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Palavra do leitor

A paz sem o príncipe (Acordo do Século)

"E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador" (Dn 9:27)

Segundo noticiado em vários sites, Israel e Emirados Árabes Unidos há alguns dias assinaram o tratado denominado "Acordo de Abraão" mediado pelo presidente, Donald Trump. As negociações com os demais países Árabes estão sendo tratadas fora dos holofotes. Isso, do ponto de vista político e religioso é atípico, afinal, historicamente jamais foi alcançado. trata-se de um primeiro passo, de outros que possivelmente serão dados.

A estratégia cruza fronteiras e avança rumo à cidadania cosmopolita, e à configuração da nova religião que deseja ardentemente a paz mundial. Tudo isso visto pelo prisma da globalização é auspicioso e alvissareiro, porém, segundo o livro sagrado, gera suspense e inquietações justamente pelo arrefecer das ondas, e silêncio do "mar", o qual pelo interesse dos d"euses abre-se para Israel "passar" e quiçá afogá-lo em suas águas. E outra vez ser socorrido pelo braço do Senhor.

Portanto, o referido acordo tem grande valor diplomático porém, não se trata da Paz de Cristo, visto que Ele não veio promover paz com o mundo, mas, com o Céu, pois assim está escrito: "Bendito o Rei que vem em nome do Senhor; [paz no céu], e glória nas alturas" (Lc 19;38). Pode haver objeções à esta passagem se confrontada com Lucas 2;14 que diz: "Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens".

Entretanto, para a mente exercitada na sinceridade, não será difícil entender que o termo "paz na terra" faz referência a Cristo, o Príncipe de (Is 9;6), de maneira que a "Paz no Céu" está agora estabelecida pelo filho de Deus, e ao alcance dos habitantes da Terra. Ademais, não é coerente do ponto de vista bíblico correlacionar a Terra com o Mundo, visto que um diz respeito ao habitat e outro, ao sistema organizado contra Deus. E com este, não haverá Paz no Céu.

A profecia acima diz respeito ao povo judeu, à cidade de Jerusalém, às nações vizinhas, aos inimigos de Deus e também ao anticristo, e aponta para o período da Tribulação. Além da profecia de Daniel diz outro texto: "Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então sobrevirá repentina destruição, como dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão" (1 Ts 5:3).

Em meio a este cenário a construção do Terceiro Templo ganha forma, e o altar dos sacrifícios está pronto, bem como mais de setenta itens do rito sagrado, incluindo vestes sacerdotais com o peitoral de pedras preciosas, trombetas de prata, harpas de madeira e bandejas para coletar sangue sacrificial.

Todo este contexto ganha contornos e caracteriza a síndrome dos tempos do fim. O referido acordo é estrategicamente denominado "Tratado de Abraão" em homenagem ao Patriarca, do judaísmo, islamismo e cristianismo entre os quais figura como ícone de convergência, afinal este deve ser uma espécie de "pedra de toque", para unificação dos referidos povos.

O contexto põe em evidência os "sinais em cima no céus e embaixo na Terra" que precedem a volta de Cristo, acerca dos quais retumbam as palavras do Senhor: "Ora, quando estas coisas começarem acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima" (Lc 21;28).

A iniciativa repercutiu positivamente visto que aponta para a tão sonhada paz no Oriente. Como dito acima, tais esforços caracterizam amálgama no Plano da Nova Ordem, porém, não têm conotação bíblica visto não se tratar da paz de Cristo, que disse: "... a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo dá" (Jo 14;27).

Sendo assim, há um aspecto positivo do ponto de vista diplomático, porém, um ressonante contraponto pelo prisma bíblico, que observa: "curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz.(Jr 6;14 e 8;11) Esta é a calmaria das conveniências, da Nova Era, e tem paralelo com a paz de Josué e os gibeonitas (Js 9) ou talvez a "paz" no conceito de George Orwell no livro 1984, que preceitua; Guerra é paz! (...).

Por fim implica também colocar uma "pedra" em cima da aversão antissemita, que na verdade continuará como suspense doloso e molesto. Essa natureza de coisas estão implícitas à razão, porém sentidas no espirito, e isso é algo que deve fazer com que todos o cristão se dê por avisado e continue "orando pela paz de Jerusalém" conforme recomenda o Salmo 122.6. Maranata! (1 Co 16;22).
Caxias Do Sul - RS
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