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Palavra do leitor

Em tempos inquietos, você está, também, inquieto?

"A Ceia nos faz relembrar de que a Cruz está vazia, de que o túmulo está vazio, de que Jesus Cristo consumou tudo e, assim o fez, em favor de todo aquele que se permite ser alcançado por Sua Maravilhosa Graça e por Sua Misericórdia Divina".

Texto de Gálatas 5: 22 a 23 (Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros.).

O mundo está inquieto. As pessoas estão inquietas. O dia a dia se apresenta, cada vez mais, inquieto. Nunca se observou um cenário de jovens e adolescentes inquietos, receosos do futuro, aversivos a maturidade, numa rejeição escancarada a assumir a responsabilidade pessoal por sua liberdade individual. Não para por aqui, os pais estão inquietos, as mães estão inquietas, os casamentos estão inquietos, o mercado profissional nos inquieta, parece que fazer o bem nos inquieta, parece que ser feliz nos inquieta, parece que servir a Deus nos inquieta, parece que ser você mesmo, também, inquieta, parece que seguir a verdade inquieta, parece que mostrar e demonstrar está bem – inquieta. O mais estarrecedor, ninguém escapa, no fio da navalha, no mais autêntico corte Tramontina, você está inquieto, aqui, hoje, agora, ao ler ou ao escutar esse material? Indo ao texto de Gálatas 5.22-23, o resmungão e contestador Apóstolo Paulo descreve sobre os frutos do Espirito, agora, aproveito a oportunidade para sublinhar um, a qual considero condição fundamental para permitir o manifestar dos demais. Presumidamente, faço menção a paz, a Shalom, e não pode ser esquecido ou deixado desaparecer, a etimologia da palavra aponta não para uma ausência de tensão, de momentos de dissabores, de desafios, de alterações no curso da vida. Diametralmente oposto, descortina para uma tríade fundamental para não nos tornarmos em monturos de coisas mortas, ou seja, Shalom evoca consertar aquilo que está quebrado e o que o ou a quebrou, durante essa trajetória de se e viver, preencher aquilo que se encontra em ausência ou que se encontra vazio ou em falta e, por fim, colocar no lugar, aquilo está fora do lugar, de onde deve estar. Sem isso, você prosseguirá a permanecer inquieto e, diga-se de passagem, anota-se, inclusive, de se o viver de Jesus Cristo o alcançou. Quiçá ou talvez, não seja o momento de respirar fundo, abrir os olhos da alma e encarar, sem punição e culpa, o que está quebrado, o que está ausente e o que precisa ser posto no lugar, porque, tão somente assim, poderá haver não a perfeição, mas uma vida honesta consigo mesmo ou consigo mesma e o quanto isso nos cura e nos faz grávidos para não desistir da vida.
São Paulo - SP
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