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Capa

A esperança de um futuro

Estou chorando

Chorando muito

Chorando sem parar

Chorando alto

Meu choro é amargo

Meu choro é triste

Meu choro é compulsivo.

 

Todos os meus filhos se foram

Não estão mais em casa

Todos são migrantes

Todos são prisioneiros

Todos estão a caminho da Babilônia

Lá eles vão ter a vida deles

Por anos e mais anos.

 

Meu marido

Meu clã todo

Meus amigos de perto

Meus vizinhos

Querem me consolar

Mas eu não quero ser consolada

O que eu quero é chorar.

 

Todos me dizem:

“Pare de chorar

Contenha seu choro

Reprima seu pranto

Segure os soluços

Poupe seus olhos das lágrimas

Enxugue suas lágrimas”.

 

Mas eu digo:

“Deixem-me chorar

Tragam os meus lenços

Apaguem a lamparina

Vou ficar de luto o resto da vida

Até me encontrar com meus filhos

No mundo dos mortos”.

 

Então um pregador da esperança

Aproxima-se de mim

Encosta a boca no meu ouvido

E me conta um segredo:

“Há esperança de um futuro para você

Seus filhos voltarão para casa

É Deus que faz a promessa”.

 

O pregador da esperança vai embora

E o pregador da descrença se aproxima

Encosta a boca no meu ouvido

E me diz o que eu não queria ouvir:

“Não há esperança para você

Nem no presente nem no futuro

Seus filhos não voltarão para casa”.

 

Por um momento fico aturdida

Pois um dos pregadores diz a verdade

E o outro prega a mentira

Meus filhos voltarão ou não voltarão?

Apego-me à palavra de qual pregador?

Ó Deus, mostra-me

Quem é o mentiroso!

 

Então Deus me leva ao jardim do Éden

E eu o ouço falar com o homem:

“Você pode comer as frutas que desejar

Menos da árvore do bem e do mal

Pois no dia em que você comer dela

Certamente morrerá”

Não entendo aonde Deus quer chegar.

 

Deus me manda continuar no jardim

Não demora muito tempo

O Diabo se aproxima de Eva

Põe a boca no ouvido dela

E segreda: “Coma à vontade

Pois certamente

Nem você nem seu marido morrerão”.

 

Ao chegar em casa

O mistério não é mais mistério

O pregador da esperança

Não está mentindo

O mentiroso não é ele

O mentiroso é certamente

O pregador da descrença!

 

Aquele que espalha a esperança

É instrumento de Deus

Aquele que espalha a descrença

É instrumento do Diabo

Então paro de chorar

Deixo os lenços num canto

Abro todas as janelas!

 

Meu nome é Raquel

Mas não sou a esposa de Jacó

Nem a mãe de José e Benjamim

Sou uma das mulheres de Ramá

Aquelas cujos filhos foram levados

Por Nabucodonosor para o

Exílio de 70 anos na Babilônia!

 

(Texto baseado em Jeremias 31.15-17)

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