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Palavra do leitor

A tal felicidade

Através dos tempos toda realidade humana sempre teve como escopo, a felicidade; não há quem não tenha este objetivo. Nesta busca, a alma humana permite seduzir por promessas, seja em objetos de desejo, estilos de vida, fama, status, o ter, o poder, o prazer, etc.

Na atualidade, as possibilidades de escolha são incontáveis. Porém, paradoxalmente em meio a tantas opções de buscar o que se acredita trazer felicidade, em suas diversas formas, nunca se viu índice tão elevado de depressão, frustração stress e infelicidade.

Entre tantas posições e dissertações sobre o tema há quem defenda que a felicidade não existe, ou que não é deste mundo, afinal, não há provas reais que a dita permeia a vida, e a existência temporal.

Na Grécia surgiu a ideia de que a felicidade se nutre do belo, através da cultura do espírito, entretanto, como definir o verdadeiro padrão de beleza? Se isso não for possível, como alcançar a felicidade, uma vez que compreende a beleza em si, isenta do conceito subjetivo; A beleza objetiva?

Epicuro, filósofo grego acreditava que a chave da felicidade é a sabedoria. Entretanto, o ideal epicurista degenerou pressupondo que o ser humano só experimenta felicidade através do gozo dos prazeres [vícios]. Esta filosofia fomentou a máxima: "possuir para gozar, ter para sobreviver", esquecendo-se que a posse possui o possuidor; uma abastança que escraviza o abastado. Entretanto, este conceito permanece para muitos, como sinônimo de felicidade.

Sócrates, no momento derradeiro de sua existência, afirmou: "O ser humano não são suas vestes, seu invólucro, mas seu espírito", de maneira que esta dimensão como detentora da essência humana, uma vez negligenciada bloqueia o bem aventurado caminho. E que dizer daqueles cujo espírito está morto, os quais, acidentalmente configuram uma deficiência profunda?

Destarte, uma interpretação equivocada sobre o tema é criada quando se adota um conceito superficial e popular do mesmo desprezando-se o significado filosófico e espiritual, que é mais profundo.

Na concepção secular a felicidade é antes de tudo subjetiva, e caracteriza um sentimento. Importa sentir-se feliz, e assim, "está" bem. Convém lembrar que na modernidade e na pós, é apenas algo temporal e atual. São sentimentos subjetivos, intermitentes e volúveis que convencionaram chamar felicidade. Sendo assim, caracteriza em parte mero acaso ou sorte; é a tal "boa sorte", quiçá uma febre congênere, ou uma distorção genérica.

Segundo o livro de Apologética Cristã, o significado mais profundo e antigo de Felicidade evidencia-se no termo grego [eudaimonia], que representa antes um estado objetivo, que meramente subjetivo. O escritor afirma que não é verdade que alguém é feliz apenas porque sente-se e afirma isso", Afinal, um grupo que assaltou um banco pode estar satisfeito pelo êxito da empreitada, entretanto é inconcebível que esteja feliz. um cônjuge pode sentir-se realizado com a performance de amante, entretanto isso não tem conotação, tampouco final feliz.

Como disse um escritor: "A felicidade está para a alma, como a saúde para o corpo. É possível sentir-se saudável, embora não estando, bem como sentir-se feliz, sem que verdadeiramente esteja". De igual forma afirma ele, que Jó era feliz mesmo que não tivesse consciência tampouco pudesse sentir. Para constatar isso basta ver o primeiro e o último estado do Patriarca.

Citando Jesus Cristo segue o autor: "bem aventurados [objetivamente felizes] os que choram, que sentem-se subjetivamente infelizes (Mt 5;4). Esta didática deixa claro a distinção entre realmente ser, e eventualmente sentir-se feliz.

Segundo a palavra de Deus é perfeitamente compreensível que o Senhor predestinou a vida humana à luz da verdadeira felicidade, como propósito e objetivo derradeiro, porque Ele é bom, santo, verdadeiro, amoroso, misericordioso, etc. Atributos estes, essenciais à felicidade.

Visto por este prisma a felicidade não tem origem no mundo sensível, porém, fundamenta-se na fé cristã ancorada na palavra de Deus, de maneira que precisa ser conhecida no espírito, e este, precisa estar vivo, pois em caso de morte, necessita ser vivificado, em, e por Cristo.

Destarte, felicidade tem conotação de bem-estar espiritual; paz interior, restauração da imagem divina e imortalidade no humano, livre de toda forma do mal. Pois, é impossível ser feliz convivendo com a maldade.

Visto por este prisma, é coerente concluir que a felicidade não é deste mundo infeliz, mas tem sua morada na cidade de Deus de que fala o Salmo 40, na qual só pode entrar aquele que renuncia o mundo.

Portanto, a felicidade está com Deus e só pode ser alcançada por intermédio da fé em Cristo. O Salmista lembra: "Bem-aventurado [feliz] aquele cuja transgressão é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, em cujo espírito não há engano". A dita chama todos em Cristo: "vinde a mim todos…". (Mt 11.28-30).
Caxias Do Sul - RS
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