Opinião
08 de março de 2023- Visualizações: 13844
comente!- +A
- -A
-
compartilhar
A Morte da Razão – uma leitura indispensável
Por Davi Lago
Conteúdo oferecido na Ult-400, em “Vamos ler!”
A obra A Morte da Razão foi publicada originalmente em 1968 com o título Escape from Reason: A Penetrating Analysis of Trends in Modern Thought (Londres: Intervarsity Press). Naquele momento, Francis Schaeffer tinha 56 anos de idade e havia acumulado muito tempo de leitura, estudo, cuidado pastoral e prática dialogal com cristãos e não cristãos1. Especialmente desde a fundação da L’Abri, na Suíça, em 1955, Francis e sua esposa Edith dedicaram-se a desenvolver uma comunicação inteligível do evangelho para os jovens arredios às igrejas cristãs ou, como diziam, dedicaram-se a “apresentar respostas honestas para perguntas honestas”2. Neste contexto, Schaeffer apresenta em A Morte da Razão sua interpretação de como as ideias modernas se desenvolveram ao ponto de levar a cultura de seu tempo à confusa e contraditória visão da autonomia humana. O objetivo de tal empreitada é explicitado pelo próprio Schaeffer na introdução: “para que consigamos comunicar a fé cristã de modo eficiente [...] temos que conhecer e entender as formas de pensamento da nossa geração”.
Alguns pontos são importantes para a compreensão de A Morte da Razão. Primeiro, o livro integra a chamada “trilogia clássica” que sintetiza o pensamento de Schaeffer3. A Morte da Razão seria a primeira publicação, mas por causa da greve dos hidroviários da St. Lawrence Seaway, a gráfica responsável atrasou a impressão, então, outro texto de Schaeffer acabou sendo publicado primeiro: O Deus que Intervém (no original, The God Who Is There). Assim, em 1968, foram publicadas duas obras schafferianas4. Em O Deus que Intervém, a tese central de Schaeffer é que o “homem moderno” é caracterizado por sua disposição em viver uma vida de contradições; em A Morte da Razão, Schaeffer mostra como se chegou a esta condição e dá pistas do que pode ser feito para sair dela. Posteriormente, em 1972, Schaeffer fechou a trilogia com a publicação de O Deus que se Revela (He Is There and He Is Not Silent), onde examina e critica a teoria moderna do conhecimento. Deste modo, o texto de A Morte da Razão é habitualmente lido em diálogo com estes outros dois livros.
Em segundo lugar, é importante considerar o contexto político e cultural dos anos 1960: a marcha pelos direitos civis liderada por Martin Luther King Jr., o sucesso de The Beatles e Rolling Stones, a música de protesto de Bob Dylan, o rock psicodélico de Janis Joplin, os hippies, o movimento feminista, a criação da minissaia, o cinema de Jean-Luc Godard, golpes militares em países do sul global, a corrida espacial e, evidentemente, a tensão político-militar entre as duas superpotências da Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética. Além disto, frise-se que as igrejas protestantes e católicas estavam completamente desmoralizadas na arena pública desde o fim da Segunda Guerra Mundial. É crucial ter este quadro em mente, afinal, o que Schaeffer propõe em A Morte da Razão é justamente uma análise das tendências do pensamento moderno até o cenário em que estava, isto é, a transição dos anos 1960 para os anos 1970. Ele escreve “de ocidental para ocidental”. Vale lembrar ainda que várias pessoas citadas por Schaeffer estavam vivas e atuantes quando o livro foi publicado como, por exemplo, Jean-Paul Sartre (1905-1980) e Michel Foucault (1926-1984). Schaeffer trava um debate direto com seus contemporâneos.
