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Palavra do leitor

Por que eu?

A resposta de Moisés diante de um chamado para libertar o povo do período de escravidão, no egito, com o compromisso de participar e contribuir com a restauração da liberdade e da dignidade dos mesmos, de pronto, se apresentou com muitas reservas. Afinal de contas, não se concebia como adequado para aquela tarefa, desprovido de qualidades e qualificações, como se não estivesse a altura, em condições de enfrentar complexo desafio, com suas adversidades e tensões, com suas controvérsias e dissabores. Os textos de Êxodo 3: 11, 4: 10 e 13 desenham as feições de um Moisés reticente e inclinado a pedir para outro ser escolhido. De modo semelhante, as afirmações de Isaías (Isaias 6: 5), de ser uma pessoa inabilitada, com a expressão de ser de lábios impuros, como de Jeremias (Jr. 1: 6), com a alegação de ser sem consistência e solidez. Enfim, todas as justificativas apontavam para uma dúvida de ser capaz, de ser municiado de habilidades e condições para relevantes desafios e impactos, a qual pode ser resumido com o termo – quem sou eu? O estado de desesperado, do o que vou fazer agora, de uma busca por fugir e não ser notado serviam de alternativas que passaram por Moisés, por Jonas, por Davi, por Jeremias, por Isaías e outros personagens humanamente gente pessoa, conforme encontramos na bíblia. Vou adiante, cada um se deparou com a questão de situações a serem enfrentadas e superadas. Decerto, quem sou eu para responder a profundas e inquietantes angustias? Não sou uma celebridade, sou, sim e sim, um fugitivo do egito, porque tirei a vida de um egípcio, sou alguém sem as credenciais para ser um porta-voz efetivo (Isaias), sou uma pessoa com convicções opostas a ser complacente (Jonas), sou um anônimo na multidão de comuns (Davi) e por ai vai. Então, quem sou eu, senão uma pessoa, como as demais, sem nada de muito diferenciado para salvar o mundo? As narrativas discorridas nos enredos dos manuscritos dos personagens humanamente gente pessoas da bíbia, em momento algum, camuflam, colocam por debaixo dos panos, maqueiam as torpezas, as falhas, da fragilidades e, em direção oposta, não fala sobre pessoas santas, acima do bem e muito menos do mal, nem de revolucionários ou de idealistas. Simplesmente, fala de figuras do dia-a-dia e com uma motivação e orientação para abrandar as aflições de outros. O por que eu me lança a pergunta sobre o que me liga a esta ou aquela pessoa e o por qual motivo devo ser um apoio, um amparo, um alento, um animo e um alívio? Acredito, piamente, que quando escutamos a voz de Deus para levar porções ou fragmentos de sua presença ao outro, assumimos uma liderança e uma liberdade com responsabilidade ou com o ato de responder com amor e compaixão, com justiça e misericórdia, com integridade e benevolência, com gratidão e generosidade em favor do outro, tornando-se numa existência que se completa no trato com o outro. Ora, apesar de todas essas abordagens, você pode, ainda, se perguntar: por que eu, como num eco em reverberação, nos cantos e recantos de sua alma?

Simplesmente, os relatos descritos na bíblia não se referem a grandiloquentes homens e mulheres, como já externado acima, não e não. De observar, tanto eu quanto você, todos nós, não necessitamos de credenciais, estar em alta conta para viver esse chamado da vida e de engendrar ou gestar vida. Deveras, nos precisamos escutar, olhar, sentir, perceber e reconhecer o silêncio dos excluídos. Anota-se, um pecado ou uma alienação ou uma dissensão ou uma dicotomia ou uma disfunção ou uma deturpação nunca são originais, entretanto, boas, justas, corretas, piedosas e coerentes escolhas e ações são originais. Sem sombra de dúvida, o chamado de Deus me incomoda a fazer algo, a fazer com atos e posturas de redenção, de retidão, de restauração, de reconciliação e de renovação, porque isto nos mantém sintonizados, sensíveis e sensatos ao mundo que nos rodeia e nos leva a agir com vivacidade para libertar aqueles trancafiados, agrilhoados, torturados em sua interioridade.

O chamado de Deus se dirige a um imperativo particular e pessoal para se desaguar no amplo e até universal, porque todos nós dispomos de condições (numa palavra, num gesto, numa escrita, um momento de atenção), a qual podemos nos valer dos nossos talentos, das nossas habilidades, das nossas trajetórias e causar diferenças, mudanças e transformações na vida de outros. Por fim, ninguém se encontra sem possibilidades de participar desse desdobrar de esperança e vivacidade, de acreditar e inspirar, porque Aquele que Tudo Precede, o Deus ser humano Jesus Cristo, o Logos Preexistente, o Kairos para todos nos chama, nos chama, nos chama, até o consumar dos séculos.
São Paulo - SP
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