais.

Por Carlos “Catito” e Dagmar Grzybowski

Ao longo dos anos, pesquisadores vinham medindo, em muitas partes do mundo, a inteligência das crianças pelo teste de Quociente Intelectual (QI) e constatando que, a cada nova geração, ele vinha aumentado progressivamente. Isso foi chamado de “efeito Flynn”, em referência ao psicólogo americano que descreveu o fenômeno.

Mas, se considerarmos os países onde os fatores socioeconômicos têm sido bastante estáveis por décadas, o “efeito Flynn” começa a diminuir – como mostra Michel Desmurget, neurocientista francês, diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da França, em A Fábrica de Cretinos Digitais.1 A obra constata que, contrariando as expectativas, as novas gerações, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, vêm apresentando QI inferior ao das gerações anteriores.

Nesses países, os “nativos digitais” são os primeiros filhos a ter QI inferior ao dos pais. É uma tendência que foi documentada na Noruega, Dinamarca, Holanda, França e em outros países europeus. Vários estudos têm mostrado que, quando o uso de televisão ou videogame aumenta, o QI e o desenvolvimento cognitivo diminuem. Tais estudos constatam que o tempo gasto em frente a uma tela para fins recreativos atrasa a maturação anatômica e funcional do cérebro em várias redes cognitivas relacionadas à linguagem e à atenção.



Em países como o Brasil, onde a grande maioria da população depende do ingresso econômico de ambos os pais ou conta com apenas um progenitor, permitir que os filhos ocupem o tempo diante das telas é recurso para tentar evitar que eles se envolvam em situações de perigo fora de casa – embora o perigo do mundo virtual seja equivalente à criminalidade do mundo não virtual.

É necessário lembrar que o desafio de monitorar o uso das telas pelos filhos é uma batalha de Davi contra Golias. Desmurgert afirma que muitos pais desconhecem essas informações porque:

A grande mídia está repleta de afirmações infundadas, propaganda enganosa e informações imprecisas. A discrepância entre o conteúdo da mídia e a realidade científica costuma ser perturbadora. A indústria digital gera bilhões de dólares em lucros a cada ano. E, obviamente, crianças e adolescentes são um recurso muito lucrativo. E para empresas que valem bilhões de dólares, é fácil encontrar cientistas complacentes e lobistas dedicados.2

Como pais cristãos, devemos estar atentos ao conteúdo de conhecimento aos quais nossos filhos estão sendo submetidos pela internet e seguir a orientação apostólica: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.8). Então é necessário limitar o uso de telas pelos filhos e isso começa pelo exemplo dos próprios pais.

Quanto mais cedo os filhos forem expostos às telas, maiores serão os impactos negativos futuros. Tenhamos em mente que o processo de educar filhos é um privilégio (Ef 6.4) – nunca um peso. Portanto, quando nos esmeramos nessa tarefa, estamos glorificando a Deus com os talentos que nos confiou. Não terceirizemos essa nobre tarefa para os “tubarões” da indústria digital!

Notas
1. DESMURGET, Michel. A fábrica de cretinos digitais. Trad. Mauro Pinheiro. Belo Horizonte: Ed. Vestígio, 2021.
2. VELASCO, Irene H. ‘Geração digital’: por que, pela 1ª vez, filhos têm QI inferior ao dos pais. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-54736513. Acesso em: 14 jan. 2026.

Artigo publicado originalmente na edição 418 de Ultimato.


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