Em terceiro lugar, A Morte da Razão não é uma obra acadêmica, mas ensaística. O ensaio é um gênero sinuoso, que remonta a Montaigne, e é caracterizado por ser uma conversa inteligente e solta, espontânea, livre, onde o autor examina qualquer tema com uma perspectiva própria. Assim, o texto de Schaeffer é muito mais um ensaio, uma conversa, do que propriamente um texto com rigor científico. Por exemplo, do ponto de vista acadêmico, Schaeffer faz algumas interpretações muito tênues de autores densos e nuançados como Aquino, Hegel e Kierkegaard5. Além disso, às vezes estabelece certas conexões apressadas entre diferentes campos do saber, pode soar reducionista na análise de obras de arte, e não faz uso técnico de conceitos e concepções filosóficas como “racionalidade” e “verdade”.
Por outro lado, Schaeffer apresenta observações muito perspicazes sobre uma gama impressionante de temas, antecipando muitas discussões contemporâneas. Por exemplo, a crítica de Schaeffer à compartimentalização do saber na educação foi abordada nas décadas seguintes por filósofos como Edgar Morin6 e Martha Nussbaum7; a leitura de Schaeffer do projeto de autonomia moderna encontra eco nas releituras acadêmicas mais recentes, como a de Tzevetan Todorov8; a constatação de Schaeffer de que a indústria do entretenimento mainstream abandonou o viés cristão, antecipa em décadas a constatação do filósofo Peter Sloderdijk sobre o mesmo assunto9.
Deste modo, a leitura de A Morte da Razão continua indispensável para cristãos que desejam desenvolver uma comunicação inteligente do evangelho aos seus contemporâneos10. Schaeffer sabe oferecer exemplos práticos, ilustrar suas opiniões com anedotas interessantes e estabelecer pontes comunicativas através das artes plásticas, teatro, música pop, esportes, política, ciência. A Morte da Razão contém algumas das páginas mais impactantes escritas por um autor evangélico no século 20. Schaeffer é um mestre atemporal para todo aquele que deseja comunicar as verdades do evangelho de modo compreensível à sua própria geração, falando a verdade em amor.
Notas:
1. Para a trajetória biográfica de Schaeffer cf. DURIEZ, Colin. Francis Schaeffer: An Authentic Life. Wheaton, Illinois: Crossway Books, 2008; MIDELLMAN, Udo. Francis A. Schaeffer: The Man in: LITTLE, Bruce (ed.). Francis A. Schaeffer: A Mind and Heart for God. Phillipsburg, New Jersey: P&R Publishing, 2010, pp.1-26.
2. SCHAEFFER, Francis A. Two Contents, Two Realities in: Complete Works of Francis A. Shaeffer: A Christian Worldview, vo. 3, A Christian View of Spirituality.Westchester, Illinois: Crossway Books, 1982, pp. 403-27; para uma compreensão da história da L’Abri e seu legado, cf. COTHERMAN, Charles E. To Think Christianly: A History of L’Abri, Regent College, and the Christian Study Center Movement. Downers Grove, Illinois: IVP Academic, 2020.
3. Para uma análise das ideias centrais de Schaeffer, cf. ECHEVERRIA, Eduardo J. The Christian faith as a way of life: in appreciation of Francis Schaeffer (on the fiftieth anniversary of L’Abri Fellowship), Evangelical Quarterly, 79, 3 (2007), pp. 241-252.
4. Esta história é contada por James W. Sire, então editor da InterVarsity Press no prefácio à edição comemorativa de 30 anos de O Deus que intevém, cf. SIRE, James W. Introduction to the 30th Anniversary Edition in: SCHAEFFER, Francis A. The God Who Is There (The IVP Signature Collection). Downers Grove, Illinois: IVP, p.8.
5. Cf. ROBERTS, Kyle A. Francis A. Schaeffer: How Not to Read Kierkegaard, in: STEWART, Jon. Kierkegaard’s Influence on Theology: Tome II: Anglophone and Scandinavian Protestant Theology. Farnham: Ashgate, 2012; RUEGSEGGER, R. W. (ed.). Reflection on Francis Schaeffer. Grand Rapids, Michigan: Zondervan, 1986.
6. Cf. MORIN, Edgar. Introduction à la pensée complexe. Paris: ESF, 1990.
7. Cf. NUSSBAUM, Martha. Not for Profit: Why Democracy Needs the Humanities. Princeton: Princeton University Press, 2010.
