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Palavra do leitor

Missões: resgatando vidas

No famoso filme "O Resgate do Soldado Ryan", um dos maiores sucessos do cinema que tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial, mais precisamente o desembarque da Normandia, que ficou conhecido como o "dia D", é contado a história de uma perigosa e delicada missão: localizar e trazer de volta pra casa um soldado que havia perdido seus três irmãos mortos em ação de guerra e que se encontrava em plena atividade lutando bravamente contra o avanço do exército alemão. O capitão Miller (Tom Hanks) é convocado para assumir o comando desta difícil tarefa e pagará com sua própria vida o cumprimento da mesma.

Todos recebemos uma missão. E a igreja de Cristo se espalhou pelo mundo através de pessoas comprometidas com Missões. Mas afinal, por que falar tanto em Missões? Não é exagero falar de algo tão óbvio, algo que foi responsável pelo início e desenvolvimento da igreja e que deveria estar no DNA de todo crente? Infelizmente, muitos cristãos ainda não entenderam o propósito para o qual foram criados. Segundo o Catecismo Maior, um dos símbolos de fé do Presbiterianismo, o fim principal do homem é "glorificar a Deus e gozá-lo para sempre". Sem este alvo, a humanidade continuará andando num grande e perigoso labirinto, perdida, buscando a saída para seus dilemas por muitos caminhos alternativos. Porém, não há como conhecer a Deus e não perceber, não captar que Ele sempre esteve em Missão (Faça-se isto e aquilo) e assim, nos tornarmos também missionários. Ao conhecê-lo, nos alegramos e esta alegria deve, automaticamente, permear todo nosso viver e alcançar, impactar o mundo ao redor: e isso também é Missão.

Durante muito tempo, a igreja separou a vida do homem em duas partes: o santo e o profano. Estar dentro das paredes do templo e participar dos seus ritos e cerimônias era santo; tudo o mais, inclusive o trabalho, era profano, secular, estava destituído de Graça, e portanto, não glorificava o Altíssimo. Esta cosmovisão produziu milhões de cristãos dependentes, supersticiosos, maniqueístas, eternos neófitos e uma eclesiologia deturpada, engessada e dominadora. Vida e trabalho foram separados em dois mundos incompatíveis e irreconciliáveis. Trabalhar, labutar era para os pobres, era algo indigno, vergonhoso, desumano.

Com o movimento reformista do século XVI, este paradigma fora quebrado. Martinho Lutero dizia que até mesmo um sapateiro, ao realizar seu ofício com amor e vendendo seu produto por um preço justo, glorificava a Deus. Uma nova época surgia mostrando que não só o trabalho trazia dignidade ao homem, como, nele, o Criador era exaltado. Assim, Vida e Trabalho se unem e se completam numa única e grandiosa missão: mostrar a glória de Deus a um mundo caído que sofria e sofre as consequências e mazelas do pecado e do seu salário: a morte (Rm 6.23).

Hoje, quer trabalhemos num ambiente público ou privado, quer seja num hospital, numa escola, num escritório, num gabinete, na cidade ou no campo, liderando ou sendo liderados, somos não apenas convidados, mas intimados a fazermos Missões. Orando, investindo, incentivando, indo, nos bastidores ou na ponta da linha, quer em Jerusalém (aqui), na Judeia ou Samaria (próximo) e até nos confins do mundo (At 1.8), somos comissionados por Cristo, numa missão de resgate global, a levar o seu Evangelho aos mais de 2 bilhões de habitantes da Terra que nunca ouviram falar dele. Qual tem sido nossa resposta a esse chamado? Qual tem sido a principal motivação para nossa vida e nosso trabalho?

Como duas faces de uma mesma moeda, viver e trabalhar devem ser dois movimentos concomitantes e complementares de alguém que, sentindo-se devedor e agraciado, está comprometido e disposto a realizar os planos e sonhos de Deus, de alguém que sabe que está, diuturnamente, hoje e sempre, como um soldado em campo de batalha, em eterna Missão.

Presbítero Tony
Graduado em Liderança - Haggai International
faos.ead@gmail.com
BrasÍlia - DF
Textos publicados: 38 [ver]
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