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Palavra do leitor

Deus, o cristão e o coronavírus

Diante da tribulação causada pelo coronavírus, uma cuidadosa reflexão em alguns textos bíblicos é imprescindível. É importante que não busquemos e nem citemos aleatoriamente - como muitos estão fazendo - passagens isoladas de seu contexto, mas refletir nos princípios de Deus expostos na Bíblia como um todo, e, dentro deste todo, o capítulo 8 de Romanos proporciona um ensino substancial e indispensável para esta reflexão.
A carta [epístola] aos romanos se inicia por uma breve introdução (1.1-17), e fecha com um epílogo (15.14 a 16.27).

Entre a introdução e o epílogo, a carta é dividida em três assuntos principais:
I- A Salvação pela fé (Rm 1.18 a 8.39) com 2 tópicos e 5 subtópicos
II - A situação e salvação de Israel (9.1 a 11.36) com 3 tópicos.
III - A resposta dos cristãos (12.1 a 15.13).

O capítulo 8 - foco deste estudo - faz parte do assunto I [salvação pela fé], do tópico 2 [o homem a caminho da salvação], do sub tópico c [a vida do crente no Espírito].

O contexto do capítulo nos é apresentado subdividido em cinco textos:
A- "A vida do Espírito, 1-12";
B-"Como são os filhos de Deus graças ao Espírito, 14-17";
C- "Como os filhos são destinados à glória, 18-26;"
D- "O plano da salvação, 27-30";
E- "Hino ao amor de Deus, 28-30".

O Apóstolo Paulo inicia o primeiro texto opondo o regime novo do Espírito (a justificação pela fé sem a prática da lei) designando a palavra "espírito" como sendo a própria pessoa do Espírito Santo renovando com sua presença o espírito do homem, demonstrando que a Lei mosaica, a norma de conduta, não havia sido e nem era princípio de salvação. Só Cristo, o próprio Deus, ao se fazer carne semelhante à do pecado e em vista do pecado, destruindo esta carne em sua pessoa pela sua morte, é que pode destruir o pecado reinante nesta carne e desta forma faz com que o preceito da Lei se cumpra em nós, algo que só é possível pela união com Cristo por meio da fé, cujo objetivo resume-se no mandamento do amor. Se em razão do pecado, a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram, ou seja, o corpo foi destinado à morte física tornando-se instrumento de morte espiritual, o Espírito é vida e poder de ressurreição, algo que nos cristãos está em estreita dependência da ressurreição der Cristo, porque é por este mesmo poder e pelo dom do Espírito, que o PAI irá por sua vez ressuscitar os cristãos. Esta obra se projeta desde agora em uma vida nova que torna os cristãos em filhos à imagem do FILHO, os incorporando ao Cristo ressuscitado, algo que se realiza pela fé e pelo batismo. Mais que simples "mestre interior", o Espírito é o princípio de vida propriamente divina em Cristo (o amor de Deus derramado em nossos corações perlo Espírito Santo que nos foi dado). Ainda neste mesmo sentido, Paulo lembra aos cristãos que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a glória a ser revelada, e o mundo material criado pelo homem participa deste destino. Amaldiçoado por causa do pecado do homem (GN 3.17), ele se encontra atualmente em estado de tensão submetido à vaidade, a qualidade de ordem moral ligada ao pecado do homem, "servidão da corrupção", qualidade de ordem física, mas como o corpo do homem destinado à glória, é também objeto da redenção e participará da "liberdade" do estado glorioso. A vida do cristão no Espírito é uma vida de dependência, pois é o Espirito Santo que os socorre em suas fraquezas, já que eles não sabem orar como convém, é o Espírito Santo que intercede por eles com gemidos "inefáveis", e o Pai que perscruta os corações sabe qual é o desejo do Espírito, pois é segundo o próprio Pai é que ele intercede pelos filhos destinados à glória, os santos.
Ao refletirmos sobre tudo isto, e sabedores de que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam, daqueles que são chamados segundo o seu desígno, sabedores de que Deus é onisciente - sabe tudo que irá acontecer -, onipresente - presencia tudo que acontece -, onipotente - tem o controle de tudo, ou seja, pode permitir ou impedir os acontecimentos -, pode concluir, com toda a certeza, de que se ele não impediu a pandemia causada pelo "corona vírus", é porque de alguma forma, por algum motivo, ela serve ao seu propósito. Além do mais, não podemos esquecer em momento algum, de que o nosso propósito precisa estar plenamente alinhado, acoplado ao propósito de Deus. Portanto, neste momento de aflição e angústia, a única atitude que nos cabe fazer é voltarmo-nos para ele e discernir o seu propósito. É momento de profunda reflexão, de muita oração, de entrega total, de buscar saber qual é o propósito, na esperança de que ele nos revele!

Fabio Silveira de Faria
Goiânia, 23 de março de 2020.
Goiania - GO
Textos publicados: 25 [ver]
Site: http://cristaodebereia.blogspot.com
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