Opinião
01 de abril de 2026- Visualizações: 726
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Meu filho é especial
Que neste dia 2 de abril, possamos ver as pessoas como elas realmente são – especiais – e celebrar a beleza da diversidade com que o Criador nos presenteou
Por Davi Daniel
Meu filho é especial. Não porque ele é autista, mas porque foi criado à imagem e semelhança de Deus. Toda a criação carrega as marcas de seu Criador; contudo, o ser humano traz, ainda mais profundamente, a raiz de todo Bem. A partir dessa raiz, qualquer pessoa pode florescer em bondade, santidade, generosidade, pureza, verdade e gentileza. Meu filho é especial porque nele habita essa raiz de todo Bem.
Meu filho é especial. Não porque ele é autista, mas porque, através de sua vida, sou capaz de enxergar as pessoas além das minhas próprias barreiras atitudinais que tantas vezes as rotulam de forma indevida, preconceituosa e cruel. Meu filho é especial porque, por meio dele, meus olhos veem, como sempre foi o desejo do Mestre.
Meu filho é especial. Não porque ele é autista, mas porque ele tem um Pai Perfeito, que o guarda apesar de qualquer dificuldade ou limitação que eu, seu pai terreno, tenha. Esse Pai o carrega em seus braços, sendo seu refúgio e fortaleza (Sl 91.2). Meu filho é especial porque sua filiação é Perfeita.
Meu filho é especial. Não porque ele é autista, mas porque nele está o Filho – Cristo, que é tudo em todos (Cl 3.11). A pluralidade humana é reflexo desse Deus Acolhedor, que recebe sem distinção, sem reservas, sem exceção. A missão da Igreja é acolher, porque Cristo nos acolheu primeiro. Meu filho é especial porque, todos os dias, ele é acolhido por Cristo.

Meu filho é especial. Não porque ele é autista, mas porque o Espírito da Verdade o assiste em suas necessidades. Ainda criança, ele desconhece o mundo injusto e cruel que o aguarda. Precisa construir uma autonomia – mesmo que relativa – para sobreviver à dureza da sociedade. Mas ele é especial porque o Espírito Santo o guia no “mais simples e no mais importante”: leva suas orações ao Pai (Rm 8.26).
Meu filho é especial também porque é autista.
A rainha Orual, na releitura do mito de Psique e Eros apresentada por C.S. Lewis em Até Que Tenhamos Rostos (Ultimato), revela, em seu discurso contra os deuses, um ressentimento profundo: acusa-os de não nos verem como realmente somos, enquanto nós, por medo, ocultamos nossos próprios rostos para que não percebam quem somos de fato.
Que neste dia 2 de abril, quando celebramos o Dia Internacional da Conscientização do Autismo, possamos ver as pessoas como elas realmente são – especiais – e celebrar a beleza da diversidade com que o Criador nos presenteou.
Texto escrito por ocasião do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, data instituída pela Organização das Nações Unidas e amparada no Brasil pela Lei nº 13.652, de 2018, para esclarecer a sociedade sobre as características únicas das pessoas diagnosticadas com o TEA e busca normalizar a neurodiversidade.
Imagem: Unsplash.
REVISTA ULTIMATO – GENEROSIDADE - "HÁ MAIOR FELICIDADE EM DAR DO QUE EM RECEBER! (ATOS 20.35)
A generosidade é paradoxal! Que dá recebe em troca. E é multifacetada, podendo apresentar-se de muitas formas, e não apenas na doação de recursos materiais e dinheiro.
Deus conta com a generosidade na relações humanas e nas relações dentro da igreja. Ela é um elemento previsto por ele para o bem comum e para o avanço de sua obra.
