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Capa

Menininha, a viúva de marido vivo

Elben M. Lenz César

Fez 15 anos agora em abril que eu quase matei Sérgio Renato. De susto. Estava celebrando o casamento dele com Rosana, que eu chamava carinhosamente de Menininha, quando dei a palavra ao pastor luterano Valdir Steuernagel, de quem ele era muito amigo. Mas Valdir não estava presente e morava, naquela época, em Chicago, EUA, onde fazia doutorado em teologia. Havíamos combinado que ele ligaria para a Igreja Presbiteriana de Viçosa naquele dia e horário e sua voz seria amplificada para todo o templo. Valdir seria o co-celebrante, mesmo à distância. Ninguém, exceto o diácono encarregado de atender aquela ligação internacional, tinha conhecimento da surpresa.

Rosana e Sérgio fizeram mestrado em agronomia na Universidade Federal de Viçosa (eram minhas ovelhas então) e doutorado na Espanha. Ambos são professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa, PR, e membros ativos da Igreja Presbiteriana local.

Embora eu tenha usado os verbos no plural, há quase dois anos Sérgio Renato Lang Otto, de 45 anos, não põe os pés nem na universidade nem na igreja. Mas ele não perdeu o entusiasmo nem pela agronomia nem pela fé. O rapaz não está vivo nem morto. Não anda, não fala, não move o corpo (mas movimenta braços e pernas, embora os movimentos não sejam voluntários), não lê nem come pela boca (alimenta-se por meio de uma sonda ligada diretamente ao estômago), mas ainda vive e está muito corado.

Há um ano e dez meses, no dia 21 de julho de 2001, Sérgio sofreu um acidente de carro nas proximidades de Curitiba. As duas filhas, Thaís (10) e Jane (9), estavam no carro. A primeira sobreviveu e a segunda veio a morrer. Sérgio sofreu um traumatismo craniencefálico, que resultou numa lesão axonal difusa — pequenas lesões em várias partes do cérebro. Também teve parte do tronco cerebral lesionado. “Quantos neurônios e axônios danificados, só Deus sabe”, explica Menininha, dia e noite ao lado daquele a quem declarou seu amor até a morte naquela manhã ensolarada de 16 de abril de 1988.

A essa viúva de marido vivo, a esse morto ainda vivo e à pequena Thaís, e a todos os que sofrem dores semelhantes e estão sempre perguntando: “Até quando, Senhor?”, Ultimato dedica com toda simpatia e todo amor a matéria de capa desta edição.

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