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Capa — Todo Mundo É Tão Humano Quanto Todo Mundo

Nesta matéria:

Pecamos e precisamos do perdão contínuo porque somos humanos

Antes de ensinar os discípulos a orar o Pai-Nosso, Jesus disse que Deus sabe melhor do que nós mesmos o que estamos precisando. Então, se o Senhor nos manda pedir pão e perdão, é porque precisamos tanto de um como de outro. Se o pão é uma necessidade diária, por que o perdão não o seria? Uma súplica não é mais importante do que a outra. Sem o pão, o nosso corpo definha e morre. Sem o perdão, a nossa alma definha e morre. Portanto, se pensarmos com profundidade, veremos que a necessidade de pão e a necessidade de perdão é mesmo uma questão de vida e morte.

 

 

Pecado contínuo e perdão contínuo

 

 

Não há diferença. Podemos orar: “Perdoa as nossas ‘dívidas’”, ou “Perdoa as nossas ‘ofensas’”, ou “Perdoa as nossas ‘faltas’” (Mt 6.12). Mas a melhor versão é a de Eugene Peterson: “Preserva-nos perdoados por ti”. Perdoados pela graça de Deus hoje pela manhã, hoje ao meio-dia e hoje à noite; hoje, amanhã e depois.

 

Em benefício do nosso bem-estar espiritual e emocional, poderíamos descer aos pormenores e pedir o perdão divino para coisas como: ciúmes, desobediências, escândalos, fracassos, impiedades, iniquidades, juízo temerário, loucuras, mazelas, mentiras, omissões, reincidências, sem-vergonhices, sujeiras, transgressões e assim por diante. Esse comportamento coincide com o ensino de Moisés: “Se alguém se tornar culpado por alguma dessas coisas, deverá confessar o pecado cometido” (Lv 5.5, EP).

 

Nem todo caminho leva ao perdão. A ocultação do pecado não resolve. A negação do pecado não resolve. A desculpa do pecado não resolve. A transferência da nossa culpa para outra pessoa não resolve. A repartição da nossa culpa com outras pessoas não resolve. A repressão da nossa culpa (o mecanismo de rejeição ou postergação) não resolve. Pecado repetido exige perdão repetido. Pecado contínuo exige perdão contínuo. Pecado enorme exige perdão enorme.

 

A oração “Perdoa as nossas dívidas”, que Jesus mandou fazer, pressupõe o cometimento de algum pecado e, como consequência, a desagradável pressão da culpa. De fato, ao pecar assumimos uma dívida nos céus. O volume da dívida acompanha o volume do pecado. Mas o perdão de Deus é muito maior do que qualquer culpa e não exatamente do tamanho dela.

 

A bandeira branca da parte do Senhor está sempre à nossa frente. Para ter certeza disso basta ler a biografia de Deus:

 

“O Senhor é bondoso e misericordioso, não fica irado facilmente e é muito amoroso. Ele não vive nos repreendendo, e a sua ira não dura para sempre. O Senhor não nos castiga como merecemos, não nos paga de acordo com os nossos pecados e maldades [...] Pois ele sabe como somos feitos; lembra que somos pó” (Sl 103.8-14). Daí a convicção do salmista: “Contigo está o perdão” (Sl 130.4).

 

 

O peso da culpa acompanha o peso do pecado

 

 

Sentimento de culpa é aquela lembrança viva, insistente, incômoda e desgastante provocada por algum procedimento infeliz de conhecimento privado ou público, remoto ou recente. Quando a consciência desenvolve o seu papel, sem diminuir nem aumentar, o peso da culpa acompanha o peso do delito. O sentimento de culpa só é superado ou retirado com o arrependimento, a confissão e o perdão e nada mais! Enquanto o pecador não enxerga nem assume o seu pecado, não se arrepende nem confessa a sua falta, não crê na misericórdia nem na graça de Deus, o sentimento de culpa continua a amofinar o indivíduo. Para que o alívio do perdão seja completo é necessário que o próprio pecador tire da sua mente o pecado já plenamente perdoado por Deus. Pois, depois que o pecado é chorado e confessado, o sentimento de culpa desaparece e só volta quando tiver de cumprir outra vez a sua missão.

 

Na linguagem de Eugene Peterson, Paulo garante que “o pecado não teve nem tem chance de competir contra o perdão poderoso que chamamos ‘graça’. Na disputa entre pecado e graça, a graça vence com facilidade!” (Rm 5.20, AM).

 

Precisamos levar a sério o perfeito perdão em duas metáforas do Antigo Testamento. A primeira é a metáfora da neblina: “Eu faço desaparecer as suas ofensas, como se fossem uma nuvem; como o sol faz desaparecer a neblina de manhã, assim eu faço desaparecer os seus pecados” (Is 44.22, NBV). A outra é a metáfora das profundezas do mar: “De novo terás compaixão de nós; pisarás as nossas maldades e atirarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar” (Mq 7.19, NVI). Para impressionar mais, Miqueias poderia ter dito que Deus lança todas as nossas culpas na fossa das Marianas, a mais profunda dos oceanos, que atinge 11.034 metros de profundidade. O que as metáforas querem ensinar é que Deus dá um sumiço em nossos pecados e em nossas culpas quando nos perdoa.

 

 

Uma voz do século 15 e outra do século 21

 

 

Para aumentar a nossa busca de perdão é muito oportuno e saudável ouvir duas vozes muito sérias.

