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Uma Igreja família

 A renovação da lembrança de que família é ideia de Deus tem de ser acompanhada da lembrança de nossa natureza caída. Continuamos a ser assediados pela nossa carne e pelo espírito deste século, com seus fortes ventos contrários. Como seres imperfeitos e pecadores, geramos famílias imperfeitas e pecadoras.

O padrão perfeito de Deus jamais deve ser relativizado. Quem pode desobrigar alguém daquilo que Deus requereu? Ou lacear as cordas, ou diminuir as exigências, ou nivelar por baixo?

A Igreja tem o desafio de ser a guardiã do alto padrão para a família. Mas este encargo precisa ser envolvido em compaixão. Congregando seres humanos imperfeitos e pecadores, é preciso reconhecer a impossibilidade de alcançar completamente os alvos de Deus para a família e adotar uma prática pastoral e fraternal impregnada da compaixão de Jesus. John Stott nos lembra: “A Igreja sente a tensão entre sua responsabilidade profética de dar testemunho dos padrões revelados por Deus e sua responsabilidade pastoral de mostrar compaixão para com aqueles que foram incapazes de manter esses padrões”.

A Igreja precisa ser sensível aos sentimentos e às marcas profundas daqueles cujos casamentos estão arruinados, dos divorciados, dos viúvos, dos casais que não conseguiram ter filhos, dos progenitores solitários, dos que têm histórico de vícios, dos jovens e adolescentes que vivenciam pressão e tentação enormes para abrirem mão dos padrões, daqueles que se tornaram celibatários em virtude de sua inclinação homossexual, dos solteiros que não encontraram companheiros, dos que foram abusados na infância, dos transgêneros, das mulheres que sofrem violência familiar.

Não menos importante, a Igreja precisa ser sensível às dificuldades sociais e econômicas; para muitas famílias faltam recursos básicos para a sobrevivência, o que as impede de seguir suas vidas de forma digna. Outras sofrem com doenças crônicas, deficiências físicas ou mentais ou com mortes prematuras. Há também os solitários em sua fé, aqueles que não têm familiares cristãos. Situações dessa natureza tornam o cumprimento do padrão cristão ainda mais difícil.

A mais importante contribuição que a Igreja pode dar é ser uma família de fé para todos, seja qual for o estado social e familiar de cada um, criando um ambiente de acolhimento propício ao encorajamento mútuo. Num ambiente assim há honestidade, confissão e humildade. Todos crescem por meio da Palavra, da oração e da amizade. Numa igreja família -- que se sabe alvo da graça -- o amor é cultivado e a possibilidade de retorno, perdão e restauração é continuamente anunciada.

Se estamos levando a sério a missão de anunciar e demonstrar que Jesus veio salvar e buscar os que estão doentes e perdidos, nossas igrejas vão se encher cada vez mais de pessoas e famílias imperfeitas. Nossa missão é alimentar a esperança de uma nova vida em Cristo: “Se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas” (2Co 5.17, NVI).

Que assim seja!

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