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Seções — Pastorais

Arrependei-vos

Por Luiz Fernando dos Santos

“Eu lhes digo que, da mesma forma, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se”
(Lc 15.7)

O arrependimento é uma graça evangélica, uma graça salvífica, conforme ensina o Catecismo Maior de Westminster, 76. Esse arrependimento, que é o resultado do Espírito Santo iluminando, julgando e constrangendo o coração, é aquele que conduz à vida.

Mas existe um outro tipo de arrependimento, o que conduz à morte. Trata-se de um sentimento não produzido pelo Espírito de Deus, não acompanhado da fé em Cristo como Salvador, caracterizado por um remorso amargurado, triste. Embora a tristeza e um certo tipo de amargura também façam parte do arrependimento que conduz à vida, a origem dessas tristezas é diferente.

O remorso amargurado é aquela “tristeza segundo o mundo [que] produz morte” (2Co 7.9b), cujo melhor exemplo é Judas Iscariotes: “Quando Judas, que o havia traído, viu que Jesus fora condenado, foi tomado de remorso e devolveu aos chefes dos sacerdotes e aos líderes religiosos as trinta moedas de prata. E disse: ‘Pequei, pois traí sangue inocente’. E eles retrucaram: ‘Que nos importa? A responsabilidade é sua’. Então Judas jogou o dinheiro dentro do templo, saindo, foi e enforcou-se” (Mt 27.3-5).

O arrependimento que conduz a salvação é “a tristeza segundo Deus [que] produz um arrependimento que leva à salvação” (2Co 7.9a). Aqui o apóstolo Pedro é o nosso melhor exemplo: “E logo o galo cantou pela segunda vez. Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe tinha dito: ‘Antes que duas vezes cante o galo, você me negará três vezes’. E se pôs a chorar” (Mc 14.72). O choro de Pedro foi provocado pelo amor, pelo constrangimento do Espírito Santo, pela fé em Jesus como o seu Salvador pessoal, que o levaram a experimentar uma terrível dor na alma e ao mesmo tempo sentir ódio do seu pecado e considerar a pessoa bendita de Cristo. Mais tarde, arrependido e constrangido, ancorado apenas no amor de Jesus e sua justiça, despido de qualquer autojustificativa, Pedro confessa seu amor incondicional a Jesus e é restaurado em graça e em vida (Jo 21.15-19).

Todo arrependimento sincero envolve os seguintes elementos: primeiro, a clara compreensão sobre o pecado e o julgamento de Deus; segundo, um sentimento de desamparo e uma dor na consciência; terceiro, uma verdadeira mudança de propósito.

Toda a vida cristã é um contínuo arrepender-se até o dia de nossa morte. Todos os dias. pela leitura e escuta da Palavra, pela vida de oração, pela frequência nos sacramentos e, de maneira especial, pela habitação do Espírito Santo em nós, somos sempre levados a fazer um sério exame de nossas consciências e de nossos atos. Nossa mente é levada a ponderar sobre o nosso estado e condição diante de Deus e nosso relacionamento com irmãos, parentes e vizinhos. Esses meios ordinários (leitura, oração e sacramentos) mais a habitual, porém sobrenatural, presença do Espírito Santo são suficientes para nos dar uma consciência sensível à presença e odiosidade do pecado, o desejo empoderado e sincero para abandoná-lo e, sobretudo, a graça de não mais cometê-lo.

Como povo santo, devemos todos, em todo o tempo, experimentar a tristeza segundo Deus para podermos usufruir da alegria da graça que consiste na vida centrada em Cristo e no seu amor.

Luiz Fernando dos Santos é ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP) e professor de teologia pastoral no Seminário Presbiteriano do Sul, de história das missões no Perspectivas Brasil e no Master Intercultural Studies no Seminário Teológico Servo de Cristo.

Leia mais: 
» Para que serve o arrependimento? Ele é mesmo necessário?

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