8. Cf. TODOROV, Tzvetan. L’Esprit des Lumières. Paris: Robert Laffont, 2006.
9. Cf. SLOTERDIJK, Peter. Regras para o parque humano: uma resposta à carta de Heidegger sobre o humanismo. 4. ed. São Paulo: Estação Liberdade, 2018.
10. Para uma análise do método apologético shafferiano, cf. FOLLIS, Bryan A. Truth with Love: The Apologetics of Francis Schaeffer. Wheaton, Illinois: Crossbooks, 2006; MORRIS, T. V. Francis Schaeffer’s apologetics: A critique. Chicago: Moody Press, 1976; para uma análise sobre o impacto shafferiano no evangelicalismo estadunidense, cf. HANKINS, Barry. Francis Schaeffer and the Shaping of Evangelical America. Grand Rapids, Michigan: WM. B. Eerdmans, 2008.
O QUE ESPERAM OS CRISTÃOS? | REVISTA ULTIMATO
Conteúdo oferecido na Ult-400, em “Vamos ler!”
A obra A Morte da Razão foi publicada originalmente em 1968 com o título Escape from Reason: A Penetrating Analysis of Trends in Modern Thought (Londres: Intervarsity Press). Naquele momento, Francis Schaeffer tinha 56 anos de idade e havia acumulado muito tempo de leitura, estudo, cuidado pastoral e prática dialogal com cristãos e não cristãos1. Especialmente desde a fundação da L’Abri, na Suíça, em 1955, Francis e sua esposa Edith dedicaram-se a desenvolver uma comunicação inteligível do evangelho para os jovens arredios às igrejas cristãs ou, como diziam, dedicaram-se a “apresentar respostas honestas para perguntas honestas”2. Neste contexto, Schaeffer apresenta em A Morte da Razão sua interpretação de como as ideias modernas se desenvolveram ao ponto de levar a cultura de seu tempo à confusa e contraditória visão da autonomia humana. O objetivo de tal empreitada é explicitado pelo próprio Schaeffer na introdução: “para que consigamos comunicar a fé cristã de modo eficiente [...] temos que conhecer e entender as formas de pensamento da nossa geração”.Alguns pontos são importantes para a compreensão de A Morte da Razão. Primeiro, o livro integra a chamada “trilogia clássica” que sintetiza o pensamento de Schaeffer3. A Morte da Razão seria a primeira publicação, mas por causa da greve dos hidroviários da St. Lawrence Seaway, a gráfica responsável atrasou a impressão, então, outro texto de Schaeffer acabou sendo publicado primeiro: O Deus que Intervém (no original, The God Who Is There). Assim, em 1968, foram publicadas duas obras schafferianas4. Em O Deus que Intervém, a tese central de Schaeffer é que o “homem moderno” é caracterizado por sua disposição em viver uma vida de contradições; em A Morte da Razão, Schaeffer mostra como se chegou a esta condição e dá pistas do que pode ser feito para sair dela. Posteriormente, em 1972, Schaeffer fechou a trilogia com a publicação de O Deus que se Revela (He Is There and He Is Not Silent), onde examina e critica a teoria moderna do conhecimento. Deste modo, o texto de A Morte da Razão é habitualmente lido em diálogo com estes outros dois livros.
Em segundo lugar, é importante considerar o contexto político e cultural dos anos 1960: a marcha pelos direitos civis liderada por Martin Luther King Jr., o sucesso de The Beatles e Rolling Stones, a música de protesto de Bob Dylan, o rock psicodélico de Janis Joplin, os hippies, o movimento feminista, a criação da minissaia, o cinema de Jean-Luc Godard, golpes militares em países do sul global, a corrida espacial e, evidentemente, a tensão político-militar entre as duas superpotências da Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética. Além disto, frise-se que as igrejas protestantes e católicas estavam completamente desmoralizadas na arena pública desde o fim da Segunda Guerra Mundial. É crucial ter este quadro em mente, afinal, o que Schaeffer propõe em A Morte da Razão é justamente uma análise das tendências do pensamento moderno até o cenário em que estava, isto é, a transição dos anos 1960 para os anos 1970. Ele escreve “de ocidental para ocidental”. Vale lembrar ainda que várias pessoas citadas por Schaeffer estavam vivas e atuantes quando o livro foi publicado como, por exemplo, Jean-Paul Sartre (1905-1980) e Michel Foucault (1926-1984). Schaeffer trava um debate direto com seus contemporâneos.
