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Palavra do leitor

Dejavu?

Há um fenômeno que envolve a mística do "já visto", porém não entendido, encarado com ceticismo por quem desconhece, e inquieta os que já sentiram. Envolve a sensação de estar frente à situação conhecida alhures, do lugar que não lhe é estranho, da coisa já vivenciada, como um lampejo de memória fotográfica.

De acordo com estudo recente publicado no periódico científico The Quarterly Journal of Experimental Psychology, "o fenômeno é simplesmente uma reação do cérebro humano checando a memória que acabou de criar".

Tendo em vista que a estrutura humana compreende corpo, alma e espírito é oportuno lembrar as palavras de Watchmann Nee: "O espírito sabe, a mente entende".

Este saber denomina-se intuição, e esta é imediata; independe das faculdades intelectuais, bem como da sensibilidade. É autônomo e de outra dimensão, e não raras vezes entra em conflito com os pensamentos e o sentimento.

No contexto da espiritualidade, há de se considerar os relatos sobre "experiências fora do corpo" através de arrebatamentos, cujos relatos são inumeráveis. Em tal situação o espírito humano participa de situações extra corpo, às quais não foram registradas, tampouco vibraram ou emitiram ondas, nem comunicaram com o cérebro.

Esta lacuna ou falta de conexão interativa entre o sensível, o inteligível e o espiritual, em sua complexidade pode perfeitamente refletir o panorama envolto no confuso "déjà-vu", visto ou vivenciado no espírito porém não comunicado ou claramente entendido na mente, ou registrado no cérebro.

O saber do espírito é, a priori, intuitivo imediato. A mente [entende] a posteriori, caso disponha de dados, ou fatos congêneres, entretanto a falta destes pode resultar na sensação da "coisa" já vista ou vivenciada.

Por outro lado, muito do que é vivenciado nos sonhos pode ter repercussão anímica, porém devido o ceticismo classifica-se como perturbação noturna ou pesadelo; entretanto fica registrado na memória. Destarte, sempre que uma palavra código ou uma cena específica se depara, o "déjà-vu" pode entrar em cena.

Há ainda a questão que envolve possessão, ou influência de espíritos malignos, de maneira que sua interação e interferência com as faculdades inteligentes pode gerar a confusão, do estado alterado de consciência.

Em tal circunstância a alma agoniza devido a interação de espíritos com o psicológico, gerando a paranoia, ou transtornos mentais causados pela alteridade interagente; isso teria conotação diferente de estar o cérebro "checando a memória que acabou de criar".

O fenômeno assemelha-se a um roubo, uma adulteração, um anarquismo mental ou ainda uma supressão da memória, como efeito do fluxo intermitente de interpolações espirituais. Afinal, o espírito das trevas pode encher o coração humano numa espécie de batismo por infusão, de maneira que a pessoa não será mais a mesma, porém recobra flashes de seu estado original.

As passagens bíblicas pertinentes são muitas, porém algumas aqui referidas podem ajudar compreender: "por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo?" Atos 5.3. Ver ainda, Mateus 12;43-45, Marcos 5;1-13, 1 Samuel 16;14. "Encher" o coração tem conotação de batismo às avessas.

Ademais, parece controverso, anômalo, e desprovido de lógica, que o cérebro execute o trabalho de "checagem" de forma autônoma, subliminar ao bel prazer. Afinal, pela ordem o espírito deve comandar as faculdades da alma, e a mente como tal, e esta servir-se do cérebro como ferramenta; não o contrário.

E o que dizer dos lapsos de memória? O tema é de tal complexidade que desanima tentar um esboço, entretanto uma exígua pincelada pode contribuir com as ponderações individuais.

Lapso implica "erro". Sendo assim, um panorama pode ser descortinado com relação às memórias das alienações mentais, das utopias forjadas na oficina imaginária, e também podem ser o reflexo do psicológico virado do avesso, como efeito interativo de espíritos do mal.

Com toda essa parafernália abstrata concorre também a crença especulativa que pressupõe, tratar-se de um flash de memória de algo vivenciado em "outras" vidas. Partindo do pressuposto que isso seja válido, deve ser igualmente razoável considerar e entender o sentido da expressão "alma de gato", e a mística das "sete" vidas.

Por fim, é prudente considerar que o fenômeno déjà-vu, juntamente com o lapso de memória são mais frequentes também devido à falta de exercício mental, como consequência da dependência da inteligência artificial, o qual, em nome da "facilitação" atrofia o potencial da mente.

Por fim, parece um tanto superficial considerar o " déjà-vu" meramente como atividade cerebral à revelia da consciência, afinal segundo a lei de causa e efeito, "toda ação provoca uma reação". Com base nesta lei é possível que a influência e interação de espíritos malignos, seja responsável em parte, pela coisa em si.

Some-se a isso o fato que: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá" Jr 17;9. Déjá-vu?
Caxias Do Sul - RS
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