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Palavra do leitor

Deus não é dos cristãos!

Deus não é dos cristãos!

‘’Que tenhamos a coragem para caminhar a direção de uma fé que aproxime as pessoas, porque essa foi e é a decisão de Jesus por ser esse caminho, sem violar e deformar ninguém, sem fazer, das boas novas, uma moeda de troca’’.

As pessoas que não tiveram a oportunidade de conhecer a Jesus Cristo, como os povos do velho testamento, por seguirem outros deuses e por nascerem num contexto histórico, social, geográfico, étnico e de fé, ao qual, podemos dizer, não proporcionou isso, deveriam ser tidas como infiéis? Então, como fica correspondente situação?

Seria aceitável admitirmos uma salvação pela metade, por preferências, por predileções de um Deus movido pela síndrome de bem me quer e mal me quer? Sem hesitar, qual a serventia do velho testamento, porque suas narrativas não apontam para o Messias Ressurreto e não deveria ser descartado? Quantos povos, quantas civilizações, quantas comunidades e pessoas passaram, sem um encontro com Cristo, porque Jesus nem sequer tinha nascido e aí?

Sem hesitar, defendo um mistura de crenças, como se todos os caminhos levassem a Deus e como situar as palavras de Jesus, por serem retumbantes e categóricas, com relação a ser o caminho, a verdade e a vida? Evidentemente, não posso discorrer um assunto com suas implicações e complexidades, ambiguidades e ambivalências, tensões e oposições, até porque evito adentrar nessa discussão, em breves exposições, ou, como também venho, aqui, de forma alguma, aceitar uma deturpação do evangelho.

Em direção oposta, em Romanos 03: 09 e 22, o Apóstolo Paulo pontua a decisão da salvação destinada, tantos a gentios quanto a judeus, tanto a cristãos ou a muçulmanos, budistas, hindus, ateus, agnósticos, católicos e se lá mais o que. Acredito, piamente, como cristão, conseguiria despertar as autênticas boas notícias com a honestidade de haver, em cada ser humano, um senso de bondade, de beleza, de transcendência, de eternidade, muito embora essas afirmações possam e vão desagradar a muitos.

Deveras, desculpem – me, caso essas colocações ressoem, estridentemente, em oposição a muitos adeptos de um Deus exclusivista, de uma Cruz privativa a uma religião, de uma revelação destinada a uns e a outros não. Ouso e digo, o Deus da Graça não se constitui num monopólio cristão e, sem escrever nas entrelinhas, não é cristão, não é católico, não é protestante, não é pentecostal, não é de fulano ou sicrano ou beltrano.

De certo, aceitar essa pretensa exclusividade de Deus aos cristãos, seria o apequenar a um gueto espiritual, levar ao amesquinhar de uma fé ditatorial e maniqueísta, como fazer da humanidade uma perda de tempo.

Vou adiante, ao afirmar que Deus não é cristão, há o estabelecer de um encontro com um caminho, Cristo Jesus, pelo qual nos mostra o quanto dispomos de uma nascente de vida e acatar um confinar do Criador, indiscutivelmente, torna – ló – ia destinado a um povo, a um tempo, a um espaço, a um lugar, a uma palavra, a uma história e mais nada. Ora, porfiosamente me pauto numa afirmação de derrubar toda essa redução do Criador, como se fosse administrado, por uns poucos predestinados, como se detivessem a exclusividade, como se fosse um apanágio ou um privilégio especial dos cristãos.

Diametralmente oposto, não abomino as boas novas da Graça Cristo, quando se apresenta como o caminho, a verdade e a vida, retrata, crua e nuamente, sem sublimações, sem rodeios, sem mensagens capciosas ou ardilosas ou medonhas, sem refinações, o Deus de todos os seres humanos, de todos os povos, de todas as raças e, ademais, onde houver gente, pessoas e indivíduos, você e eu, nós e todos, ao qual quer nos proporcionar um encontro e um vínculo autêntico.
São Paulo - SP
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