Em terceiro lugar, A Morte da Razão não é uma obra acadêmica, mas ensaística. O ensaio é um gênero sinuoso, que remonta a Montaigne, e é caracterizado por ser uma conversa inteligente e solta, espontânea, livre, onde o autor examina qualquer tema com uma perspectiva própria. Assim, o texto de Schaeffer é muito mais um ensaio, uma conversa, do que propriamente um texto com rigor científico. Por exemplo, do ponto de vista acadêmico, Schaeffer faz algumas interpretações muito tênues de autores densos e nuançados como Aquino, Hegel e Kierkegaard5. Além disso, às vezes estabelece certas conexões apressadas entre diferentes campos do saber, pode soar reducionista na análise de obras de arte, e não faz uso técnico de conceitos e concepções filosóficas como “racionalidade” e “verdade”.
Por outro lado, Schaeffer apresenta observações muito perspicazes sobre uma gama impressionante de temas, antecipando muitas discussões contemporâneas. Por exemplo, a crítica de Schaeffer à compartimentalização do saber na educação foi abordada nas décadas seguintes por filósofos como Edgar Morin6 e Martha Nussbaum7; a leitura de Schaeffer do projeto de autonomia moderna encontra eco nas releituras acadêmicas mais recentes, como a de Tzevetan Todorov8; a constatação de Schaeffer de que a indústria do entretenimento mainstream abandonou o viés cristão, antecipa em décadas a constatação do filósofo Peter Sloderdijk sobre o mesmo assunto9.
Deste modo, a leitura de A Morte da Razão continua indispensável para cristãos que desejam desenvolver uma comunicação inteligente do evangelho aos seus contemporâneos10. Schaeffer sabe oferecer exemplos práticos, ilustrar suas opiniões com anedotas interessantes e estabelecer pontes comunicativas através das artes plásticas, teatro, música pop, esportes, política, ciência. A Morte da Razão contém algumas das páginas mais impactantes escritas por um autor evangélico no século 20. Schaeffer é um mestre atemporal para todo aquele que deseja comunicar as verdades do evangelho de modo compreensível à sua própria geração, falando a verdade em amor.
Notas:
1. Para a trajetória biográfica de Schaeffer cf. DURIEZ, Colin. Francis Schaeffer: An Authentic Life. Wheaton, Illinois: Crossway Books, 2008; MIDELLMAN, Udo. Francis A. Schaeffer: The Man in: LITTLE, Bruce (ed.). Francis A. Schaeffer: A Mind and Heart for God. Phillipsburg, New Jersey: P&R Publishing, 2010, pp.1-26.
2. SCHAEFFER, Francis A. Two Contents, Two Realities in: Complete Works of Francis A. Shaeffer: A Christian Worldview, vo. 3, A Christian View of Spirituality.Westchester, Illinois: Crossway Books, 1982, pp. 403-27; para uma compreensão da história da L’Abri e seu legado, cf. COTHERMAN, Charles E. To Think Christianly: A History of L’Abri, Regent College, and the Christian Study Center Movement. Downers Grove, Illinois: IVP Academic, 2020.
3. Para uma análise das ideias centrais de Schaeffer, cf. ECHEVERRIA, Eduardo J. The Christian faith as a way of life: in appreciation of Francis Schaeffer (on the fiftieth anniversary of L’Abri Fellowship), Evangelical Quarterly, 79, 3 (2007), pp. 241-252.
4. Esta história é contada por James W. Sire, então editor da InterVarsity Press no prefácio à edição comemorativa de 30 anos de O Deus que intevém, cf. SIRE, James W. Introduction to the 30th Anniversary Edition in: SCHAEFFER, Francis A. The God Who Is There (The IVP Signature Collection). Downers Grove, Illinois: IVP, p.8.
