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Seções — Pastorais

Abalo sob medida

Em meados do primeiro século da era cristã, numa madrugada na cidade de Filipos, província da Macedônia, acontece um terremoto diferente, aliás, muito diferente.

Em verdade, nessa noite tudo está estranho, pois dois dos presos da cadeia local falam com Deus e cantam canções de gratidão a ele, enquanto os outros ouvem perplexos.

O abalo da terra sacode os alicerces da cadeia, abre-lhe todas as portas e também as correntes daqueles que estão retidos. Nem a cela de segurança máxima resiste a esse fenômeno da natureza. Tem-se agora uma prisão de portas abertas e algemas destrancadas.

O carcereiro, responsável pelas portas fechadas e grilhões colocados, acordado pelo terremoto e diante do caos e da reversão de tudo, imagina que os presos estão em fuga e que as autoridades o punirão severamente. Naquele momento não consegue nem pensar na família e uma só ideia vem-lhe à mente: dar cabo de si. Então, quando empunha a espada contra a própria vida, tentando ser certeiro e rápido, ouve o grito de alerta de um dos presos cantores:
-- Pare! Estamos todos aqui.
-- O quê? Vocês não fugiram?

Agora o abalo é ainda maior; sacode o coração do carcereiro, sacode os seus alicerces. Ele vai ao preso e seu companheiro e quer saber deles como experimentar a vida de sentido, confiança, esperança e alegria que vê neles ali naquele lugar e naquelas circunstâncias. A resposta é simples, clara e inclusiva: “Creia em Jesus e será salvo, você e a sua família” (At 16.31, tradução livre). Um evangelho anunciado com pureza e simplicidade. Um evangelho que reacende a chama que está no mais profundo do seu ser e convoca também os seus queridos.

Sem duvidar e sem intenção de acrescentar algo ao simples crer, ele confia abertamente; portas e correntes internas -- suas e de sua família -- abertas para valer. O que se vê novamente não é fuga, mas preenchimento do ser com a Palavra de Deus, recebimento feliz do batismo por todos eles, com a mesma água que serviu para aliviar as feridas dos, agora, amigos. As mãos que antes acorrentaram em obediência às ordens das autoridades, agora, independentes delas e com coragem, lavam vergões e aliviam dores.

A casa, e não a prisão, é o melhor lugar para essa noite em que ninguém pensa em dormir. É para lá que o carcereiro e a sua família levam os presos cantores, seus convidados. A mesa está posta e, entre pão e vinho, a alegria impressionante daqueles que foram sacudidos pela fé em Deus. Vida, história, família -- tudo novo.

Recontando a história, ouso incentivar o leitor que leve este evangelho de Jesus para casa, o lugar mais próximo, leve, acessível e íntimo de cada um de nós. Deixe o abalo que sacode aquilo que precisa ser sacudido abrir portas, escancarar janelas e destravar trancas. Pense em encher o seu lar com compromisso pessoal e familiar com o evangelho de acordo com o batismo e a identidade que ele nos traz; momentos simples de oração e leitura da Palavra de Deus; acolhimento de portas abertas ao vizinho, ao amigo e até ao estrangeiro; cuidado bondoso e criativo com as próprias mãos ao que necessita; e, por fim, mesa posta colocada no centro para refeições calmas e sem pressa.

• Jony W. de Almeida é pastor na Igreja Presbiteriana de Viçosa, em Minas Gerais.

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