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Palavra do leitor

Fogo estranho

Após uma vida inteira de alienação e mentiras na formatação do do caráter, é necessário que a alma seja curada do pensamento falso, - fogo estranho - entretanto, isso implica uma cirurgia profunda denominada milagre.

Não se trata de hipérbole, ou disparate, afinal, uma ideia depois de implantada é mais difícil de ser erradicada que qualquer, vírus, bactéria ou erva daninha. O drama afeta os melindres egocêntricos, pois abrir mão de um pensamento, implica um suicídio intelectual; isso é visto como intolerância ou invasão da individualidade.

Entretanto, a violação do território sagrado da alma ocorre desde tenra idade, por meio da cultura, instituições de ensino, mídia e outros, que são ferramentas da engenharia social, que se empenham em esculpir o perfil por eles idealizado, em desacordo com a aptidão subjetiva amalgamando-os à "massa" homogênea, que destoa da vocação individual.

Não é sem sentido, e tampouco arbitrariedade, mas o sine qua non para que a transformação divina aconteça, que a palavra de Deus enfatiza:

"Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno seus pensamentos, converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos, nem vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são meus caminhos mais altos do que os vossos, e meus pensamentos mais altos do que vossos pensamentos", Is 55;5-7.

Sem isso, mesmo estando dentro da igreja permanece o ego no centro da adoração fazendo da alma o "espírito", canonizado pelo império dos sentidos e reverenciado como deus. Porém forjado no buril da religiosidade, que "santificou" o que sente no coração, visto não conhecer o Verdadeiro Deus, embora estando transbordante de cultura espiritual e conhecimento {acerca} do Eterno.

Não há como não reconhecer a fidelidade e fervor de tal adoração, entretanto, é questionável seu objeto, que se mostra profundamente subjeto, quando não, abjeto. Sendo isso, produto da consciência emotiva que colocou o sentimento no lugar do Espírito Santo, que foi há muito relegado à condição de inimigo, de maneira que aquilo que denominam "lei" é uma paranoia conhecida como anomia, que resiste à transformação da alma.

A consciência é uma faculdade de três dimensões: sentimental, intelectual, e de ação> Sendo que a primeira é congênita, a segunda adquirida e a terceira é complexa e conflitante, pelo fato de ser, ou não aceita, pois exige reconhecimento daquilo que se fez, ou omitiu-se colocar em prática.

Afinal, existe a consciência em si, e aquela que conhecemos; o mesmo se aplica ao Espírito Santo.
O termo consciência "em si" tem a ver com sua originalidade, porém, a que "conhecemos", está relacionada àquela que aceitamos e com a qual temos intimidade, já amoldada aos pensamentos e à vontade humana. Esta, "santificada" pelo intelecto e sentimento humano é que, em muitos casos, erroneamente denominam Espírito Santo.

Não há como não reconhecer que tal embuste anímico possa ser cheio de fervor, devoção, e até aquilo que convencionou-se denominar "fogo santo", visto que caracteriza a fuga do verdadeiro espírito da adoração, uma vez que se curva à "divindade" antropocêntrica em detrimento do culto Cristocêntrico.

Neste caso, não obstante ser, em tese igual à verdadeira adoração, não passa de um arremedo, um simulacro pobre e profano; uma apostasia. No contexto tem ressonância a palavra que diz:

"Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus", Rm 12:1,2.

Portanto, à recusa em reconhecer tal alienação, pode levar à anomia - termo que caracteriza ausência de lei ou regra, desvio de consciência, desobediência à lei divina - a qual, gera conflito íntimo devido à falta de conexão com a verdade, caracterizando a crise existencial e também de identidade.

Portanto, a consciência que conhecemos {nos identificamos}, pode ser a que demoniza, e entra em conflito com aquela que é rejeitada, e tida como inimiga; a consciência em si. Para se receber a cura desta anomalia tida por "conhecimento, ou Espírito Santo" somente o milagre do novo nascimento, afinal o que começa com a carne caracteriza um culto natimorto; fogo estranho, o qual, o Fogo Eterno consome! Lv 10;1,2.

Tão grave é esta anomalia de alma, que Jesus enfatizou que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode {ver}, nem {entrar} no reino de Deus. Jo 3;5-8. O drama é como disse Plutarco: "É pior ter a alma doente do que o corpo, porque os doentes do corpo apenas sofrem, ao passo que os doentes da alma, além de sofrer, fazem o mal". E o doente mais incurável é aquele, cujo orgulho não permite reconhecer sua doença.
Caxias Do Sul - RS
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