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Seções — Abertura

Incapazes da inocência

A inocência e o pecado nunca estão na mesma mesa. Quando o pecado se põe à mesa, a inocência se retira.

Não há inocência quando se comete pecado. Seja qual for a natureza e a intensidade dele. Não há conciliação entre a inocência e o pecado. Eles são diametralmente opostos entre si.

Cometido o pecado, perde-se a inocência para sempre. Até mesmo o pecado comum e imperceptível de profanar o nome de Deus: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” (Êx 20.7).

O cerimonial de lavar as mãos perante todo o povo e declarar: “Estou inocente do sangue deste homem”, levado a efeito por Pilatos, é o acontecimento mais ridículo da história (Mt 27.24). Os imitadores do governador romano, que entregou Jesus para ser crucificado, têm de acordar para esse fato e tomar outros expedientes. Todos pecaram e são, como os samaritanos na época de Oséias, “incapazes da inocência” (Os 8.5).

Em nosso relacionamento com Deus não há advogados de defesa, para tentar demonstrar a inocência dos culpados. É preciso pôr na cabeça de uma vez por todas que Deus “jamais inocenta o culpado” (Na 1.3). Ninguém tem condições de declarar: “Estou inocente” (Jr 2.35). Isso só agrava a condição do transgressor. Embora íntegro, reto e temente a Deus, Jó mesmo reconhece que Deus não o tinha por inocente (Jó 9.28). O homem da terra de Uz poderia não pecar em muitas coisas, mas era certamente culpado em outras.

O não inocente pode experimentar alívio para a sua culpa: é uma possibilidade enorme ao seu alcance. Mas ele terá de repudiar corajosamente a afirmação da inocência. O alívio começa com a convicção da não inocência diante do Deus três vezes santo. Só então o pecador tenta outra trilha, que sempre dá certo. É quando ele procura, na condição de culpado, o perdão de Deus. É quando ele depende exclusivamente da misericórdia de Deus. É quando ele não ousa nem ainda levantar os olhos ao céu, mas bate no peito e exclama: “Ó Deus, sê propício a mim, pecador!” (Lc 18.13).

O que se considera inocente não sente necessidade de perdão. Comete o erro básico de desconhecer e negar sua própria doença e, então, priva-se do diagnóstico e do tratamento. O que se declara não inocente tem meio caminho andado. Só lhe falta acabar de chegar, com muita humildade e fé, aos pés de Jesus. Em Jesus há perdão porque ele tomou sobre si todos os nossos pecados e recebeu em seu próprio corpo o castigo que seria nosso (Is 53.5).

A inocência não existe. O que existe mesmo é o que se chama de justificação. Uma vez convicto do pecado e do sacrifício vicário de Jesus, o pecador é absolvido de sua culpa e castigo, e declarado justo aos olhos do próprio Deus: “Nenhuma condenação há para os [não inocentes] que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). A justificação é exclusivamente pela fé em Cristo, e não pelas obras: “Justificados, pois, mediante a fé, tenhamos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1).

Imagem: Pilatos lavando as mãos | Jan Lievens, século 17

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