É disso que trata a edição 418. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» Pessoas: Humanas e Divinas – Ensaios sobre a natureza e o valor das pessoas, Autor: Peter van Inwagen
» A Igreja – Uma comunidade singular de pessoas, John Stott
» Reflexões sobre a parentalidade atípica, por Davi Daniel de Oliveira
» A experiência com um filho autista, por Ricardo Siqueira
Por Davi Daniel
Meu filho é especial. Não porque ele é autista, mas porque foi criado à imagem e semelhança de Deus. Toda a criação carrega as marcas de seu Criador; contudo, o ser humano traz, ainda mais profundamente, a raiz de todo Bem. A partir dessa raiz, qualquer pessoa pode florescer em bondade, santidade, generosidade, pureza, verdade e gentileza. Meu filho é especial porque nele habita essa raiz de todo Bem.Meu filho é especial. Não porque ele é autista, mas porque, através de sua vida, sou capaz de enxergar as pessoas além das minhas próprias barreiras atitudinais que tantas vezes as rotulam de forma indevida, preconceituosa e cruel. Meu filho é especial porque, por meio dele, meus olhos veem, como sempre foi o desejo do Mestre.
Meu filho é especial. Não porque ele é autista, mas porque ele tem um Pai Perfeito, que o guarda apesar de qualquer dificuldade ou limitação que eu, seu pai terreno, tenha. Esse Pai o carrega em seus braços, sendo seu refúgio e fortaleza (Sl 91.2). Meu filho é especial porque sua filiação é Perfeita.
Meu filho é especial. Não porque ele é autista, mas porque nele está o Filho – Cristo, que é tudo em todos (Cl 3.11). A pluralidade humana é reflexo desse Deus Acolhedor, que recebe sem distinção, sem reservas, sem exceção. A missão da Igreja é acolher, porque Cristo nos acolheu primeiro. Meu filho é especial porque, todos os dias, ele é acolhido por Cristo.

Meu filho é especial. Não porque ele é autista, mas porque o Espírito da Verdade o assiste em suas necessidades. Ainda criança, ele desconhece o mundo injusto e cruel que o aguarda. Precisa construir uma autonomia – mesmo que relativa – para sobreviver à dureza da sociedade. Mas ele é especial porque o Espírito Santo o guia no “mais simples e no mais importante”: leva suas orações ao Pai (Rm 8.26).
Meu filho é especial também porque é autista.
A rainha Orual, na releitura do mito de Psique e Eros apresentada por C.S. Lewis em Até Que Tenhamos Rostos (Ultimato), revela, em seu discurso contra os deuses, um ressentimento profundo: acusa-os de não nos verem como realmente somos, enquanto nós, por medo, ocultamos nossos próprios rostos para que não percebam quem somos de fato.
Que neste dia 2 de abril, quando celebramos o Dia Internacional da Conscientização do Autismo, possamos ver as pessoas como elas realmente são – especiais – e celebrar a beleza da diversidade com que o Criador nos presenteou.
- Davi Daniel de Oliveira, divide com Raquel, sua esposa, a jornada de paternidade de dois meninos, um neuro-atípico e outro não. A família mora no interior de São Paulo, serve no ministério infantil da Igreja Batista Memorial Alphaville, em São José dos Campos, e busca viver um dia de cada vez.
Texto escrito por ocasião do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, data instituída pela Organização das Nações Unidas e amparada no Brasil pela Lei nº 13.652, de 2018, para esclarecer a sociedade sobre as características únicas das pessoas diagnosticadas com o TEA e busca normalizar a neurodiversidade.
Imagem: Unsplash.
REVISTA ULTIMATO – GENEROSIDADE - "HÁ MAIOR FELICIDADE EM DAR DO QUE EM RECEBER! (ATOS 20.35)A generosidade é paradoxal! Que dá recebe em troca. E é multifacetada, podendo apresentar-se de muitas formas, e não apenas na doação de recursos materiais e dinheiro.
Deus conta com a generosidade na relações humanas e nas relações dentro da igreja. Ela é um elemento previsto por ele para o bem comum e para o avanço de sua obra.
É disso que trata a edição 418. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» Pessoas: Humanas e Divinas – Ensaios sobre a natureza e o valor das pessoas, Autor: Peter van Inwagen
» A Igreja – Uma comunidade singular de pessoas, John Stott
» Reflexões sobre a parentalidade atípica, por Davi Daniel de Oliveira
» A experiência com um filho autista, por Ricardo Siqueira
01 de abril de 2026- Visualizações: 726
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