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Palavra do leitor

Nem tudo vai ser possível, mas não é o fim!

Números 20.12

A trajetória de Moisés descrito no texto de Números 20.12, chega aos seus momentos derradeiros e com uma resposta nada aprazível ou aquilo que se esperava. Afinal de contas, todas as situações vivenciadas por Moisés, tinha a finalidade de alcançar a entrada na terra prometida, na terra que mana leite e mel, na terra pelo qual as pessoas vivessem em uma comunidade de liberdade e respeito, mas não foi essa a resposta recebida. Então, qual a relação e correlação, comigo, com você, com todos nós? Ao olhar para o sonho de uma família de não ter conseguido o que esperavam. O casamento com quem se esperava integridade e decência, respeito e importância não passou de anos de desolações e de marcas irremovíveis. O emprego tão buscado, mesmo com o retorno financeiro, somente trouxe desgastes e dissabores. A vinda do peso dos anos apontaram para o distanciar de pessoas, com as quais tinha de grande estima. A morte de alguém próximo, quando nos colocamos a disposição (em oração, em jejum, em crer numa intervenção e nada aconteceu).

Não posso deixar de mencionar, a consequência de perceber o quanto sonhos tão alentados chegam a estação final, como o gosto amargo de o por qual motivo não poderia ser de outro modo, podem nos lançar a um redemoinho de autocomiseração, de nos vermos como coitados, de carregar uma sensação de ser maldito, de ser vitimado por escolhas de antepassados (como as conhecidas maldições hereditárias) e isto causa e pode causar um afastar-se das relações e inter-relações humanas. Agora, qual a maneira para encarar o baque de que o esperado se desmoronou, de que não passa de fragmentos ou de pedaços, de que tudo o que foi feito, não passou de perda de tempo, de uma sensação de ter sido enganado, de ter sido tratado como um nada? Sinceramente, lembrar-se de que não somos a causa de tudo, de que não exercemos controle sobre todas as situações e muito menos sobre as pessoas, as situações. Acredito ser o desafio de, embora os momentos nada abonadores, ocorreram bons momentos e se faz necessário pontuar essas verdades, sem deixar de considerar as perdas e as falências. Parto dos enfoques mencionados e sou honesto, como Moisés conseguiu seguir, em função de que nunca conseguiremos dizer se seríamos melhores se, porventura, não tivéssemos caminhado por certas experiências (eu particularmente, não posso dizer). Além do mais, aqueles com os quais nos importamos e se foram (seja pela morte, pela separação, pelo abandono e sei lá mais o que), os sonhos com os quais trabalhamos tanto e se transformaram em pesos e outros exemplos, como dita acima, são realidades vivenciadas (por cada um de nós, dentro dos nossos contextos) e permanecem enraizados em nosso ser, formam a nossa identidade e a nossa vida, mormente não sejam e não deveriam ser a palavra final. Ora, essas palavras podem ir a direção oposta, diante de um discurso de que tudo é possível, de que não há impossíveis, de que tudo depende de como quer e pronto, entretanto, nem sempre assim ocorre, a dor das esperanças desfeitas doem e condoem, a quem ainda não deixou de pulsar vida, em sua veias.

Vou adiante, não fingir que perdas, que decepções, que lamentações são concretos e todos estaremos e estamos sujeitos, sem qualquer melodrama ou pessimismo ou obscurantismo, com a compreensão de não abrirmos mão do direito e do dever das amizades, dos amigos, de ainda reconhecer que posso ser útil e benéfico, em favor de pessoas (uma das definições da palavra – ‘’santo’’). Digo, sem rodeios, não faço a pergunta, caso tivesse sido diferente, mas sim: o que posso fazer, a partir de agora, de então, de não me conceber como um vazio e um indiferente? Por mais que muitos neguem, somo seres destinados ao companheirismo, a se importar com pessoas, a viver em esperança, a sonhar e os sonhos nos levam a mudanças e transformações, a qual não quer dizer, necessariamente, que todos serão um final feliz. Ao retomar o fio da meada, Moisés nos ensina a não se envergonhar das partes quebradas, porque compuseram, ao lado do inteiro, a arca da sua vida, de que mesmo com os não, não o impediu de seguir. Faço observar, também, Moisés não desistiu dos sonhos, não desistiu de lutar pelo que acreditava, não desistiu da fé, dos relacionamentos, da profundidade nos encontros e abriu-se e se permitiu ser alcançado por novos significados e por novas circunstâncias, por novos risos e por novas lágrimas, por novas alegrias e por novas esperanças, por novos recomeços e por novas experiências. Devo admitir, em meio a uma sociedade impregnada pelos ecos de que você pode ter tudo, o presente texto pode assustar, e enfoco que não vamos conseguir tudo o que queremos e isso não representa fracasso ou conformismo ou passividade ou preguiça e ser sensível de que outros podem contribuir, cooperar e cumprir.

Por fim, compreender que nem tudo vai ser possível, não nos define como incrédulos, mas com a coragem para aprender a viver.
São Paulo - SP
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