5. Cf. ROBERTS, Kyle A. Francis A. Schaeffer: How Not to Read Kierkegaard, in: STEWART, Jon. Kierkegaard’s Influence on Theology: Tome II: Anglophone and Scandinavian Protestant Theology. Farnham: Ashgate, 2012; RUEGSEGGER, R. W. (ed.). Reflection on Francis Schaeffer. Grand Rapids, Michigan: Zondervan, 1986.
6. Cf. MORIN, Edgar. Introduction à la pensée complexe. Paris: ESF, 1990.
7. Cf. NUSSBAUM, Martha. Not for Profit: Why Democracy Needs the Humanities. Princeton: Princeton University Press, 2010.
8. Cf. TODOROV, Tzvetan. L’Esprit des Lumières. Paris: Robert Laffont, 2006.
9. Cf. SLOTERDIJK, Peter. Regras para o parque humano: uma resposta à carta de Heidegger sobre o humanismo. 4. ed. São Paulo: Estação Liberdade, 2018.
10. Para uma análise do método apologético shafferiano, cf. FOLLIS, Bryan A. Truth with Love: The Apologetics of Francis Schaeffer. Wheaton, Illinois: Crossbooks, 2006; MORRIS, T. V. Francis Schaeffer’s apologetics: A critique. Chicago: Moody Press, 1976; para uma análise sobre o impacto shafferiano no evangelicalismo estadunidense, cf. HANKINS, Barry. Francis Schaeffer and the Shaping of Evangelical America. Grand Rapids, Michigan: WM. B. Eerdmans, 2008.
- Davi Lago é pesquisador do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo (PUC-SP), capelão da Primeira Igreja Batista de São Paulo e membro do conselho coordenador da Aliança Cristã Evangélica do Brasil.
O QUE ESPERAM OS CRISTÃOS? | REVISTA ULTIMATOA esperança cristã possibilita alegria hoje, guia os nossos afetos e o modo como vivemos, nos relembra da nossa condição de peregrinos, nos anima na evangelização e na missão, nos dá a perspectiva correta com relação ao sofrimento atual, alinha os nossos planos aos de Deus, não permite que nos acomodemos às facilidades do mundo.
08 de março de 2023- Visualizações: 13844
comente!- +A
- -A
-
compartilhar

Leia mais em Opinião
Opinião do leitor
Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta
Para escrever uma resposta é necessário estar cadastrado no site. Clique aqui para fazer o login ou seu cadastro.
Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.
Assuntos em Últimas
- 500AnosReforma
- Aconteceu Comigo
- Aconteceu há...
- Agenda50anos
- Arte e Cultura
- Biografia e História
- Casamento e Família
- Ciência
- Devocionário
- Espiritualidade
- Estudo Bíblico
- Evangelização e Missões
- Ética e Comportamento
- Igreja e Liderança
- Igreja em ação
- Institucional
- Juventude
- Legado e Louvor
- Meio Ambiente
- Política e Sociedade
- Reportagem
- Resenha
- Sessenta +
- Série Ciência e Fé Cristã
- Teologia e Doutrina
- Testemunho
- Vida Cristã
Revista Ultimato
+ lidos
- Faltam poucos dias para o DIP 2026. Participe com sua igreja!
- Louvor, uma resposta bíblico-teológica sobre a adoração comunitária
- Pesquisa investiga saúde mental dos pastores evangélicos brasileiros
- “Teologia da Mesa" propõe redescobrir a teologia da vida cotidiana
- Persevere
- Oportunidades para junho de 2026
- A tentação de não amar quem discorda das minhas opiniões políticas
- Vem aí o 23º Congresso Nacional CPPC
- A ceia de todas as tribos: arte, missão e a Palavra traduzida
- Educação de qualidade é tema da próxima live do grupo Ethica, Sola Gratia
(31)3611 8500
(31)99437 0043
Uma teologia por trás da Teologia da Prosperidade
Da "mediunidade" protestante
Sola Música
Quem precisa de um detox digital?






