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Colunas — O Caminho do Coração

Experimentando os limites da confiança

Por Ricardo Barbosa de Sousa

Não sabemos quanto confiamos em Deus enquanto não formos levados às difíceis provas da fé. Abraão, o pai da fé, passou por várias provações em sua jornada, algumas vezes fracassando. O teste final da sua confiança em Deus está registrado em Gênesis 22.2: “Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei”.

Certamente este é um dos textos mais complexos e difíceis de entender. A professora Ellen Davis afirma o seguinte em relação a este episódio: “O ponto principal desta história não é levar as pessoas a crerem no Deus de Abraão – que na verdade é o Deus de Jesus e o Pai. Em vez disso, esta história impressionante existe para ajudar as pessoas que já creem em Deus darem sentido às suas experiências mais difíceis, quando Deus parece ter tirado de nós tudo aquilo que recebemos das suas mãos”.

Sabemos que, a qualquer momento, nosso mundo pode virar de pernas para o ar. São situações que nunca pensamos que poderíamos ter de enfrentar. Experiências nas quais somos levados a entregar a Deus o que jamais imaginávamos que ele um dia pediria de nós. O problema que Abraão enfrenta não é apenas o sacrifício do seu filho, o que já seria um sofrimento inimaginável, mas também a quebra da aliança da qual Isaque era a promessa. Duas perguntas surgem. A primeira: um Deus que pede a um pai que entregue seu filho em sacrifício seria um Deus confiável? Principalmente quando este filho é fruto da promessa do próprio Deus? A segunda: Abraão seria uma pessoa confiável? Deus poderia confiar nele e entregar-lhe uma tarefa tão crucial para toda a humanidade? Abraão é a pessoa que Deus escolhe para abençoar todas as famílias da terra. Em outras palavras, Deus depende de Abraão para abençoar as nações da terra, e estas dependem de Abraão para conhecer a Deus.

Que Abraão precisa aprender a confiar em Deus não é surpresa alguma. O que chama a atenção é a necessidade de Abraão ser confiável a Deus. Se Abraão não for totalmente confiável, toda a esperança do mundo estará comprometida. Sabemos que a relação de confiança envolve riscos de ambos os lados. É possível que você sofra frustrações e desapontamentos da pessoa em quem você confia, mesmo Deus. Ele sofre e se entristece pela nossa infidelidade e idolatria. Não deve ser simples para Deus nos escolher para realizar sua missão no mundo, muito menos para se relacionar pessoal e intimamente conosco.

O que Deus e nós esperamos desse tipo de relacionamento? Um relacionamento muitas vezes marcado por desapontamentos e sofrimentos de ambos os lados? Ellen Davis diz que a resposta possível é que o amor só pode florescer num relacionamento de mútua confiança. Este é o único lugar onde o amor pode crescer e se expressar livremente. A confiança é o fundamento para o desenvolvimento dos nossos afetos. Porém, é necessário reconhecer que a confiança precisa ser mútua. Afirmamos, com certa facilidade, que precisamos confiar em Deus, mas não perguntamos igualmente se somos confiáveis a ele.

O caminho que Abraão percorre com Isaque até o monte Moriá é o caminho que Jesus percorre até o Gólgota. Ambos revelam uma história de amor e confiança mútua da qual o mundo inteiro depende. Nem sempre sabemos aonde o relacionamento de confiança com Deus pode nos levar, mas o evangelho deixa isso claro: ele sempre nos leva para a cruz.

Imagem: Sacrifício de Isaque | Caravaggio, 1603

Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de, entre outros, A Espiritualidade, o Evangelho e a Igreja, Pensamentos Transformados, Emoções Redimidas e O Caminho do Coração.

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