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A intercessão de Jesus Cristo

Por Osmar Ludovico da Silva

Jesus Cristo tem a primazia na nossa teologia e nas nossas liturgias.

Ele é a segunda pessoa da Trindade Santa, o Senhor do universo, o Alfa e o Ômega, o Deus vivo e verdadeiro que habitou entre nós, perfeitamente Deus e perfeitamente homem. Ele é o Senhor, todas as coisas foram por ele criadas, ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele se assenta no mais alto trono no meio do louvor eterno de seus anjos.

Conhecido no mundo todo como um profeta de Deus, ele é amado e cultuado por muitos ao longo da história.

Todavia, há um aspecto da identidade de Jesus, revelado no Novo Testamento, negligenciado e do qual temos pouca compreensão: 
Jesus Cristo como nosso intercessor junto ao Pai.
“Quem os condenará? É Cristo quem morreu, ou antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8.34).

“Por isto também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25).

“Filhinhos meus, estas cousas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo” (1Jo 2.1).

Neste exato momento Jesus Cristo está à direita do Pai intercedendo por nós. Por outro lado, o diabo também está presente, algo que não compreendemos muito bem, e ele nos acusa diante de Deus (Ap 12.10; Jó 1.6-11).

Pensamos que é a nossa oração que tem poder, que faz Deus se mover. E, levados pela ambição e pelo desejo de conforto, fazemos das nossas orações instrumentos mágicos para que Deus promova a nossa felicidade e evite o nosso sofrimento. Tiago fala sobre isto: que pedimos mal para esbanjarmos em nossos prazeres.

O diálogo entre Jesus Cristo e Pedro joga mais luz sobre este assunto (Lc 22.32-33). O Senhor diz a Pedro que ele deu permissão para que o diabo o conduzisse a uma situação de sofrimento e aflição. A sentença de morte sempre vinha para aqueles que afirmassem sua lealdade a Jesus Cristo e se negassem a prestar culto a César. A tradição diz que Pedro foi martirizado, mas, não se achando digno de morrer a mesma morte de seu Senhor, pediu para ser crucificado de cabeça para baixo. Diante do horror da tortura seguida de morte, Jesus diz a Pedro: a minha intercessão garantirá a sua fé e a sua lealdade.

Em outras palavras, ele mostra a Pedro que sua fé e sua oração não dariam conta numa situação limite como aquela, mas que ele poderia descansar. A intercessão de Cristo garantiria sua fé, sua coragem e sua serenidade face à tortura e à morte.

No relato do martírio de Estêvão (At 7.54-60), lemos que, no momento de seu apedrejamento, os céus se abrem diante dele e ele vê o Filho do homem em pé, à destra de Deus. Geralmente, os textos que falam da presença de Jesus no céu afirmam que ele está assentado à direita do Pai. Aqui ele está em pé e, acredito, orando por Estêvão face aos seus assassinos. E então Estêvão se coloca de joelhos, tem a mesma atitude de Jesus quando os cravos lhe foram pregados e diz: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito e não lhes impute este pecado”.

Podemos nos perguntar qual seria a intercessão que Jesus Cristo faz por nós. Possivelmente com temas muito diferentes das listas geradas em nossas reuniões.

Acredito que Jesus Cristo deseja que nós sejamos resposta às orações que ele faz diante do Pai em nosso favor. As Escrituras nos dão algumas pistas quando dizem que ele deseja nossa santificação, nossa entrega no altar de Deus, nosso amor e nossa lealdade, que sejamos sábios, gratos, generosos, amáveis, verdadeiros e íntegros.

As palavras de Jesus no capítulo 17 do Evangelho segundo João nos ajudam a compreender os temas da intercessão de Cristo em nosso favor. Ele roga ao Pai que ele nos guarde no seu amor, para que sejamos um sinal da presença de Cristo neste mundo. Ele ora também para que sejamos um com o Deus Trino indicando que somos convidados a participar da comunhão eterna da Trindade.

Somos resposta da intercessão de Cristo quando nossas orações saem da esfera do desejo de conforto e prosperidade e entram na dimensão do arrependimento, da confissão, da entrega, da gratidão, do louvor, das súplicas e das ações em favor dos excluídos e sofredores. Quando nossas orações deixam de ser egocêntricas e tornam-se declarações permeadas de confiança, de afeto, de fé e de esperança.

Também o Espírito Santo intercede por nós. O texto de Romanos 8.26 declara que não sabemos orar e que o Espírito Santo ora por nós com gemidos que não podem ser expressos em palavras. Se em Pentecostes o Espírito se manifesta em favor de nós com fogo e vento impetuoso, aqui ele se expressa com gemidos, linguagem não verbal do ferido e do fraco. Ouso afirmar que o Espírito chora diante de Deus quando, como o pródigo, nos desviamos e arcamos com as dores resultantes de estar longe da casa do Pai. O texto diz ainda que “segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos”.
Que, em sintonia com a intercessão de Cristo e do Espírito Santo em nosso favor, aprendamos a orar conforme a vontade do Pai, isto é, por aquilo que ele deseja que sejamos nele e para ele.

Osmar Ludovico da Silva é pastor e líder de grupos de formação espiritual.

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