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Notícias

Governo chinês renova estratégias de perseguição religiosa

(Portas Abertas) Em 30 de janeiro, a Associação de Ajuda à China publicou seu primeiro relatório anual sobre a perseguição, com base nos fatos de 2006. O presidente da Associação, Bob Fu, foi convidado para depor perante uma audiência da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional sobre a atual situação religiosa na China.

Segundo o relatório, de janeiro a dezembro de 2006, o governo chinês continuou a oprimir igrejas domésticas não-registradas, mas sua estratégia mudou em virtude da variação no cenário chinês e internacional.

Os relatos de invasões a igrejas aumentaram em 2006 em comparação aos anos anteriores. Segundo contatos da Associação, o governo prendeu mais de 600 cristãos em 2006. Esse número é menor que o de 2005, quando foram relatadas mais de 2.000 prisões. Isso reflete a nova tática dos funcionários da segurança pública, que consiste em interrogar os membros das igrejas domésticas durante os ataques, em vez de levá-los à delegacia. A maior parte das detenções em 2006 foi de líderes de igrejas.

Por comparação, os funcionários locais fecharam e demoliram mais igrejas domésticas em 2006 do que em 2005. Três igrejas domésticas foram demolidas na província de Zhejiang no ano passado, incluindo a grande construção de uma igreja em Xiaoshan.

Uma nova tendência foi lançar acusações criminosas sobre os líderes cristãos. O pastor Cai Zhuohua, líder em Pequim, foi condenado em novembro de 2005 por “dirigir um negócio ilegalmente”. Na verdade, ele imprimia e distribuía Bíblias sem a autorização do governo. Outros dois pastores, Liu Yuhua e Wang Zaiqing, também foram detidos e sentenciados com a mesma acusação em 2006. Zhang Rongliang, líder da rede de igrejas domésticas China para Cristo na província de Henan, foi sentenciado à prisão por sete anos e meio sob a acusação de “travessia ilegal da fronteira nacional e fraude na obtenção do passaporte” em junho de 2006.

O governo chinês continua a controlar estritamente o Movimento das Três Autonomias, que lidera a igreja protestante registrada na China. Por exemplo, o Comitê Administrativo de Religião de Pinglu desempossou o pastor Hu Qinghua de seu cargo em junho de 2006. Ele era pastor de uma igreja do Movimento.

O governo também segue restringindo as relações entre igrejas protestantes chinesas não-registradas com outros cristãos do exterior – o que vai contra os padrões internacionais de direitos humanos. Reuniões entre líderes de igreja doméstica e protestantes estrangeiros de visita à China foram invadidas em Pequim, na província de Henan, na província de de Yunnan e na Região Autônoma Uighur de Xinjiang. Leia mais em Portas Abertas

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