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Colunas — Altos Papos

Preste atenção nas perguntas dos jovens

Por Karol Coelho

Genocídio, racismo, solidão da mulher negra, feminismo, violência contra a mulher, aquecimento global, ansiedade, suicídio, homofobia, abandono parental, masculinidade tóxica... Esses são alguns temas que norteiam diversas discussões na nossa sociedade, menos na igreja.

Algumas das nossas comunidades têm buscado maneiras de abordar tais questões, mas, em geral, estamos atrasados. A igreja precisa se interessar mais pela cultura e isso significa (também) conversar com os jovens sobre temas difíceis.

Junto com tantas reflexões promovidas, principalmente nas redes sociais, são expostas muitas certezas, parte delas antibíblicas e outras que nós, como igreja, deveríamos reforçar, por se tratarem de princípios básicos da nossa fé.

Se os jovens não encontram, dentro de sua comunidade de fé, espaço para debaterem questões que estão sendo discutidas no trabalho, na escola ou na universidade, na roda de amigos, nos filmes, nas músicas, nos livros e nos jornais, a igreja perde cada vez mais relevância em suas vidas.

Já passou o tempo em que “pode” ou “não pode” eram as respostas. Atualmente, as perguntas são mais elaboradas e são feitas por pessoas que não necessariamente se importam com o que Deus pensa a respeito delas.

Não será em um congresso ou em um encontro de duas horas que iremos esgotar muitos dos assuntos que nos inquietam. Nós, jovens, precisamos de um espaço de diálogo constante que nos permita pensar, à luz da Bíblia, sobre o que acontece no mundo. Até porque, muitas dessas questões transpassam nossa existência.

Muitos de nós estão tendo crises de ansiedade, foram discriminados pela cor da pele, foram abandonados pelo pai, se preocupam com a quantidade de lixo produzido, tiveram algum parente ou amigo próximo que interrompeu a própria vida, entre vários conflitos. As juventudes não se resumem à sexualidade.

Nós, jovens, fazemos muitas perguntas, mas porque queremos ouvir – e sabemos ouvir. Não podemos ter medo de conversas difíceis. Cristo conduzirá sua igreja, incluindo seus jovens, à boa, perfeita e agradável vontade dele.

Precisamos orar mais, estudar mais, ouvir mais, falar mais, prestar mais atenção no que (não) está sendo dito por aí, ser criativos, compassivos e pacientes. Devemos, intencionalmente, criar ambientes em que o diálogo aconteça.

Se a igreja não buscar respostas para (e com) seus jovens, eles não deixarão de encontrá-las, porque, simplesmente, as bombas de informações não param de cair.

Karol Coelho, 28. É poeta, autora do livro Estado Atmosférico. Membro do Projeto 242, é jornalista, formada principalmente pelas histórias de Campo Limpo, zona sul de São Paulo.

Leia mais:
» A fé cristã e o jovem do século 21

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