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Colunas — Missão Integral

Missão e esperança

René Padilla


  

Ninguém pode viver sem esperança. A pessoa que perde toda a esperança é como uma flor que murcha e morre. Porém, o que é esperança? Não é um mero desejo, mas sim um desejo que tem uma base suficientemente sólida para se projetar em direção ao futuro. No caso da esperança cristã, a base é a confiança na fidelidade de Deus no cumprimento de suas promessas.

 

Em Romanos 8.18-27 o apóstolo Paulo mostra que a esperança cristã abarca, em primeiro lugar, “a libertação de toda a criação” (v. 18-22). De alguma maneira, por causa do pecado humano, a criação “ficou sujeita à vaidade” (v. 20), ou seja, perdeu sua razão de ser. As palavras que Deus dirige ao homem depois da queda apontam para isso: “maldita é a terra por causa de ti”, e tal maldição é simbolizada pelos “espinhos e cardos” que a terra produz e que dificultam o cultivo (Gn 3.18). No entanto, a criação está incluída na esperança de redenção. Consequentemente, por um lado, “a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus”, ou seja, a manifestação da glória de Jesus Cristo nos filhos de Deus (Rm 8.19). Por outro lado, espera ser liberada, ela própria, da escravidão à destruição a que está sujeita por causa do pecado (v. 21). Deus tem o propósito de renovar a totalidade da criação e, portanto, “segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça” (2Pe 3.13, ver Is 65.17).

 

A esperança cristã abarca, em segundo lugar, “a libertação dos filhos de Deus” (Rm 8.23-25). Naturalmente, nós, que pusemos nossa fé em Jesus Cristo, já fomos regenerados pelo Espírito. No entanto, a obra de Deus não está terminada em nós: a presença do Espírito é apenas uma antecipação e uma garantia do que ele quer fazer em nossa vida. Ainda estamos sujeitos à enfermidade e à morte; ainda há momentos em que sentimos a opressão imposta pelo “corpo desta morte” (7.24) porque permitimos que o pecado continue dominando em nosso corpo mortal (6.12-13). Por isso sofremos profundamente, “gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (8.23). A referência aqui é a glorificação do corpo por meio da ressurreição. Já somos filhos de Deus (v. 14,16), mas Deus quer que a glória do Cristo ressuscitado se manifeste em nós plenamente. Aguardamos o dia em que nosso corpo mortal (que é corruptível e como tal não pode herdar o reino de Deus) será transformado em um corpo incorruptível, “um corpo espiritual” semelhante ao corpo com o qual Cristo se levantou dentre os mortos (ver 1Co 15.50-52; 1Jo 3.1-3).

 

A esperança cristã inclui, em terceiro lugar, “a ação do Espírito Santo” em nós, que pusemos a nossa confiança em Jesus Cristo (Rm 8.26-27). Não estamos sozinhos em nossas lutas diante dos fatores que se opõem ao cumprimento de nossa esperança de libertação da criação e do poder da morte. Deus é o Deus da esperança, e ele cumprirá suas promessas de redenção por meio de seu Espírito, que “ajuda as nossas fraquezas” e “intercede por nós com gemidos inexprimíveis... segundo Deus”. Do princípio ao fim, a redenção, objeto de nossa esperança, não é obra nossa, mas sim de Deus.

 

A esperança cristã dá senso de direção à missão integral e é a base para a perseverança na sua prática. Porque sabemos que o que fazemos dará como fruto sinais do que Deus quer fazer por meio de nós no poder do Espírito, estamos dispostos a continuar a tarefa que Deus nos encomendou, sem desanimar diante das dificuldades. Por isso, em uma passagem impregnada de esperança cristã, o apóstolo exorta os crentes: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1Co 15.58).

 

Traduzido por Wagner Guimarães.

 

C. René Padilla é fundador e presidente da Rede Miqueias, e membro-fundador da Fraternidade Teológica Latino-Americana e da Fundação Kairós. É autor de Missão Integral -- O reino de Deus e a igreja. Acompanhe seu blog pessoal: kairos.org.ar/blog.

 

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