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A falta que faz a pregação da esperança na passagem do aquém para o além

Existe o aquém e o além. Ambos. Primeiro o aquém; depois o além. O aquém é mais fácil de admitir, mas o além é tão certo quanto o aquém. O aquém ninguém nega porque é experiência presente. O além é experiência futura. Todavia, o além está indelevelmente impresso em todas as mentes. E em todas as culturas. O homem é incorrigivelmente dono da ideia do além. Pensamento algum, filosofia alguma e ideologia alguma têm conseguido extirpar do homem a expectativa do além. Daí a proliferação cada vez maior das religiões. Há pelo menos uma doutrina em comum em todos os credos religiosos: a doutrina do além, da vida após a morte, da vida após a vida.

 

Entre o aquém e o além há um vale: “o vale da sombra da morte” (Sl 23.4). A passagem por esse corredor da morte é o momento crucial da vida humana. O mais curioso de todos os acontecimentos. O mais humilhante. O mais trágico. O mais desejado. Gasta-se uma fortuna para empurrar o vale da sombra da morte para cada vez mais longe. Nem sempre com resultados satisfatórios. Muitas vezes o vale derruba todas as barreiras e se antecipa surpreendentemente.

 

Há uma faixa etária para se começar a engatinhar, andar, falar, amar e envelhecer. Mas não há faixa etária definida para passar do aquém para o além. Agora o aquém começa a ultrapassar os setenta anos, “ou, em havendo vigor, a oitenta” (Sl 90.10). Às vezes, o aquém não passa de uma relva, que “de madrugada viceja e floresce e, à tarde, murcha e seca” (Sl 90.6). O aquém não tem duração certa. O vale ou o corredor da morte pode estar na próxima esquina, ou do outro lado da rua, logo mais à tarde, ou no dia seguinte.

Embora desconhecido, o além tem, no mínimo, uma coisa não escondida: a sua duração. Neste aspecto, o além ultrapassa infinitamente o aquém. O além não se mede. É eterno. São “eras que tombam sobre eras numa sucessão interminável”. Não há nada depois do além, nem mesmo a palavra “depois”. Naturalmente é difícil assimilar algo assim, sem contagem de tempo. A limitação é compreensível para quem está tão miseravelmente sujeito ao tempo, como acontece com os habitantes do aquém.

 

O além exerce uma influência definitiva sobre o aquém. Acaba com a petulância do “comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (1Co 15.32). Dá outra interpretação à morte, que deixa de ser um fatídico ponto final. Dá outra dimensão à vida, que deixa de ser tão mesquinha. O além torna o homem religioso. Infunde o temor de Deus. Obriga o homem a se render ao transcendente e ao sobrenatural. Desperta nele a ideia de preparo. Preparo para atravessar o corredor da morte, preparo para entrar na eternidade, preparo para se encontrar com Deus. O além desafia, intimida, responsabiliza e coloca o homem de encontro à parede. Nada é mais proveitoso no aquém do que o exercício espiritual, extremamente válido “não só agora, nesta vida, mas também na vida futura” (1Tm 4.8).

Na passagem do aquém para o além, do conhecido para o desconhecido, do velho para o novo, não há necessidade de medo. Porque há companhia. A companhia de Deus: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo” (Sl 23.4). Todavia é necessário que essa companhia comece muitos anos antes da morte. Para que haja confiança, comunhão e naturalidade.

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