Notícias
12 de junho de 2009- Visualizações: 3555
comente!- +A
- -A
-
compartilhar
Planeta não suporta crescimento ilimitado
(ALC) A farra do consumo acabou. Os recursos do planeta Terra são limitados e não suportam um sistema de crescimento ilimitado, como se apresenta o capitalismo. O modelo econômico é baseado em produção e consumo infinitos.
O alerta vem de pensadores, de várias partes do planeta. “É preciso renunciar ao crescimento enquanto paradigma ou religião”, proclama o economista, sociólogo e antropólogo francês Serge Latouche. A alternativa é essa: decrescimento ou barbárie, aponta.
“A premissa de crescimento precisa ser rompida. Ela não responde a uma civilização que habita um planeta que é um só e que possui uma capacidade de suporte. Essa é uma impossibilidade”, diz o professor Paulo Durval Branco, em entrevista ao Instituto Humanitas (IHU) da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).
A premissa de crescimento precisa ser rompida. “Ela não responde a uma civilização que habita um planeta que é um só e que possui uma capacidade de suporte”, salienta Duval Branco.
Se a gente olhar para esse pequeno planeta chamado Terra, percebe-se que a natureza funciona em sistema circular. O economista e professor da Universidade Católica de São Paulo, Ladislau Dowbor, explica o sistema circular:
- Os pássaros comem as frutas e espalham as sementes; as folhas que caem são incorporadas ao solo que, por sua vez, se torna fértil e permite o surgimento de outras plantas, ou seja, todo o sistema é circular, de reutilização dos diversos recursos existentes. A vida está baseada nisso.
O sistema econômico não é circular, mas linear. “Pegamos recursos naturais, transformando-os em uma indústria, consumimos e jogamos no lixo sob a forma de plástico. Com isso estamos acabando com o petróleo do planeta e não estamos recolocando de volta as bases energéticas utilizadas, assinala.
Esse modelo não funcionará por muito tempo, pois os recursos naturais se esgotam e as mudanças climáticas podem colocar a economia e a sociedade diante de uma catástrofe planetária, frisa ao IHU o ambientalista Henrique Cortez.
A crise financeira que explodiu nos Estados Unidos no ano passado mostra que ela não se limita a aspectos financeiros, mas também diz respeito à destruição ambiental e à injusta distribuição da renda. Pensadores defendem uma nova sociedade, com um novo modelo econômico, que respeite os limites ecológicos do planeta.
O consumo, afirma Cortez, é um ato político e econômico e, nesse sentido, “deve ser ético, responsável e sustentável”. Durval Branco vê na proposição de uma economia ecológica ou da ecoeconomia um caminho para se discutir um modelo pós-crise. Nesse modelo, o processo de produção seria regido pelo ecossistema, pela biosfera.
Latouche fala de uma sociedade ecossocialista e mais democrática. “Queremos um desenvolvimento que seja sustentável, economicamente inclusivo, socialmente justo e ambientalmente responsável”, define Cortez, que se declara um ecossocialista, embora não tenha qualquer proximidade com a esquerda.
Não pode haver um consumo ético a menos que todos os cursos sociais e ambientais sejam incluídos no preço, frisa a economista e consultora inglesa Hazel Henderson.
Trata-se de uma mudança do paradigma produtivo e de questionamento da sociedade de consumo atual, diz a professora Isleide Arrua, da Fundação Getúlio Vargas, na entrevista ao IHU.
O consumo ético, afirma, levanta a bandeira na defesa de questões relacionadas ao meio ambiente, ao comércio justo, a um novo modelo de sustentabilidade em seu sentido mais amplo.
Isleide entende que a humanidade talvez esteja vivendo três grandes tipos de esgotamento, que, juntos, poderiam provocar mudanças: o esgotamento dos recursos naturais, do mercado de produção e consumo de massas, e o esgotamento de “um certo imaginário social que se construiu em torno da idéia de que consumo seria sinônimo de felicidade”.
Fonte: www.alcnoticias.org
Leia o livro
• Jesus e a Terra, James Jones
O alerta vem de pensadores, de várias partes do planeta. “É preciso renunciar ao crescimento enquanto paradigma ou religião”, proclama o economista, sociólogo e antropólogo francês Serge Latouche. A alternativa é essa: decrescimento ou barbárie, aponta.
