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Palavra do leitor

Mulher gosta de jogar conversa fora

Era um sábado chuvoso. Minha esposa e eu nos sentamos confortavelmente em um sofá, abrimos uns pacotes de salgadinhos e conversamos por boas horas.
Sobre o que conversamos? Sobre nada! Isso mesmo. Não foi uma DR, não havia uma pauta, não queríamos chegar a um consenso sobre nenhuma questão familiar, não argumentávamos em prol de alguma opinião, não colocávamos nada em votação.
Queríamos apenas conversar, como namorados sabem fazer. Uma conversa que flutua suavemente com a brisa da espontaneidade, da vontade de simplesmente conversar.
Ela relembrou o dia em que caímos em uma “pegadinha” vergonhosa. Passávamos pela calçada de uma padaria, quando avistamos a alguns metros adiante uma movimentação em frente a uma agência bancária. Era noite, havia uma viatura da polícia no local e um cordão de isolamento, impedindo que pedestres caminhassem por ali.
Curiosos, perguntamos a uma mocinha que trabalhava na padaria sobre o que estava acontecendo. Ela disse, com muita “cara de verdade”, que acontecera um assalto na agência, culminando em uma morte. Com curiosidade agravada, caminhamos para mais perto do local misterioso. Não encontramos sangue nem corpos, mas tinta vermelha e homens pintando o prédio.
“Que mico!”, como dizem os adolescentes. Interessante é que, coincidentemente, a viatura estava parada ali, fazendo não sei o quê. Só sei que a mocinha da padaria aproveitou o cenário perfeito para nos “pregar uma peça”. Acredito que ela tenha feito outras “vítimas”. “Como fomos bobinhos!”, exclamamos em meio a muitas risadas.
Bom, por que você acha que Deus criou Eva? Para o deleite sexual de Adão? Reprodução da espécie? Sim, mas não só isso. A solidão é um grave problema. “E viu Deus que o homem estava só”. Deus mesmo nunca viveu solitário. Ele sempre coexistiu em três pessoas, antes que o mundo fosse mundo, como defende historicamente a doutrina cristã. A própria decisão de criar o homem foi uma decisão trinitária, compartilhada: “Façamos o homem a nossa imagem, conforme nossa semelhança” (Gênesis 1.26).
Então, de que adianta ouvir o belo canto dos pássaros e não poder dizer a alguém da mesma espécie: “Que belo canto, você não acha?”. Não sei se Adão gostava muito de conversar com animais. Até que hoje, na sociedade moderna, há muita gente que diz preferir a companhia de um bichinho de estimação do que de outro humano. “É bom conversar com cachorros porque eles não discutem com a gente”, já me disse alguém alguma vez.
Se bem que realmente é possível o sentimento de solidão mesmo em meio a um mar de gente. Faz-me recordar quando o Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, aterrissou no nosso planeta. Ao encontrar uma cobra no deserto, ele pergunta: “Onde estão os homens?”. E completa: “A gente se sente um pouco só no deserto”. E a serpente responde: “Entre os homens a gente também se sente só”.
Como remédio para a solidão no Jardim, A Trindade concedeu a Adão o privilégio de ouvir o último som criado, o melhor de todos, mais encantador do que o canto dos pássaros, mais envolvente do que o som dos ventos vespertinos, mais frequente do que o barulho das ondas: a voz de sua esposa. Adão e, depois dele, todos os homens que compartilham a vida com uma mulher, nunca mais experimentariam o silêncio.
Curioso é que Eva, ao chegar em nosso mundo, também conversou com uma serpente. Mas essa conversinha resultou em tragédia. Já me disseram que se Adão fosse um maridão mais presente e estivesse ali conversando com a sua “costela”, ela não sentiria a necessidade de conversar com um bicho, ou melhor, não estaria disponível para aquele estranho diálogo.
É aí que os homens espertos devem prestar atenção em algo importante na psicologia feminina: mulheres gostam de conversar. E não se deve esquecer: mulher calada é sinal de “furada”!
Uma mulher jovem e casada confidenciou-me certa vez uma queixa matrimonial: “Pastor, meu marido não conversa comigo”. Engraçado que o problema não era dinheiro ou falta dele, não era sexo ou falta dele. Não! Era ausência de conversa, esse tipo de conversa sobre o qual eu comecei o texto falando: a conversa pelo simples prazer de conversar; a conversa como encontro; a conversa como demonstração de que o outro existe. O casal que não joga conversa fora e que, quando conversa, é só para tratar assuntos “importantes”, deve prestar atenção, pois a coisa não anda bem.
Apesar das críticas de muitas feministas, o filósofo polêmico Luiz Filipe Pondé, em seus textos e entrevistas na TV, assegura que mulher, no fundo no fundo, gosta mesmo é de dinheiro, e de homem que seja “macho” e lhe transmita segurança. Eu acrescentaria que mulher também gosta é de conversar, ser ouvida e perceber que o parceiro está ali, interagindo.
Pensar em dividir a sua vida com uma mulher, meu amigo? Então é simples: esteja disposto a abrir a sua carteira, mas também os ouvidos e a boca (esta somente quando realmente necessário). E num sábado à noite, vá a um restaurante com ela e aproveitem para jogar conversa fora.
Itaperuna - RJ
Textos publicados: 41 [ver]
Site: http://www.crencaevivencia.blogspot.com.br
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