 

A primeira é de Martinho Lutero (1483-1546): “Enquanto você viver e até quando estiver morrendo, você tem perdão. Se você sentir o peso do pecado esmagando-o, você ainda pode dizer que seus pecados estão perdoados. Quando os seus pecados o assombrarem, corroerem e aterrorizarem, você pode olhar mais para Cristo, colocar sua frágil fé nele e segurar a sua mão firmemente”.

 

A segunda é de John Stott (1921-2011): “Apesar de a mensagem não ser aceita hoje, o perdão continua sendo a maior necessidade do humano e uma parte indispensável das boas novas. [Pois] se Deus fizesse uma lista de todos os nossos pecados e pedisse conta de cada um deles, ninguém poderia escapar”.

 

 

O mar da graça de Deus é muito mais profundo do que o mar da culpa humana

 

 

Quando qualquer um de nós se aproximar humildemente de Deus para confessar: “Ó Deus, desagreguei-me mais uma vez” e para suplicar: “Ó Deus, agrega-me mais uma vez”, sem a menor sombra de dúvida, a resposta do Pai será: “[Querido], volte para mim. Sou eu, o Senhor, quem está falando. Sou bondoso e por isso não ficarei com raiva de você, não ficarei irado para sempre. Basta você reconhecer que é culpado e que se revoltou contra o Senhor, seu Deus” (Jr 3.12-13, NTLH). Vem a calhar a notável declaração de Wachler: “O mar da graça de Deus é muito mais profundo do que o mar da culpa humana”. Exemplo disso é que antes de Pedro pecar, Jesus já havia aberto a porta para ele voltar (Lc 22.32).

 

C. S. Lewis confessa que “acreditar no perdão de pecados não é tão simples como eu pensava”. E acrescenta: “A crença real nesse tipo de coisa nos escapa se não tivermos a disciplina de alimentar a certeza desta graça”. João vem em nossa ajuda e declara que Deus dá a sua palavra: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9).

 

O perdão de Deus não é só para pecados leves e não repetidos. É para pecados escandalosos e para pecados repetidos setenta vezes sete. O testemunho de Davi, que quebrou vergonhosamente o sexto (não matarás) e o sétimo (não adulterarás) mandamentos ao mesmo tempo, tem um valor enorme, como se pode ler no Salmo 32, de trás para frente, numa versão livre: Eu tentei ocultar o meu pecado, mas não deu certo. Dia e noite a mão de Deus pesava sobre mim, empurrando a minha cabeça para dentro de meu peito. Minhas forças foram se esgotando como a seca faz com um pequeno rio. Só comecei a sentir alívio quando disse aos meus botões: “Confessarei as minhas transgressões ao Senhor”. Só Deus sabe como fiquei extremamente aliviado e feliz quando a minha culpa bateu as suas asas e desapareceu no horizonte!

 

 

Joio e trigo na sensação de culpa

 

 

Antes de assentar-se no banco dos réus, antes de começar a sofrer o tormento da culpa, antes de se ajoelhar para confessar o pecado e antes de suplicar o perdão de Deus, primeiro é necessário arrancar o joio da falsa culpa e colocá-lo no fogo. É preciso tomar todo cuidado possível com as culpas improcedentes, as culpas inventadas, as culpas exageradas, as culpas moralistas e até com as culpas neuróticas. Enquanto estas e as culpas não admitidas nem confessadas levam ao desespero, as culpas nascidas do Espírito, da Palavra e da boa consciência levam à misericórdia divina e ao perdão.

 

É de suma importância fazer clara distinção entre o acusador que vem em nome de Deus e o acusador que vem em nome do Diabo. A falsa acusação chama-se calúnia e pode dar resultados desastrosos. José do Egito jamais entrou no quarto da mulher de Potifar para ter relações com essa mulher sedenta de sexo. Mas ela o acusou de tamanho crime e José foi desmoralizado e posto na cadeia, sem, contudo, ser atormentado por uma culpa que ele não tinha. Já Davi, de fato, levou a mulher de Urias para o seu quarto, teve relações com ela e ainda mandou assassinar o marido traído. Foi necessário que o profeta Natã, em nome de Deus, viesse ao palácio e perguntasse ao rei: “Por que é que você desobedeceu aos meus mandamentos e fez essa coisa tão horrível?” (2Sm 12.9, NTLH).

 

Na última página de Culpa e Graça, o psiquiatra Paul Tournier declara que “a culpa é um problema religioso de interesse para os teólogos, um problema social de interesse para os sociólogos e um problema psicológico de interesse para os psicólogos”. O mesmo autor explica que “ninguém escapa à culpa, todos têm sede de salvação e do perdão” . Se esse problema de culpa não existisse ou se fosse resolvido em casa com a maior brevidade possível, muitos psicólogos teriam de escolher outra profissão!

 

Precisamos saber que mente em paz e consciência limpa dependem ou do bom comportamento ou do perdão gracioso de Deus. O perdão de pecados é uma questão mais religiosa do que psicológica. Pois tem tudo a ver com o envio de Jesus ao mundo, sua morte expiatória e sua ressurreição. Em virtude da cruz, no momento em que o pecador aceita as boas novas de salvação, todos os seus pecados passados, presentes e futuros são perdoados, e sua dívida é anulada!

 

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