“A premissa de crescimento precisa ser rompida. Ela não responde a uma civilização que habita um planeta que é um só e que possui uma capacidade de suporte. Essa é uma impossibilidade”, diz o professor Paulo Durval Branco, em entrevista ao Instituto Humanitas (IHU) da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).
A premissa de crescimento precisa ser rompida. “Ela não responde a uma civilização que habita um planeta que é um só e que possui uma capacidade de suporte”, salienta Duval Branco.
Se a gente olhar para esse pequeno planeta chamado Terra, percebe-se que a natureza funciona em sistema circular. O economista e professor da Universidade Católica de São Paulo, Ladislau Dowbor, explica o sistema circular:
- Os pássaros comem as frutas e espalham as sementes; as folhas que caem são incorporadas ao solo que, por sua vez, se torna fértil e permite o surgimento de outras plantas, ou seja, todo o sistema é circular, de reutilização dos diversos recursos existentes. A vida está baseada nisso.
O sistema econômico não é circular, mas linear. “Pegamos recursos naturais, transformando-os em uma indústria, consumimos e jogamos no lixo sob a forma de plástico. Com isso estamos acabando com o petróleo do planeta e não estamos recolocando de volta as bases energéticas utilizadas, assinala.
Esse modelo não funcionará por muito tempo, pois os recursos naturais se esgotam e as mudanças climáticas podem colocar a economia e a sociedade diante de uma catástrofe planetária, frisa ao IHU o ambientalista Henrique Cortez.
A crise financeira que explodiu nos Estados Unidos no ano passado mostra que ela não se limita a aspectos financeiros, mas também diz respeito à destruição ambiental e à injusta distribuição da renda. Pensadores defendem uma nova sociedade, com um novo modelo econômico, que respeite os limites ecológicos do planeta.
O consumo, afirma Cortez, é um ato político e econômico e, nesse sentido, “deve ser ético, responsável e sustentável”. Durval Branco vê na proposição de uma economia ecológica ou da ecoeconomia um caminho para se discutir um modelo pós-crise. Nesse modelo, o processo de produção seria regido pelo ecossistema, pela biosfera.
Latouche fala de uma sociedade ecossocialista e mais democrática. “Queremos um desenvolvimento que seja sustentável, economicamente inclusivo, socialmente justo e ambientalmente responsável”, define Cortez, que se declara um ecossocialista, embora não tenha qualquer proximidade com a esquerda.
Não pode haver um consumo ético a menos que todos os cursos sociais e ambientais sejam incluídos no preço, frisa a economista e consultora inglesa Hazel Henderson.
Trata-se de uma mudança do paradigma produtivo e de questionamento da sociedade de consumo atual, diz a professora Isleide Arrua, da Fundação Getúlio Vargas, na entrevista ao IHU.
O consumo ético, afirma, levanta a bandeira na defesa de questões relacionadas ao meio ambiente, ao comércio justo, a um novo modelo de sustentabilidade em seu sentido mais amplo.
Isleide entende que a humanidade talvez esteja vivendo três grandes tipos de esgotamento, que, juntos, poderiam provocar mudanças: o esgotamento dos recursos naturais, do mercado de produção e consumo de massas, e o esgotamento de “um certo imaginário social que se construiu em torno da idéia de que consumo seria sinônimo de felicidade”.
Fonte: www.alcnoticias.org
Leia o livro
• Jesus e a Terra, James Jones
12 de junho de 2009- Visualizações: 3555
comente!- +A
- -A
-
compartilhar

Leia mais em Notícias
Opinião do leitor
Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta
Para escrever uma resposta é necessário estar cadastrado no site. Clique aqui para fazer o login ou seu cadastro.
Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.
- + vendidos
- + vistos
(31)3611 8500
(31)99437 0043
220 milhões vivem em situação de emergência, diz ONG
Vem aí mais uma edição do curso Igreja Viva
Mil Bíblias são distribuídas em festival de heavy metal na França






