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O Espírito Santo em movimento nas Epístolas

Ninguém fala mais sobre o Espírito Santo do que Paulo em suas cartas (quase cem vezes), especialmente nas duas cartas aos Coríntios e na Carta aos Romanos. Ele é o teólogo do Espírito Santo.
 
Apenas no capítulo 8 da Carta aos Romanos, o apóstolo diz: “As pessoas que vivem de acordo com o Espírito Santo têm a sua mente controlada pelo Espírito” (v. 5); “quem não tem o Espírito de Cristo não pertence a ele” (v. 9); “se pelo Espírito de Deus vocês matarem as suas ações pecaminosas, vocês viverão espiritualmente” (v. 13); “o Espírito de Deus se une com o nosso espírito para afirmar que somos filhos de Deus” (v. 16); o Espírito de Deus nos ajuda na nossa fraqueza (v. 26); “o Espírito pede a Deus em nosso favor e pede de acordo com a vontade de Deus” (v. 27).
 
Paulo insiste em declarar que o Espírito vive em nós (Rm 8.11), que somos o templo do Espírito Santo (1Co 6.19), a casa onde Deus vive por meio de seu Espírito (Ef 2.22). Em duas epístolas, o apóstolo tenta nos explicar que a presença do Espírito Santo em nós é um selo, um penhor, uma assinatura, uma marca de propriedade como garantia de tudo o que a graça ainda vai fazer em nós e para nós (2Co 5.5; Ef 1.13). Na paráfrase de Eugene Peterson, A Mensagem, lemos: “[...] a vida aqui se parece com a estada numa cabana caindo aos pedaços! Já estamos cansados disso! O que temos é apenas um vislumbre da verdadeira realidade, nosso verdadeiro lar, nosso corpo ressuscitado! O Espírito de Deus nos dá uma pitada desse sublime, dando-nos um gostinho do que está por vir. Ele põe um pouco do céu em nosso coração para que nunca desejemos menos que o céu” (2Co 5.5).
 
A teologia do Espírito Santo em Paulo não é uma teologia acadêmica. É uma teologia prática para o dia a dia: Se nós vivermos segundo a carne, segundo a velha natureza pecaminosa, segundo o instinto, morreremos espiritualmente; mas, se por meio do poder do Espírito Santo mortificarmos a carne, então viveremos (Rm 8.13).
 
É Paulo quem enumera os mandamentos negativos e os positivos em relação ao nosso procedimento quanto à pessoa do Espírito Santo. Não devemos entristecer o Espírito (Ef 4.30) e muito menos apagar (ou abafar) a sua presença e a sua atuação (1Ts 5.19). O que devemos fazer é andar no Espírito (Gl 5.16) e nos encher dele (Ef 5.18). A plenitude do Espírito não é só para a elite eclesiástica, mas também para os leigos, para o povo comum.
 
A teologia de Paulo sobre o Espírito Santo é tão prática que ele nos fala de dois canteiros: o da carne e o do Espírito. Se semearmos no canteiro da carne, vamos colher só coisas da carne (ou do instinto, ou da natureza humana), que não são nada boas: “[...] o sexo barato e frequente, mas sem nenhum amor; vida emocional e mental detonada; busca frenética por felicidade, sem satisfação; deuses que não passam de peças decorativas; religião de espetáculo; solidão paranoica; competição selvagem; consumismo insaciável; temperamento descontrolado; incapacidade de amar e de ser amado; lares e vidas divididos; coração egoísta e insatisfação constante; costume de desprezar o próximo, vendo todos como rivais; vícios incontroláveis; tristes paródias de vida em comunidade. E, se eu fosse continuar, a lista seria enorme” (Gl 5.19-21). Se semearmos no canteiro do Espírito, vamos colher só coisas do Espírito, tão boas “como frutas que nascem num pomar: afeição pelos outros, uma vida cheia de exuberância, serenidade, disposição de comemorar a vida, um senso de compaixão no íntimo e a convicção de que há algo de sagrado em toda a criação e nas pessoas. Nós nos entregamos de coração a compromissos que importam, sem precisar forçar a barra, e nos tornamos capazes de organizar e direcionar sabiamente nossas habilidades” (Gl 5.22-23).
 
O nome Espírito Santo aparece sete vezes na Epístola aos Hebreus. A primeira passagem refere-se aos dons do Espírito (2.4), o que já havia sido abordado mais exaustivamente na Primeira Carta aos Coríntios (12.1-11). A segunda atribui ao Espírito esta famosa exortação: “[...] se hoje vocês ouvirem a voz de Deus, não sejam teimosos como foram os seus antepassados quando se revoltaram contra ele, no dia em que eles o puseram à prova no deserto” (3.7-8). A terceira é tremendamente solene, a qual trata daqueles que já compreenderam o evangelho e já experimentaram por si próprios o dom celestial, graças à operação do Espírito. Se abandonarem o Evangelho, “é impossível levar essas pessoas a se arrependerem de novo, pois estão crucificando outra vez o Filho de Deus e zombando publicamente dele” (6.4-6). A quarta lembra que o Espírito Santo se serve dos rígidos regulamentos do antigo sistema para mostrar que, naquela aliança, sem o sacrifício vicário de Jesus, a porta do Santo dos Santos ainda não estava aberta (9.8). Na quinta passagem, diz-se que foi por meio do Espírito eterno que Jesus se ofereceu a si mesmo a Deus como sacrifício sem defeito, para tirar as nossas culpas (9.14). A sexta afirma que o Espírito confirma a obra salvífica de Jesus, graças à qual Deus não se lembrará mais de nossos pecados (10.15-18). E a última reafirma a terceira e diz que aqueles que desprezam o Filho de Deus profanam o sangue da aliança e insultam o Espírito Santo, e portanto estão sujeitos a um castigo severo (10.29).
 
Nas epístolas gerais, Tiago afirma que o Espírito que habita em nós tem ciúmes quando nos tornamos mais amigos do mundo do que de Deus (Tg 4.5). Pedro diz que é pelo Espírito que fomos feitos um povo dedicado ao Pai e obediente ao Filho (1Pe 1.2) e que o Espírito repousa sobre nós (1Pe 4.14). João menciona a dádiva do Espírito (1Jo 3.24), manda tomar cuidado com aqueles que dizem ter o Espírito Santo mas são falsos profetas (1Jo 4.1-3) e lembra que “o Espírito é eternamente verdadeiro” (1Jo 5.6). E Judas afirma que as pessoas (dentro da igreja visível) que não querem saber de Deus e são dominadas por seus próprios desejos não têm o Espírito Santo (Jd 19), além de aconselhar: “Orem guiados pelo Espírito Santo” (Jd 20).

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